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·18 maggio 2026
Nadando de braçadas na A2, Vasco tem base como foco para voltar a ser referência no feminino

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O Vasco que já foi casa de Meg, Ju Cabral, Sissi, Pretinha e Marta tenta se reconstruir no futebol feminino. Há dez anos longe da elite, o Cruz-Maltino tem largada histórica na A2, com 9 vitórias em 9 jogos. Com uma reestruturação que começou em 2023, quando o clube recomeçou, de fato, "no fundo do poço", na A3, o clube vislumbra dias melhores. Quem sabe voltar a ser a casa de craques como no passado. A base é o grande coração desse projeto. Afinal, "enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal".
Eliminado na primeira fase da A3 do Brasileirão em 2023, o Cruz-Maltino só foi subir para a A2 no ano seguinte, com o título. Mas foi ainda em 2023 que começou o projeto de reestruturação, como nos explica Simone Lourenço, coordenadora do futebol feminino do Vasco que falou com exclusividade com oGol.
"A reestruturação iniciou no final de 2023, com a implantação de contratos profissionais, melhorias na comissão técnica e nos processos que possibilitaram o acesso para a Série A2 em 2024. Desde 2025, muitas melhorias foram incorporadas ao elenco, com mais profissionais na comissão técnica, de saúde e performance, melhorias na logística dos treinos, incorporação das bases sub-17 e sub-20 por meio de parceria, além de trabalho integrado com outros setores administrativos e logísticos do clube, trazendo maior valorização da modalidade dentro do clube", explicou com detalhes Simone.
A coordenadora reconhece que os ciclos de "crescimento e declínio variam de acordo com o momento político e econômico dos clubes". E o Vasco, nessa última década, passou por diversas turbulências. O futebol feminino do clube perdeu força com o fim do projeto olímpico que viabilizou a presença de craques referências na modalidade com a camisa cruz-maltina. Ainda assim, o clube participou, sem protagonismo, da A1 no Brasileirão Feminino em 2013, 2014, e 2016, sempre com eliminações na primeira fase e só com uma vitória em 12 partidas.
A nova fase da modalidade em São Januário é escrita sem a megalomania do projeto do fim da década de 1990 e início dos anos 2000, mas visa construir uma base sólida com parcerias pontuais, como explica Simone.
"Esse ano, iniciamos uma parceria com a Casa dos Marinheiros exatamente para proporcionar um espaço próprio de treinamento para o futebol feminino do Vasco, próximo de São Januário, que já tem campos, academia, restaurante e espaço adequado para desenvolver as categorias profissional e de base feminina. No momento, a base já está treinando nesse local, e melhorias estão em fase de finalização para o profissional iniciar as atividades em breve. Melhorias estão continuamente sendo buscadas em diferentes setores para proporcionar um trabalho de qualidade e de excelência que o feminino do Vasco merece", ressaltou.
Simone fez questão de garantir que há uma sinergia na Colina, com a união de vários departamentos para tornar o projeto sustentável. O investimento nas divisões de base e a integração das jovens jogadores com o profissional são alguns dos pilares do projeto. Hoje, o clube conta com equipes sub-17 e sub-20. Em campo, os frutos começam a ser colhidos com a campanha atual.
Líder isolado da A2, o Vasco soma 27 pontos, com 100% de aproveitamento e um saldo positivo de 28 gols: são 33 tentos marcados e apenas 5 sofridos. A média é de 3,67 gols/jogo e de apenas 0,56 gol sofrido/jogo. Simone contextualiza o sucesso em campo com a evolução do projeto esportivo como um todo.
"No final de 2025, fizemos o diagnóstico de pilares importantes para o crescimento e a sustentabilidade da categoria profissional em 2026, como novas contratações de atletas e profissionais, criação de novos cargos na comissão, como analista de mercado e analista administrativa, além de melhorias na logística dos treinos e valorização de atividades relacionadas à saúde e performance", contou.
Em campo, as Meninas da Colina são impulsionadas pela dupla de ataque que já anotou 13 gols na campanha. Vice-artilheira da equipe, Layza comenta a parceria com a paraguaia Lourdes González.
"Nos damos muito bem, pois uma consegue acompanhar o raciocínio da outra e quando surge algum empecilho, conversamos para resolver da melhor forma. Um ponto muito forte nosso como equipe também é estarmos unidas. Independente das adversidades, sempre estamos cuidando, incentivando e respeitando umas as outras", disse Layza para oGol.
A atacante foi revelada pelo Sport e foi artilheira da Copa Maria Bonita temporada passada. Layza explicou que o passado vitorioso do clube na modalidade também pesou na escolha pela Colina, além do projeto.
"O nome do clube em si já pesou bastante para a minha vinda. Dentre as outras propostas, essa foi a que mais me encantou pelo fato da valorização dentro do clube vir crescendo cada vez mais. Quando buscando informações e avaliando a proposta, saber que atletas renomadas passaram pelo Vasco, é mais um ponto positivo para tomar a melhor decisão de escolha", garantiu.
Layza elogiou a estrutura no Vasco, garantiu ter planos de ficar muito tempo em São Januário e não escondeu que, para além do objetivo de lutar pela artilharia da A2, tem também o sonho de chegar na seleção.
Além de Marta, Formiga e Cristiane, a atacante vê em Janaina Nascimento, ex-companheira de Sport, inspiração para alcançar os objetivos na carreira. No Vasco, Layza quer chegar e ficar na elite.
De olho nas craques do futuro, como a atacante de 22 anos, o Cruz-Maltino busca construir o caminho para voltar a ser referência no futebol feminino. Em campo, o retorno para a elite vem sendo construído a cada rodada da A2. Fora dele, com muito diálogo e consciência entre os departamentos do clube e com foco na base. Tudo na esperança que outro ciclo turbulento não derrube as pontes já construídas...
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