Julio Casares desprezou três advertências do São Paulo sobre a FGoal, que teve aval de Dedé para contrato de risco | OneFootball

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·3 marzo 2026

Julio Casares desprezou três advertências do São Paulo sobre a FGoal, que teve aval de Dedé para contrato de risco

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O ex-presidente Julio Casares desprezou ao menos três avisos de alerta sobre a empresa FGoal Marketing e Eventos feitos pelo departamento jurídico do São Paulo durante sua gestão. Mesmo com o clube advertindo sobre diversos problemas da marca e apontando riscos futuros ao Tricolor, o então mandatário teve aval de seus apoiadores e assinou contrato milionário.

A FGoal, que hoje cobra uma ação jurídica cobrando R$ 5 milhões do São Paulo, teria sido apresentada ao clube por intermédio de Mara Casares, ex-diretora feminina e cultural, e do ex-diretor social Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, segundo apontado pelo UOL nesta terça-feira (3).


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A empresa era a responsável pelo fornecimento de alimentos e bebidas no Morumbi e também tinha forte participação em eventos no social, como Carnaval e a polêmica Festa Junina.

O jurídico tricolor indicou, à época das negociações, no final de 2022, falta de experiência e histórico de mercado da FGoal, falta de lastro patrimonial e financeiro da empresa e possibilidade de danos à reputação do clube. Em pelo menos três documentos emitidos às antigas diretorias, foi apontada probabilidade alta de grande impacto negativo para o São Paulo, ignorada por Julio Casares.

Após a renúncia de Casares, Harry Massis assumiu a presidência e logo rescindiu contrato com a antiga fornecedora de alimentos, alegando que a mesma realizou saques não autorizados das contas do clube, em valor de cerca de R$ 200 mil. Ainda de acordo com o portal, a FGoal diz que todas as movimentações foram autorizadas na gestão Casares como parte da prestação de serviço ao São Paulo.

Ainda em novembro de 2022, a análise inicial concluída pelos responsáveis no Tricolor indicava a FGoal ainda como uma microempresa de marketing digital, que sequer tinha alimentos e bebidas entre as suas atividades comerciais.

Foram relatadas falta de experiência e expertise na área como um dentre vários problemas, e caracterizou o negócio como de alto risco para o clube. A marca não tinha estrutura física, portfólio de clientes ou qualquer registro de empregados, apontando o risco inicial.

Olha quem deu o aval

Após uma segunda averiguação, o alto risco e negativa para o acordo foram mantidos pelo departamento jurídico são-paulino. As comprovações da prestação de serviços da empresa simplesmente não existiam. E foi aí que entrou o aliado de Casares, Dedé.

O então diretor social se meteu na conversa e endossou ao jurídico a qualidade dos serviços da marca e já tinha até aprovado e encaminhado a contratação da mesma.

“Tendo em vista, o andamento e análise do novo contrato para a Operação A&B, para o próximo ano no estádio do Morumbi, tenho a expressar meu parecer positivo quanto a prestação de serviços da empresa FGOAL, por estar seguro que fará o melhor para o SPFC, pois presenciei seu trabalho, desde atendimento, limpeza e qualidade perante ao público, com dedicação e condições necessárias para um atendimento de excelência”, disse Dedé via email.

“Diante disto, agora prestará seus serviços de Cessionário na Operação A&B, a partir de agora no estádio do Morumbi, nos Jogos, Shows e afins, cujos documentos já foram certificados e inseridos no sistema de CONTRATOS, com minha aprovação e para o qual, solicito sua colaboração de encaminhamento, para devida efetivação do mesmo e para assinatura do Presidente Julio Casares”, completou.

Assim, apesar de todos os avisos, Casares fechou o acordo em 2023, com a empresa passando a administrar alimentos e bebidas em jogos do São Paulo em seu estádio. Já em março do ano seguinte, o contrato seria renovado. Antes, o departamento jurídico mais uma vez analisou o negócio, pela terceira vez, e de novo apontou a FGoal como sendo de alto risco, citando questões como falta de empregados, pendências fiscais em todas as empresas dos sócios e demais problemas.

Até mesmo o antigo CEO do Tricolor, Márcio Carlomagno, teve ciência do problemático relatório, dando seu visto. Ainda assim, Julio Casares assinou novo contrato em 17 de maio de 2024, cedendo a exploração de alimentos e bebidas do Morumbi à empresa até o final de 2029, anulado por Massis em 5 de fevereiro deste ano.

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