Lucas afirma querer jogar até a Copa de 2030. Renova? | OneFootball

Lucas afirma querer jogar até a Copa de 2030. Renova? | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Blog do São Paulo

Blog do São Paulo

·28 luglio 2026

Lucas afirma querer jogar até a Copa de 2030. Renova?

Immagine dell'articolo:Lucas afirma querer jogar até a Copa de 2030. Renova?

Lucas afirma querer jogar até a Copa de 2030. Renova?

GRUPO DE WHATSAPP: https://shortlink.uk/1rQK8  


OneFootball Video


Immagine dell'articolo:Lucas afirma querer jogar até a Copa de 2030. Renova?

Em entrevista ao Esporte Record, com Cleber Machado, Lucas Moura falou sobre Copa do Mundo de 2030, lesão, que quer continuar jogando e que não dá ouvidos a críticas:

“O Lucas vai ajudar o São Paulo ainda, Dodô? Cara, vai depender muito da questão física dele, né, Kleber? Agora, o talento dele e a diferença que ele fez quando chegou no futebol brasileiro foi gritante, né, Kleber? Então a gente sabe que o Lucas é um profissional que vai fazer de tudo pra voltar bem. Você sabe que eu gravei, eu fui fazer a gravação com ele, depois eu gravei um videozinho com ele e tal, e assim, de vez em quando você vê muita gente aplaudindo, elogiando, ele é um ídolo do São Paulo, mas você vê alguns… Pô, mas pera aí, quando é que vai? O Lucas conversou com o Esporte Record. Você ainda gosta de ser jogador de futebol profissional? Uma tristeza que fica é não ter conseguido jogar uma Copa ainda, né? Eu tô passando pela lesão mais grave, talvez, da carreira de um jogador de futebol.

A gente tem que superar, a gente tem que passar por cima. Que prazer, hein, Lucas? Prazer é todo meu. Quando é que você virou o Lucas Moura? Você era só Lucas, pô.

Era só Lucas, pois é. Quem é o culpado pelo Moura? Antes era Marcelinho, né? Marcelinho. Marcelinho nós vamos falar depois. Lucas, aí depois que eu fui pra Europa… Foi lá, né? Foi lá, começou a pegar, porque lá usam bastante o sobrenome, né? Sobrenome, né? E aí começou a pegar o Lucas Moura.

Quer dizer, quando o Lucas apareceu, ele era aquele cara que você metia a bola nele, ele saia rápido e resolvia rápido a jogada. Depois, com o tempo, o cara vai mudando. Então eu vou fazer do tempo do Lucas rápido.

Você ainda gosta de ser jogador de futebol profissional? Gosto muito, gosto muito. Isso que me mantém motivado a continuar jogando, trabalhando, dando o meu melhor, porque é a minha vida. Eu amo jogar futebol.

Como é que você tá hoje? Tô muito bem, evoluindo muito bem, graças a Deus. Eu tô passando pela… A lesão mais grave, talvez, da carreira de um jogador de futebol. Primeiro acho que é joelho e depois tendão, né? Essas duas são as mais graves.

Mas eu tô recuperando muito bem, a evolução acima do esperado. Então eu tô na expectativa boa de voltar mais forte ainda. Nesse momento, quando o Lucas sofreu esse acidente, eu tava assistindo o jogo, eu tava acompanhando o jogo.

Eu percebi que já era uma coisa séria, que o Lucas não é de se entregar assim tão facilmente. A gente sofre junto com você de força. Força.

Seu pai te ama. Ele ficou dolorido. É, ele ficou, ele sente.

Ele quase ferou junto com você, entendeu? Ele… Meu pai aqui sempre foi muito forte, cara. Sempre me deu muita força. E, modéstia à parte, meu pai jogava muita bola.

É mesmo? Jogava muita bola. Então, assim, quando eu era moleque, ele me levava pra jogar na rua, no parque, na praia. E ele sempre jogava com a gente.

E eu tenho o mesmo estilo que ele tinha, sabe? Rápido assim, drible curto e tal. Só que ele parou de jogar, jogava na VARS e tal, parou de jogar muito cedo pra poder trabalhar. Aí apostou tudo em mim, né? Porque viu que eu levava jeito.

O Lucas, quando criança, era um menino muito ativo, incansável. Depois foi evoluindo e chegou onde ele chegou hoje, né? Graças a Deus. Traz muita alegria pra gente.

E também me faz sofrer bastante com as quedas dele, com os acidentes, né? Graças a Deus, eu tive essa base muito forte, sabe? Dos meus pais, meu irmão, depois vieram outros irmãozinhos, né? Forjou o meu caráter, né? Forjou, assim, a minha vida e os mesmos princípios e valores que eu procuro passar pros meus filhos hoje. Quanto te admiro. Dizer que você é a maior bênção da minha vida.

Que você é o meu melhor amigo, o meu melhor marido, o meu melhor pai. Logo você está de volta, mal posso esperar por isso. Já estou muito ansiosa pra esse momento, porque eu sei que é isso que faz o seu coração feliz e em paz.

