Calciopédia
·10 aprile 2026
Na 32ª rodada da Serie A, a líder Inter tentará consolidar reação contra o traiçoeiro Como

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Quem poderia sonhar que uma história desenvolvida na pré-temporada poderia ganhar contornos tão decisivos na corrida pelo scudetto? À época, a Inter saiu em busca de um substituto para Simone Inzaghi e voltou suas atenções para Cesc Fàbregas, que seguiu à frente do Como, antes de optar por Cristian Chivu. Meses depois, os caminhos dos dois candidatos ao cargo se cruzam em um contexto nada banal: do lado visitante, o treinador romeno está perto de conduzir os nerazzurri ao título; do outro, o técnico espanhol comanda uma campanha surpreendente e mantém seu time na disputa por uma vaga inédita na Champions League.
A líder reencontrou fôlego quando mais precisava: após três compromissos sem triunfo, respondeu com autoridade ao aplicar 5 a 2 sobre a Roma, impulsionada pelo retorno do capitão e artilheiro Lautaro. O resultado não apenas interrompeu a oscilação da Inter como também ampliou a sua vantagem na liderança, agora de sete pontos. A equipe nerazzurra foi beneficiada pela troca de posições logo atrás, com o Napoli assumindo a segunda colocação após superar o Milan em confronto direto.
A reação da Inter, porém, exige confirmação imediata diante de um adversário que se consolidou como um dos projetos mais ambiciosos da temporada. O Como, sustentado por investimento elevado e proposta de jogo propositiva, ocupa o quarto lugar e vislumbra uma classificação continental inédita. Ainda assim, chega pressionado após empate com a Udinese – o que permitiu a aproximação da Juventus. O histórico recente também pesa: desde o retorno à elite, em 2024, o time lariano não conseguiu superar os nerazzurri. Foram três derrotas na Serie A, incluindo o 4 a 0 no primeiro turno, e um empate sem gols na ida das semifinais da Coppa Italia, num duelo controlado estrategicamente pelos milaneses.
Enquanto isso, o Napoli encontra um cenário teoricamente mais acessível ao visitar o Parma. O time emiliano, hoje na 12ª posição, contrariou previsões pessimistas sob o comando de Carlos Cuesta, segundo treinador mais jovem da história da Serie A, e construiu campanha estável apoiada em consistência defensiva, mesmo com limitações ofensivas evidentes. O confronto carrega ainda uma lembrança recente relevante: na penúltima rodada do campeonato passado, os crociati – então treinados por Chivu – seguraram os partenopei e poderiam dar esperanças à Inter na corrida pelo scudetto; entretanto, os nerazzurri empataram com a Lazio em jogo simultâneo e o título ficou em Nápoles.
A jornada se completa com embates que podem redefinir a corrida europeia e outros objetivos. Atalanta e Juventus medem forças em confronto direto por vaga em torneios continentais, com diferença de quatro pontos entre quinto e sétimo lugares. O Milan, já fora da disputa pelo scudetto, segundo as palavras de Massimiliano Allegri, busca consolidar presença na zona de Champions League diante da Udinese. Em Florença, a Fiorentina tenta ampliar a distância da zona de rebaixamento contra uma Lazio sem metas concretas. Já a Roma, sexta colocada e em queda de rendimento recente, encara o lanterna Pisa com amplo favoritismo e a expectativa de recuperar terreno briga por um lugar na Liga dos Campeões. Confira a prévia da rodada.
Como x Inter
Do radar da diretoria da Inter a um duelo que vale muito e ocorre na reta decisiva da temporada: no Giuseppe Sinigaglia, o Como de Cesc Fàbregas – cobiçado pelos nerazzurri no verão europeu – recebe a Beneamata de Cristian Chivu. Hoje, o primeiro sustenta o Como na disputa por Champions League, enquanto o segundo conduz a líder em vantagem após retomar o caminho das vitórias. A goleada sobre a Roma encerrou uma sequência de três partidas sem triunfos e elevou a vantagem dos nerazzurri para sete pontos. Falta consolidar a reação diante de um freguês histórico. Os comascos são os únicos rivais que a equipe de Milão bateram 10 vezes seguidas na Serie A.
