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·11 aprile 2026

José Mourinho: as declarações antes do Benfica - Nacional

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José Mourinho, treinador do Benfica, realizou a habitual conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Nacional, que realizar-se-à neste domingo, às 18h00.

José Mourinho em discurso direto

Nacional: «Precisam de pontos - não de forma desesperada, porque estão fora da zona de despromoção, mas continuam próximos. Têm vindo a somar pontos desde o início da época. São uma equipa bem treinada, já com algum tempo de trabalho com o Tiago Margarido, e revelam inteligência no jogo. Sabem o que querem com bola e conseguem ser perigosos em contra-ataque. Trata-se de uma boa equipa.


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Se olharmos para os resultados frente às equipas da parte de cima da tabela, verificamos que fizeram jogos muito equilibrados. Espero, por isso, uma equipa focada em conquistar pelo menos um ponto, sem perder de vista a possibilidade de somar mais. Da nossa parte, precisamos muito de vencer.»

Convocatória: «Relativamente ao último encontro, Dedic, Gonçalo Moreira, Aursnes e Barreiro vão entrar na convocatória. Tomás Araújo não fará parte (...) Os 'paineleiros' interpretarão como quiserem.»

Continuidade: «Parece que não fui claro e objetivo a dizer que quero ficar no Benfica. Tem existido mil e uma dúvidas nesse sentido. Quero ficar no Benfica na próxima época. Não é necessário agarrar numa caneta e num papel para fazer um desenho.

O presidente já vos respondeu. Já me perguntaram se eu queria continuar e já disse que sim. Perguntaram-me também sobre o meu agente e respondi que sou eu próprio que decido. Amanhã vão voltar a perguntar-me se quero continuar? Acho um pouco estranho continuarem a fazer sempre a mesma pergunta. Se quiserem voltar a colocá-la ao presidente Rui Costa, façam-no, mas a mim não.»

Mudanças no plantel: «Depois do jogo com o Casa Pia, estive a pensar muito nas minhas declarações. Cheguei a uma conclusão muito simples: só cinco treinadores no mundo não mudariam nada no seu plantel. A natureza de cada treinador e de cada clube é nunca considerar o plantel perfeito. Uns gostariam de ter um jogador mais alto, mais rápido ou especialista nas bolas paradas… Consigo identificar cinco clubes/treinadores que são os únicos privilegiados neste mundo - um grupo do qual eu próprio já fiz parte.»

Jogadores criticados na última partida: «Não vou mencionar a quem me estava a referir, obviamente. Como mencionei anteriormente, há cinco treinadores que não mudariam nada nos respetivos plantéis. Ainda assim, até um desses cinco acabaria por lhe dizer que mudaria alguma coisa. Refiro-me aos treinadores das equipas mais poderosas, com maior autonomia no mercado, que se estão nas tintas para o fair-play financeiro.

Se fui levado pelas emoções? É possível. Já estive presente em 64 conferências de imprensa, é normal que diga coisas que não deveria dizer ou outras que alguns não queiram entender. Aceito a crítica de que, quando o resultado é mau, posso criticar os outros em vez de me autocriticar. Também aceito isso. Se esse é um defeito meu, aceito-o. É uma consequência de quem sou. Sou alguém que ganhou muito e muitas vezes.

Admito que possa ter essa fragilidade na minha personalidade enquanto treinador, no entanto, isso também resulta de quem sou e do percurso que construí. Ainda assim, tenho também uma qualidade que equilibra isso: sou muito autocrítico. Frente ao grupo, sou bastante exigente comigo próprio e avalio sempre o que poderíamos ter feito mais e melhor.»

Posição no campeonato: «Se a minha carreira reflete alguma coisa, é perseverança, trabalho e resiliência (...) Uma das coisas que faço, que é não falar com os jogadores logo após os jogos, tem um propósito. Porque nesse momento arriscamo-nos a dizer coisas que não queremos dizer. No dia seguinte, sim. Só que há algo de que ninguém pode fugir, exceto o treinador: a conferência de imprensa após o encontro. Se fugir, paga-se uma multa de 2500 euros ou mais. Não é só pela multa, mas pela circunstância.

O que me estimula muito é o facto de ser matematicamente possível, sobretudo quando depende de nós próprios. Outra coisa é quando a possibilidade matemática já não depende apenas de nós, mas também das mãos dos outros. A nossa qualificação na Champions League esta época reflete muito bem o que o Benfica é e quem eu sou. Havia muita gente morta e enterrada, no entanto, existia sempre alguém que puxava e agarrava. A forma como nos qualificámos tem a cabeça de alguém que colocou a bola lá dentro, no entanto, também tem o dedo de alguém.

Quanto ao campeonato, matematicamente é possível. Não preciso que ninguém me diga isso. No Benfica, nem nos jogos amigáveis se brinca - é sempre a sério. Mas, de forma realista, vejo como difícil que o FC Porto perca sete pontos (...) Os dois pontos que perdemos com o Casa Pia empurraram-me a fazer essa declaração. O presidente falou e, quando um presidente fala, eu calo-me. Ele conhece-me bem e sabe que não revejo nada nesta ideia de desistirmos.»

Nove empates e partida com o Casa Pia: «Alguns desses empates foram conseguidos in extremis - tivemos mérito -, mas noutros fomos espoliados da vitória e noutros tivemos culpa própria. Este embate com o Casa Pia é o que mais me fere, fruto da atitude que tivemos. Fizemos uma autocrítica, tanto individual como coletiva. Há coisas que temos de melhorar neste tipo de jogos, os duelos teoricamente mais acessíveis.

Em duelos de 50 minutos, tens de martelar e acabar o encontro o mais rápido possível. Não podes ter este tipo de abordagem em que o adversário se pode instalar completamente. Quando marcar e ultrapassas esse bloqueio, não podes sofrer aquele golo, que teve contornos ridículos. Não passaram do meio-campo, quase não fizeram um remate (...) Se houver alguém com 27 títulos que me queira criticar, eu aceito. Com menos de 26, acho que eu é que estou certo.»

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