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·13 giugno 2026

“O FC Porto voltou ao lugar de onde nunca deve sair”

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André Villas-Boas deslocou-se a Monção, “uma cidade cheia de portistas e um território que deve ser dominado pelos portistas”, para viver “uma noite maravilhosa”, assinalando o 25.º aniversário da Casa FC Porto – Monção, numa ocasião em que ficou evidente “a expansão do FC Porto a Norte”.

Em tom bem-disposto, foi até criado o “Departamento de Conversões do FC Porto” para receber o presidente da Câmara Municipal, e o líder dos dragões destacou o “crescimento de 20% ao ano no campo associativo”, recordando ainda que a conquista do 31.º Campeonato Nacional “faz com que o FC Porto seja, atualmente, o Clube com mais títulos do futebol nacional” – “a nível internacional já sabemos, a nível nacional é o FC Porto” – antes de agradecer a oferta de um quadro com o número dois, que “significa alma portista, suor, sangue, suor e lágrimas”: “A presença deste número traduz muito do que somos, um povo que resiste, uma alma portista que resiste, que luta, que vence, que subsiste, que tem exigência, que quer ganhar sempre, que quer ser vitoriosa”.


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“Termino a dizer que o FC Porto, ao fim de quatro anos, voltou ao lugar de onde nunca deve sair, e é por isso que nós queremos trabalhar cada vez mais para não largarmos mais este primeiro lugar”, concluiu André Villas-Boas, convicto de que todos “querem mais”: “Conseguimos juntos e seguimos juntos novamente, até mais um.”

25 anos de devoção ao FC Porto“Quero agradecer-vos de coração por esta noite maravilhosa em que sentimos o pleno portismo do que é a expansão do FC Porto a Norte, em Monção, numa celebração de 25 anos de um espírito altruísta, não só do presidente António Simões, como também das pessoas que lançaram esta iniciativa da Casa FC Porto – Monção, bem galardoada seguramente em 2007 com o Dragão de Ouro por todo o seu esforço e por todo o contributo que tem dado para o crescimento do FC Porto, da sua massa associativa, dos seus adeptos e desta presença na região, como diz o senhor Presidente António Simões. Somos o único clube entre os três grandes com uma Casa em Monção e isso muito nos distingue, muito nos eleva, e faz marcar Monção como uma grande cidade cheia de portistas e um território que deve ser dominado pelos portistas.”

Uma paixão que se estende de Norte a Sul“Gostava de começar esta intervenção retribuindo aqui o agradecimento pelas palavras do senhor presidente António Barbosa e dizer-lhe, desde já, que tem todo o ADN do FC Porto. Quando disse que tem muita pena de não ser portista, resumiu o seu desejo em ser portista. Quero dizer-lhe do fundo do coração que o seu pai não levará a mal, apesar de ter sido um sportinguista. Todos queremos propagar o nosso clube para os nossos filhos, mas ver com tal convicção um desejo tão profundo e depois um homem que defende o Norte tão convictamente, que sabe das dificuldades que o Norte atravessa, cada vez mais, para se afirmar no território nacional, eu acho que o “Departamento de Conversões do FC Porto” vai abrir e o senhor presidente será o sócio número um. Fora de brincadeiras, quero agradecer o seu altruísmo, a sua hospitalidade, a sua amabilidade e também deste Solar de Serrade em receber tantos portistas. Esta afirmação do FC Porto deu-se há 25 anos, na Praça Deu-la-Deu, com uma presença de grandes portistas, 400, muitos devem estar aqui hoje também. Isto é reforço portista, é o nosso amor pelo azul e branco.”