Embora também brigue por grandes objetivos, o Como, quarto colocado, chega ao duelo com a Inter pressionado por um empate com a Udinese, que permitiu a aproximação da Juventus. O desempenho atual dos lariani no Giuseppe Sinigaglia sustenta a esperança de reação: são três vitórias consecutivas, com 10 gols marcados, que abrem a possibilidade de alcançar uma sequência de pelo menos quatro triunfos caseiros, que não ocorre desde 1980.
Para o Como, o problema reside em seu histórico no confronto direto, que lhe impõe um recorte extremamente desfavorável, como mostram as já citadas 10 derrotas seguidas contra a Inter pelo campeonato. Nesse recorte, foram registrados 24 gols sofridos e apenas dois marcados, além de seis confrontos consecutivos sem balançar as redes – com um placar de 18 a 0 no agregado. Nem mesmo em casa houve ruptura relevante: desde 1985, apenas um empate e quatro reveses, todas com ao menos dois tentos anotados pelos nerazzurri. Isso significa que o próprio Fàbregas ainda não pontuou nem marcou contra a Beneamata. A líder é a única adversária contra a qual o espanhol não comemorou sequer uma bola na casinha pela Serie A.
Os números também mostram contrastes claros na forma de produzir ofensivamente. Inter e Como dividem a liderança em gols de fora da área, com 10 cada, impulsionados por Çalhanoglu e Paz, ambos com cinco. A equipe visitante apresenta ainda outra forma dominante de balançar as redes, com 16 tentos de cabeça – maior marca entre os cinco principais campeonatos europeus. Já o time mandante concentra sua esperança na produtividade caseira de Douvikas, vice-artilheiro da Serie A, que marcou seus últimos cinco no Sinigaglia. O grego, porém, não conseguiu comemorar contra rivais que iniciaram a rodada entre as quatro primeiras posições.
Há ainda números que reforçam a confiança da líder. Sempre que uma equipe ultrapassou os 70 pontos após 31 rodadas de 1994 em diante, confirmou o título nas 14 ocasiões registradas. Isso, aliás, já ocorreu quatro vezes com a própria Inter, em 2007, 2009, 2021 e 2024. A Beneamata também celebra a volta de Lautaro, que ficara de fora das sete partidas anteriores à goleada com a Roma – sequência em que os nerazzurri venceram somente duas vezes. Com o capitão e o artilheiro em campo, a média é de 2,5 pontos e 2,5 gols por jogo. Sem ele, é de apenas 1,6 e 1,2, respectivamente. Isso é que é fazer a diferença.
Prováveis escalações
Como: Butez; Smolcic, Kempf, Ramón, Valle; Perrone, Da Cunha; Diao, Paz, Baturina; Douvikas.
Inter: Sommer; Akanji, Acerbi, Bastoni; Dumfries, Barella, Çalhanoglu, Zielinski, Dimarco; Lautaro, Thuram.
Atalanta x Juventus
A disputa por vagas continentais passa diretamente por Bérgamo, onde a diferença de quatro pontos entre Juventus e Atalanta transforma o confronto em acerto de contas com impacto imediato na tabela da Serie A. O encontro também reflete uma mudança interessante em relação ao primeiro turno: naquele momento, os croatas Ivan Juric e Igor Tudor comandavam as equipes. Ambos acabaram demitidos após resultados negativos e forte contestação. Agora, o cenário é outro, com os italianos Raffaele Palladino e Luciano Spalletti à frente dos elencos. Os dois foram responsáveis por uma melhora clara de desempenho, que projetou ambas as formações na corrida europeia.
O impacto dessa troca aparece de forma concreta no rendimento recente. Sob nova direção, o time bergamasco consolidou crescimento relevante, especialmente em casa, onde somou 19 pontos em sete partidas em 2026, com seis vitórias, um empate e média de dois gols por jogo – no recorte, só a Inter pontuou mais. Ainda assim, o histórico do confronto nesse contexto específico impõe resistência: apenas um triunfo nos últimos 20 compromissos como mandante diante da Juventus, acompanhado de sete igualdades e 12 derrotas, além de limitação ofensiva evidente. Nos seis duelos mais recentes contra a Velha Senhora, nunca ultrapassou um tento anotado, totalizando quatro.
