Central do Timão
·27 gennaio 2026
Novo cargo honorário e eleições movimentam audiência de Reforma do Estatuto do Corinthians

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A sétima audiência pública de reforma do Estatuto do Corinthians foi realizada na noite desta segunda-feira (26), no Parque São Jorge. O encontro integrou o ciclo de debates promovido pelo Conselho Deliberativo (CD) e teve como eixo central a discussão sobre o sistema eleitoral da diretoria, a possível criação do cargo de conselheiro vitalício honorário e as normas gerais e transitórias aplicáveis às gestões.
Por determinação da diretoria, as audiências públicas não vêm sendo transmitidas ao vivo. O encontro contou com cerca de 30 participantes e registrou novamente a ausência do presidente do clube, Osmar Stabile. O presidente do Conselho de Orientação (Cori) Miguel Marques e Silva também não compareceu em razão de compromisso simultâneo do colegiado.

Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians
Entre os presentes estavam o segundo vice-presidente Armando Mendonça, conselheiros como Rozallah Santoro, Peterson Ruan, Vinícius Cascone, Felipe Ezabella, Paulo Pedro e Miriam Athie. Representantes de coletivos ligados à vida política do clube, como Voz Corinthiana e Família Corinthians, também acompanharam os debates, assim como o assessor de imprensa da Gaviões da Fiel Alex da Mata e o diretor de tecnologia Marcelo Munhões.
Durante a audiência, foram debatidas alterações específicas do Estatuto, como o artigo que define o modelo de eleição da diretoria – atualmente em turno único, com possibilidade de adoção de dois turnos –, a proposta de criação do conselheiro vitalício honorário, as regras de ausência aplicáveis aos vitalícios e os capítulos que tratam das disposições gerais e das normas de transição entre mandatos.
O anteprojeto apresentado prevê mudanças estruturais no processo eleitoral e na organização interna do clube. Entre os pontos destacados está a criação de um título honorário para conselheiros vitalícios que optarem por deixar o quadro efetivo, sem direito a voto ou influência em quórum, mas com possibilidade de participação nas reuniões e uso da palavra.
A proposta também estabelece um calendário para implementação de medidas de governança, como o Plano de Cargos e Salários, o Código de Conduta e o Portal da Transparência, além de diretrizes para o Regulamento Eleitoral e para a atuação do Conselho Fiscal durante períodos de transição.
Outro aspecto discutido foi o reforço de normas relacionadas à identidade institucional do clube, incluindo diretrizes para o uso do emblema e a padronização de elementos históricos dos uniformes. O texto busca consolidar princípios de publicidade, segurança jurídica e governança administrativa.
Nos pronunciamentos, Felipe Ezabella foi o primeiro a se manifestar, elogiando a redação geral do anteprojeto, mas apresentando ressalvas técnicas. Defendeu a manutenção da eleição presidencial em turno único e questionou a atribuição de competências relacionadas ao distintivo do clube a áreas da diretoria executiva. Em aparte, Romeu Tuma Júnior ressaltou a importância de estabelecer limites de gastos no período de transição entre gestões e voltou a defender o recadastramento geral dos associados, além da extinção gradual dos títulos de sócio remido.
Um representante do Coletivo Voz Corinthiana defendeu a adoção do sistema de dois turnos nas eleições presidenciais, sob o argumento de que o modelo reforçaria a legitimidade do pleito. Também se posicionou favoravelmente à criação do conselheiro vitalício honorário e à redução do número de conselheiros trienais para 150, além de criticar a ausência recorrente de membros da diretoria nas audiências públicas.
Peterson Ruan, por sua vez, iniciou sua fala pedindo desculpas ao presidente do Conselho Deliberativo pelo desentendimento que encerrou a audiência anterior e, em seguida, abordou a relação entre conselheiros trienais e vitalícios, apontando tensões internas. Tuma respondeu que o Conselho não aplicou de forma rigorosa, ao longo dos anos, as regras de ausência previstas no Estatuto e que parte dos vitalícios segue participando ativamente da vida do clube.
Vinícius Cascone concentrou sua manifestação nas disposições transitórias, ressaltando que as regras têm como objetivo organizar a passagem entre gestões e evitar insegurança institucional. Ele defendeu que as mudanças discutidas nas audiências passem a valer já a partir de 2026, incluindo a participação do Fiel Torcedor no processo eleitoral.
Rozallah Santoro se posicionou contra a proposta de eleição em dois turnos condicionada a uma filtragem prévia pelo Conselho Deliberativo, classificando o modelo como restritivo do ponto de vista democrático. Também sugeriu a adoção de mecanismos tecnológicos, como reconhecimento facial, para o recadastramento remoto de associados.
Miriam Athie, por sua vez, defendeu a adoção do sistema de dois turnos, apontando práticas políticas que, segundo ela, contaminam o modelo atual de turno único. Em sua fala, também retomou a votação de 2022 envolvendo a renegociação da Neo Química Arena com a Caixa, esclarecendo sua posição à época.
O debate também abordou o funcionamento do Portal da Transparência, com cobranças para que a ferramenta seja efetiva na divulgação de informações e no controle de remunerações.
Hicham Said Abbas, representante do Coletivo Família Corinthians, manifestou-se favorável ao sistema eleitoral em dois turnos, condicionando-o à realização integral por meio de assembleia geral, e avaliou como positiva a criação do cargo de conselheiro vitalício honorário, entendendo a medida como um caminho para a transição gradual do atual modelo de vitalícios.
Encerrando as manifestações, o conselheiro vitalício Deovaldo do Amaral Carvalho fez um discurso de caráter histórico e pessoal, relembrando sua trajetória ligada ao Corinthians desde a década de 1950 e ressaltando o papel desempenhado pelos conselheiros vitalícios na construção institucional do clube.
Ao final da audiência, permaneceu indefinida a decisão sobre o modelo de eleição presidencial, que só será tomada após o encerramento do ciclo de debates e a consolidação do texto final do anteprojeto, que será votado pelo Conselho Deliberativo.
A próxima audiência pública está marcada para quinta-feira (29) e terá como foco a estrutura dos Conselhos de Orientação e Fiscal. Interessados em se manifestar devem se inscrever previamente pelo e-mail estatuto@sccorinthians.com.br, até três horas antes do início da sessão.
Encerrado o ciclo das 11 audiências públicas, a Comissão de Reforma do Estatuto irá sistematizar as propostas apresentadas para a elaboração de um texto unificado do anteprojeto, que será apreciado inicialmente pelo Conselho Deliberativo e, na sequência, submetido à votação da Assembleia Geral de associados, com previsão de deliberação em março.
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