Um crescimento associativo sem precedentes“Nós começámos a época com um cachecol que dizia “Seguimos Juntos” e transformámos isto em “Conseguimos Juntos”. Eu acho que o FC Porto tem crescido muito nos últimos anos, principalmente no campo associativo. Estamos a crescer 20% ao ano e isso dá-se muito deste espírito que vai passando de um para os outros e destas conquistas, desta magnífica taça que faz com que o FC Porto seja, atualmente, o Clube com mais títulos do futebol nacional, porque a nível internacional já sabemos, mas a nível nacional é o FC Porto. É algo de que nos podemos orgulhar.”

O quadro com o número 2“Na continuação de tudo o que está aqui, esta magnífica obra que terei muito gosto de expor no Museu FC Porto, depois gostava de colocá-la um pouco mais perto de mim, nas imediações da entrada dos meus escritórios, porque este número dois significa não só João Pinto e Jorge Costa, como muitos outros. Significa alma portista, suor, sangue, suor e lágrimas, evidentemente. É a única razão para termos números vermelhos nas nossas camisolas. É a alma do FC Porto, é o nosso ADN, são pessoas que transformaram o FC Porto dando tudo, suando a camisola como ninguém. Temos imagens únicas que nos são deixadas pelo João Pinto e pelo Jorge Costa, pessoas para quem olhamos sempre como o máximo significado do que é ser portista, juntamente com Jorge Nuno Pinto da Costa, e a presença deste número traduz muito do que somos: um povo que resiste, uma alma portista que resiste, que luta, que vence, que subsiste, que tem exigência, que quer ganhar sempre, que quer ser vitoriosa, e estes princípios e estes valores estão muito bem traduzidos aqui neste quadro. Agradeço de coração. Portanto, vou cedê-lo ao Museu, como deve fazer o presidente do FC Porto, depois vou levá-lo um bocadinho para mais perto de mim, porque olhar para este número e para o que ele significa para nós é muito importante. Significa também muitas outras pessoas, que deram muito ao FC Porto, desde logo o nosso presidente, claro está, mas significa Pedroto, Sérgio Conceição, Fernando Santos, Bobby Robson, muitos treinadores, muitas pessoas que comigo conquistaram títulos europeus, duas das quais estão aqui ao meu lado, o Rolando e o Helton, também eles conquistaram a Europa, fez este ano 15 anos. Tudo isto distingue o FC Porto como o Clube com mais títulos a nível internacional, é algo que muito orgulha a nossa história.”

Francisco Araújo“Quero agradecer por esta noite maravilhosa, que também só foi possível devido a um homem como o Francisco Araújo, que tem estado ao meu lado sempre, que nunca me tem largado na expansão da vida associativa do FC Porto e das Casas do FC Porto, que tem dinamizado. É claro que o Francisco tem imposto as suas regras, é um homem que vem da área militar, altamente exigente, e como altamente exigente que é, impõe as regras, mas tudo com um fim e um bem maior, que é o crescimento do FC Porto e da nossa massa associativa. Gostava também de pedir uma salva de palmas para ele, porque acho que tem feito um bom trabalho.”

Conseguimos juntos“Termino a dizer que o FC Porto, ao fim de quatro anos, voltou ao lugar de onde nunca deve sair, e é por isso que nós queremos trabalhar cada vez mais para não largarmos mais este primeiro lugar. É um lugar que nos pertence, onde nos sentimos bem, e é por isso que é importante mantermos as nossas bases, manter a equipa forte, agradecer a um grupo de jogadores que foi único nesta época, que apesar das muitas mudanças soube perfeitamente o que era o FC Porto. Os que puderam presenciar aquele primeiro jogo da apresentação no Estádio do Dragão, contra o Atlético de Madrid, sentiram um ambiente diferente, mesmo tendo em conta que vínhamos de uma época muito difícil. Seguimos juntos para conseguirmos juntos. Foi toda essa compreensão única deste grupo de jogadores e do treinador do que é a mística do FC Porto que nos entregou este 31.º título, mas queremos mais. Portanto, conseguimos juntos, seguimos juntos novamente, até mais um. Viva o FC Porto.”

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