A gente te ama muito, muito, muito. Minha esposa, minha melhor amiga, me ajuda em tudo. Inclusive nos contratos, ela faz parte de tudo, cara.

A gente tem uma ligação muito forte, então às vezes eu estou ensinando, mas na verdade eu estou aprendendo com ela, porque é uma bênção. Família que Deus me deu, eu sou muito realizado, sabe? Agora, você falou das lesões de uma maneira, assim, muito forte de aceitar. A minha percepção, ao ouvir o seu pai e ao ouvir a sua mulher, é que eles ficaram abalados e eu me arrisco a dizer que eles sentiram em você, em determinado momento, uma certa pancada, uma certa dor.

Sem dúvida, sentiram, porque eu sou ser humano, né? Por mais que eu tente mostrar força e tal, não tem como a gente não sentir o baque quando vem uma lesão como essa, né? Só que, ao mesmo tempo, eu sabia que… E eles ficaram muito chateados, porque sabem que eu vinha lutando para poder recuperar a minha melhor forma e, de repente, três lesões, duas lesões e uma lesão gravíssima como essa. Então, eles ficam abalados, mas eu acho que é o natural, né? E eu, como pai, não quero mostrar isso para eles, né? Que, claro, eu quero mostrar que estou triste, é normal, acho que é nisso. Tem derrota e tem vitória, mas… Mas eu quero mostrar que a vida é assim, a gente vai tomar porrada e a gente tem que superar, a gente tem que passar por cima.

Com atenção, agora vai para a começa de escanteio do Oscar. Joga a bola para o Lucas! Pensando nesse seu período aí, né? Joelho, muscular, costela, perdão. O rei, não o Pelé, o Roberto, canta, se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.

Ultimamente, você mais chorou ou mais sorriu? Como é que você divide essas paradas? Boa! Cara, apesar de profissionalmente estar passando um período complicado, digamos aí, dois anos quase, eu sou muito grato com tudo que eu já alcancei, Cleber. Então, não tenho como reclamar de nada. Então, com certeza, eu tenho sorrido muito mais.

2025 e esse primeiro semestre de 2026, são os anos mais tumultuados da tua carreira, mas sem conseguir uma sequência? Acredito que sim. Porque eu volto para o São Paulo em 2023, um ano mágico, que a gente conquista a Copa do Brasil. A gente começa 2024 conquistando a Supercopa.

E o ano 2024, talvez o melhor aqui nesse retorno, que eu joguei o ano inteiro praticamente, mais de 20 participações em gols, então, assim, números muito bons para a minha carreira. E aí, 2025 começou, talvez, o pesadelo. E até a gente falando que você podia ser um cara para a seleção.

Pois é, exatamente. Em 2024, eu retornei para a seleção, inclusive com Dorival. E aí, 2025, começo bem.

E aí, tive aquela lesão na semifinal do Paulista. Aí, de lá para cá, não consegui mais. O meu joelho, quando ficou bom, que foi no final de 2025, esse ano, eu estava recuperando a minha melhor forma.

Aí, quebrei as duas costelas. Quando eu recuperei da costela, aconteceu o tendão. Você deve ter lido.

Ih, o Lucas não é nada, acabou. Não, esse aí é o nosso ídolo, ele volta. Ah, esse aí é jogador.

Você leu essas coisas? Não, eu aprendi, de um tempo para cá, a filtrar bastante as coisas que eu vejo, sabe, Kleber? Eu entendo que tem muita gente com boa intenção de dar uma mensagem de apoio. Mas também tem muita gente que… Como diz o Muricy, coraçãozinho. E, infelizmente, tem muita gente que, por emoção, sei lá, do momento ali, destila muita coisa ruim.

O time do São Paulo tenta chegar. E ele ganha! Você viu a Copa? Vi. O que te deixou mais marcado na Copa? O que vai ficar para você nessa Copa de 2026? Foi uma Copa de jogos fantásticos, onde os protagonistas realmente demonstraram a sua qualidade.

Quem é o melhor jogador do mundo hoje, Lucas? Ai, se for levar a Copa, eu acho que não tem como deixar o Messi de fora dessa, né? Foi o Messi, o melhor da Copa. Na Copa, para mim, foi. O Rodri não era para levar o prêmio de melhor da Copa, apesar de ser muito bom.

Apesar de ser o cara fundamental para o time dele, para o sistema de jogo da Espanha, eu acho que o futebol… Não sei se é injusta a palavra, com os defensores, com o goleiro, com o zagueiro, mas é difícil você deixar de fora o cara que faz o que o Messi fez nessa Copa com 39 anos. A Argentina chegou na final falando português, claro, por conta dele. Você fez uma pesquisa, uma brincadeira, na semana passada, uma enquete, falando assim, quem pode surpreender em jogar a Copa de 2030? E demos como opções Neymar, Cristiano Ronaldo e Messi.

Certo. Algum deles você acha que pode jogar a Copa de 2030? Eu tenho a esperança que o Neymar chegue lá. Até não sei se o Cristiano e o Messi vão chegar, não por conta de vontade, mas se eles estão a fim.

