Luís Castro apontou um grande erro que terá que corrigir no Grêmio após o Gre-Nal
Após a derrota no clássico Grenal, o técnico do Grêmio, Luís Castro, classificou o resultado como uma “tristeza” e uma “desilusão” por não ter sido alcançado o objetivo da partida. Segundo o treinador, quando os objetivos não são atingidos, o sentimento natural é de frustração.
Luís Castro ressaltou que, apesar do contexto da época, o Grenal “tem sempre um significado muito grande” e que, mesmo não sendo um jogo decisivo, provoca “sempre um impacto negativo”. O treinador chamou atenção principalmente para o momento em que a equipe sofreu três gols em um curto espaço de tempo.
De acordo com ele, uma equipe que sofre “três golos em nove minutos” precisa tirar “elações muito grandes” do jogo, especialmente no aspecto mental. Castro afirmou que o Grêmio se “desequilibrou mentalmente a partir do 2-2” e que, naquele momento, a equipe “desapareceu durante uns minutos que foram fatais e muito penalizadores”.
O técnico foi enfático ao dizer que esse tipo de situação “não é normal ao longo da época” e que só pode ser contextualizada por se tratar de um início de temporada. Ele afirmou que, ao longo da temporada, esse tipo de desequilíbrio “não pode acontecer de forma alguma”.
Luís Castro reforçou que a principal lição deixada pelo clássico é a necessidade de maior estabilidade mental. Segundo ele, o impacto do resultado é “muito negativo no dia de hoje”, mas o grupo precisa “levantar-se e seguir caminho”. O treinador lembrou que o Grêmio já tem compromisso na quarta-feira, contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro, e que a prioridade imediata é “recuperar mentalmente a equipa”.
O comandante tricolor afirmou que não permitirá que a derrota abale a confiança do grupo para a sequência da temporada. Ele destacou que o Grêmio ainda tem “muitas provas pela frente” e citou as competições que o clube irá disputar ao longo do ano.
Na análise do jogo, Luís Castro disse que o Internacional foi melhor “nos momentos mais decisivos” da partida. Ele explicou que, no primeiro tempo, houve alternância de domínio, com uma entrada forte do adversário e um momento em que o Grêmio passou a controlar o jogo. Na segunda etapa, segundo o treinador, o time voltou bem, chegou ao 2-1, mas “a partir daí não existiu de forma completa”.
O técnico explicou que não houve revogação de conceitos táticos. Segundo ele, o Grenal foi um jogo de “dimensão diferente” e serviu para observar jogadores em contextos distintos, já que não haverá outro confronto dessa magnitude antes do início do Brasileirão. Ele afirmou que a estratégia adotada no início da temporada foi “observar todos os jogadores até ao primeiro jogo do campeonato”.
Luís Castro destacou que o Grêmio “queria muito ganhar o jogo” e trabalhou para isso, mas reconheceu que a equipe “trabalhou mal” em um período decisivo da partida, especialmente no momento defensivo. Ele foi categórico ao confirmar que a responsabilidade pela derrota é coletiva.
O treinador também afastou a possibilidade de responsabilizar individualmente atletas. Segundo ele, “não mata” nenhum jogador e não permite que isso aconteça internamente. Para Castro, “a equipa perdeu toda”, e não houve falha isolada que explique o resultado.
Em relação à sequência da temporada, o técnico afirmou que o grupo está “ferido, triste e desiludido”, mas “não entregue”. Ele disse que, no início de época, nenhuma equipe se entrega e que ajustes precisam ser feitos após um jogo deste nível.
Luís Castro encerrou afirmando que o resultado pode atingir o Grêmio de duas formas: de maneira negativa ou positiva. Para ele, a grande lição está nos nove minutos em que a equipe sofreu três gols, um período que precisa ser analisado profundamente. Segundo o treinador, o caminho para a reação passa pelo trabalho, pela união e pela resiliência mental do grupo.