O equilíbrio geral do confronto reforça essa dificuldade de imposição. Seis dos últimos oito encontros terminaram empatados, tendência que se mantém quando ambos iniciam a rodada nas primeiras posições, com quatro igualdades nas cinco ocasiões mais recentes nesse recorte. Ao mesmo tempo, a Juventus apresenta um comportamento irregular como visitante em 2026, sem repetir resultados consecutivos – três vitórias, um empate e duas derrotas –, embora tenha vencido o compromisso mais recente fora de casa.
No plano individual, há indicadores relevantes. Raspadori soma quatro gols contra a Juventus, desempenho inferior apenas ao registrado diante do Genoa, e participou diretamente de três tentos nas últimas cinco rodadas. Já Yıldız acumula 19 tentos e 10 assistências e pode alcançar participação direta em 30 antes dos 21 anos. Desde 2004-05, tal marca foi atingida apenas por Alexandre Pato e Berardi.
Em Bérgamo, Atalanta e Juventus farão confronto direto por vaga em torneios continentais (Getty)
Parma x Napoli
A vice-liderança mudou de mãos na rodada anterior. Agora é o Napoli que está em posição de perseguição direta à Inter e seu primeiro compromisso nessa condição ocorre fora de casa, contra um adversário que construiu sua campanha sobre o eixo da estabilidade defensiva. Com apenas 36 gols sofridos, o Parma ocupa a 12ª colocação e superou expectativas iniciais. É um time difícil de ser batido e os 10 empates em 31 rodadas são uma amostra disso.
O histórico recente do confronto reforça esse padrão. Os dois últimos encontros entre Parma e Napoli terminaram sem gols, e há possibilidade de uma terceira igualdade consecutiva, algo inédito. No Ennio Tardini, o cenário também se mantém nivelado, com duas vitórias para cada lado e dois empates nas derradeiras seis partidas, após um período anterior de maior domínio visitante.
A identidade do time emiliano aparece de forma clara nos números. Lidera o campeonato em proporção de gols de cabeça (34,7%, oito de 23) e, ao mesmo tempo, apresenta a menor porcentagem de tentos sofridos nesse fundamento (11,1%, quatro de 39). O desempenho recente como mandante, porém, sofreu abalo com a derrota para a Cremonese. Apenas uma vez na temporada a equipe de Carlos Cuesta acumulou duas derrotas consecutivas nesse cenário.
O Napoli chega em trajetória oposta, com cinco vitórias seguidas – sequência inferior apenas a uma sob comando de Antonio Conte – e dois jogos consecutivos sem sofrer gols, podendo alcançar três pela primeira vez na competição. Outro dado relevante remete à insistência dos azzurri: foram 13 pontos conquistados com gols após os 75 minutos, melhor marca da liga, enquanto o Parma soma nove nesse recorte temporal.
A ausência de Pellegrino altera a estrutura ofensiva dos mandantes – desde sua estreia, o artilheiro argentino, autor de oito gols nesta Serie A, participou de todos os 44 jogos do time na competição. Do outro lado, Politano acumula quatro participações diretas em tentos nas últimas quatro partidas, igualando a produção das 28 anteriores. No entanto, o ponta balançou a rede apenas uma vez em oito confrontos contra o Parma.
Sexta, 10/4, 15h45 Roma x Pisa
Sábado, 11/4, 10h Cagliari x Cremonese Torino x Verona
Sábado, 11/4, 13h Milan x Udinese
Domingo, 12/4, 7h30 Genoa x Sassuolo
Domingo, 12/4, 13h Bologna x Lecce
Segunda, 13/4, 15h45 Fiorentina x Lazio









