Mas o Neymar tem totais condições, acho que depende exclusivamente dele, e espero que esteja. Agora sim, a seleção brasileira, a gente estava falando da Copa, a seleção argentina mostrou uma força de recuperação e aí passa pelo emocional muito grande. Muito.

O futebol brasileiro tem menos isso? Você que jogou fora, tem menos isso? Cara, eu acho que o futebol brasileiro sempre apostou muito na nossa qualidade técnica, que sempre foi e sempre vai ser, na minha opinião, muito acima de qualquer outra seleção. Porém, a gente começou a deixar de lado outras valências, não deixar de lado, mas não se preocupar tanto em evoluir outras valências que são fundamentais hoje no futebol. Por exemplo? Por exemplo, a parte tática, por exemplo, a parte física e por exemplo, a parte mental, que é o que a gente vê muito nas seleções europeias.

E a seleção argentina, acho que juntou também o entrosamento deles, a confiança de já ter ganhado a última Copa e essa questão da raça, que isso aí eles sempre tiveram. Quando acabou a Copa de 2006, a gente talvez tenha tido aquela ruptura de uma geração que era uma geração que era para chegar lá e ganhar a Copa do Mundo. E eu tinha na minha cabeça que Lucas, Pato, Ganso e Neymar iam ser a linha da seleção na Copa de 2014.

Eu também. E só o Neymar foi para a Copa, e vocês? Pois é. O que acontece em um período de quatro anos? Talvez, uma tristeza que fica é não ter conseguido jogar uma Copa ainda. Falo ainda porque se estiver jogando em 2014… De repente? A gente nunca sabe.

Acho que a de 2014 foi a que eu mais fiquei triste porque eu acho que eu tinha totais condições de ser convocado. Quando eu chego no São Paulo em 2010, o Neymar já estava… Ele subiu em 2009, se eu não me engano, e ele já estava voando. O Santos já tinha sido campeão, ele já foi campeão da Copa.

Da Copa do Brasil e dois milhões da Libertadores. Exatamente. Oi, Lucas.

Falar da nossa infância é fácil. A gente teve uma infância maravilhosa. E eu me recordo de uma vez que estávamos brincando e você saiu correndo, eu atrás de você, você fechou a porta para eu não entrar e eu forcei a porta para abrir.

Ela era de vidro, o vidro quebrou. E você se recorda? Essa história que a Cris contou, eu tomei 12 pontos aqui. Eu brincando com ela, correndo e tal, aí me escondi na casa e não queria que ela entrasse.

E a porta era de vidro. E aí o sofá era aqui e a porta aqui, né? Sofá de frente para trever ali. E a porta aqui.

Eu coloquei os dois pés no sofá e as duas mãos na porta. E ela tentando empurrar, quebrou tudo. Acabou a carreira de goleiro.

Nossa, aí arrebentou aqui a mão, abriu aqui um rasgo. E minha avó morava na casa da frente. Quando ela ouviu o grito, o barulho, ela saiu correndo.

Lembro que ela… Lembro que ela… Coisa de vó, né? Lembro que ela tacou um monte de pó de café, que ela falava que era para estancar a sangue e tal. Você era elevado, né? Bastante. Era mesmo? Tomava bronca, castigo? Eu aprontava muito.

E minha mãe fala que o futebol aqui me acalmou. Ah, é? Passando aqui para lembrar uma história bacana. Da nossa infância, que foi o dia que estávamos dentro do quintal.

Eu, você e o Thiago. E passou um amigo nosso na rua querendo comprar pipa. E nós três juntamos ali tudo que tínhamos usados.

Pipas velhas, plásticos, linhas usadas, todas arrebentadas. E acabamos vendendo tudo para ele por 10 reais. Ele achou que estava fazendo um ótimo negócio.

A outra história que o Henrique contou foi que a gente gostava de soltar pipa e tal. Aí tinha a linha lá, os pipas. E aí veio um molequinho, muito mais novo que a gente, querendo comprar.

Aí a gente juntou tudo que a gente tinha. A gente falou assim, ah, 10 reais dá isso aí. Não dava nem 2 reais.

E aí o moleque, não, estou aqui, 10 reais. Beleza, pegamos esses 10 reais e fomos na loja de pipa e compramos uns 50 pipas. E a gente vendeu uns 5 para ele.

E aí, nisso, quando a gente volta… Nossa, eu lembro muito bem disso. Quando a gente volta, está a mãe do menino com o meu pai. Meu pai tinha acabado de chegar do trabalho, enquanto a gente foi comprar.

A mãe do menino falou assim, o meu filho pegou o dinheiro da minha bolsa. Nossa, aí meu pai pegou o dinheiro dele, deu 10 reais para ela. Deu uma surra na gente tão grande, quebrou todos os pipas que a gente tinha comprado e jogou no outro lado do muro que tinha um mato.

Destruiu tudo. Aí, portanto, o Lucas, que ele tem uma pronta recuperação. Ainda demora um pouquinho para voltar.

É uma lesão de tendão de Aquiles, é uma lesão grave. Mas acho que é um cara bom de bola.”

Visualizza l' imprint del creator