Hugogil.pt
·10 aprile 2026
«O Benfica não precisa da centralização para valorizar o produto que comercializa.»

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O Sport Lisboa e Benfica voltou a agitar o debate sobre os direitos televisivos em Portugal. Pela voz do seu CFO, Nuno Catarino, o clube encarnado assume uma posição clara contra o modelo de centralização previsto para 2028.
Em entrevista à BTV, após a divulgação dos resultados financeiros do primeiro semestre de 2025/26, o dirigente foi direto: «O Benfica não precisa da centralização para valorizar o produto que comercializa.» A afirmação surge numa altura em que o tema divide o futebol português.
Nuno Catarino revelou ainda que o clube conseguiu recentemente um acordo mais vantajoso com a NOS, mesmo num contexto que considerou desfavorável, devido à obrigatoriedade de contratos mais curtos. Para o responsável financeiro, o atual modelo está desatualizado e assenta em previsões irreais: «Da forma como as coisas estão hoje, ninguém vai gostar do resultado final em 2028.»
O dirigente deixou também propostas concretas, defendendo o adiamento do processo e a criação de uma centralização voluntária entre clubes. «Juntarem-se 10, 20, 30, quem se quiser juntar. Empacotam o seu produto e tentam vender no mercado», sugeriu.
Além deste tema, Catarino abordou o projeto Benfica District, ainda em fase de licenciamento, e os resultados financeiros positivos do clube, com um lucro consolidado de 29 milhões de euros.
A posição do Benfica promete aumentar a tensão num dos temas mais sensíveis do futebol nacional.









































