Portal dos Dragões
·2 maggio 2026
José João, treiandor dos sub-17: “Temos de estar na máxima força” antes da visita ao Real SC

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Líderes do Apuramento do Campeão com uma vantagem confortável, os sub-17 do FC Porto seguem para a 12.ª jornada com um alerta bem definido antes da deslocação ao reduto do Real SC, último da classificação. Entre o perigo de descompressão, as características de um relvado “pequenino” e a necessidade de manter intacta a identidade competitiva da equipa, José João e António Neto deixaram uma mensagem de vigilância e ambição. O treinador resumiu-a sem rodeios e garantiu: “Temos de estar na máxima força”.
Há vantagem na tabela, mas não há espaço para facilitismos. Na antevisão ao encontro, José João, treinador dos sub-17 do FC Porto, apresentou uma equipa que pretende manter-se fiel ao que tem sido, resistente ao contexto e imune à tentação de olhar para a classificação como uma almofada de conforto. A ideia central atravessa toda a intervenção: no topo, a exigência não abranda.
Quando questionado sobre o desafio que espera a equipa diante do Real SC, José João recusou qualquer leitura simplista do jogo e destacou os pormenores que podem complicar a tarefa.
“Vai ser um jogo difícil porque é um campo complicado, pequenino, em que a bola não anda na perfeição. O Real SC é uma equipa que tem muitos jogadores rápidos na frente e por estarmos a defrontar o último classificado pode haver aqui algum relaxamento, mas temos de estar muito precavidos para isso.”, afirmou. “Temos de perceber que todos os jogos valem três pontos e temos de estar na máxima força para continuar nesta onda vitoriosa e com a distância para o segundo classificado.”
Nas palavras do treinador existe um duplo aviso: ao adversário e à própria equipa. O FC Porto entra em campo por cima, mas a vantagem classificativa não elimina a necessidade de concentração total, sobretudo num contexto que exige adaptação e maturidade competitiva.
Esse discurso encaixa na forma como José João observa o dia a dia da equipa, mais do que um jogo isolado. Ao abordar a resposta interna do grupo, evocou a identidade do clube e uma ideia de consistência trabalhada diariamente.
“Nós, no FC Porto, temos de estar sempre no máximo das nossas capacidades. Temos de olhar para cada dia como se fosse o último da nossa vida e encarar sempre isso com os nossos valores e princípios enquanto Clube e equipa.”, sublinhou. “Desde o primeiro dia, a equipa está muito bem identificada com esta forma de estar, com estes hábitos, e por isso temos trabalhado de forma normal, não temos mudado nada em relação ao que foi a primeira fase. Temos somente continuado a alimentar o nosso processo, a nossa ideia, os nossos valores e os nossos princípios para que cada vez possamos ser mais consistentes e mais capazes de estar no nosso máximo.”
Mais do que prometer intensidade, o treinador descreve uma rotina de exigência. O discurso aponta para uma equipa que quer prolongar o bom momento sem desvirtuar o processo, encarando a liderança não como meta, mas como responsabilidade diária.
José João ainda fez questão de deixar um reconhecimento direto a quem apoia a equipa a partir da bancada. A memória do último jogo foi lembrada como exemplo concreto do impacto emocional que esse apoio pode ter nos momentos de maior tensão.
“Gostava de referir que no último jogo sentimos realmente a força dos nossos adeptos. No momento em que estava 2-2 e foi o canto para o 3-2, sentimos um puxão das pessoas que nos acompanham e isso foi gratificante, foi bom nós sentirmos esse apoio porque empurrou-nos um bocadinho para o 3-2 e esperamos que, fora de portas, as pessoas que nos acompanham, nomeadamente as nossas famílias, nos possam continuar a fazer acreditar e continuar a puxar por nós para que possamos estar sempre no nosso máximo.”
O treinador traçou assim uma ligação entre rendimento e pertença, reforçando que a energia vinda de fora também ajuda a sustentar a resposta dentro das quatro linhas. Num jogo potencialmente desconfortável, essa ligação pode voltar a ser um recurso invisível, mas determinante.
No balneário, António Neto reforçou a mesma linha de confiança controlada. O médio falou de um grupo unido e de uma semana de trabalho que preparou a equipa para um teste com características próprias.
“No balneário temos estado muito unidos, muito confiantes para mais um jogo e temos trabalhado muito bem durante a semana.”
O médio sublinhou ainda que a equipa sabe que terá de entrar ligada desde o primeiro lance, sem deixar que referências anteriores interfiram.
“Temos que entrar com a máxima força e a máxima concentração porque é um jogo diferente, não temos de pensar no jogo da primeira volta.”
Na voz de António Neto, percebe-se um grupo que procura equilibrar confiança e alerta. É a mesma mensagem que percorre toda a antevisão: quem quer manter a distância para a concorrência tem de encarar cada jornada como se a classificação ainda não oferecesse qualquer conforto.
Antes de terminar, o médio deixou também um apelo simples aos portistas, alinhado com a ambição de manter o percurso que a equipa tem vindo a fazer no campeonato.
“Queremos que nos apoiem com força porque estamos bem no campeonato e queremos continuar assim.”
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