O lado positivo e o negativo de mais um jogo do Grêmio, desta vez contra o Bahia | OneFootball

O lado positivo e o negativo de mais um jogo do Grêmio, desta vez contra o Bahia | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: JB Filho Repórter

JB Filho Repórter

·17 maggio 2026

O lado positivo e o negativo de mais um jogo do Grêmio, desta vez contra o Bahia

Immagine dell'articolo:O lado positivo e o negativo de mais um jogo do Grêmio, desta vez contra o Bahia
  • O Grêmio saiu da Bahia com um empate que pode ser visto de duas formas. Dá para olhar pelo lado positivo: somou um ponto fora de casa, saiu da zona de rebaixamento e agora terá dois jogos na Arena para tentar respirar antes da parada da Copa do Mundo. Mas também dá para olhar pelo outro lado: a atuação foi fraca, o time pouco produziu e, mais uma vez, o grande destaque gremista foi o goleiro Weverton. A trave e o próprio goleiro evitaram uma derrota que esteve muito próxima de acontecer.
  • O contexto do jogo ajuda a explicar um pouco disso. O Grêmio preservou jogadores, Amuzu começou no banco, Enamorado iniciou jogando, Willian também apareceu entre os titulares e o Mec entrou apenas no decorrer da partida, melhorando o time, embora tenha recebido o terceiro cartão amarelo e esteja suspenso contra o Santos. Mesmo com essas mudanças, porém, o desempenho coletivo praticamente não mudou.
  • O Grêmio encontrou seu gol numa jogada de bola parada. Escanteio cobrado por Pedro Gabriel e cabeçada de Viery para abrir o placar. Foi um gol construído muito mais na eficiência de um lance específico do que propriamente numa atuação organizada ofensivamente. A equipe até tentou repetir algumas ideias do Luís Castro, com três zagueiros, pontas avançando e os meias se aproximando do centroavante, mas na prática houve pouca construção ofensiva e quase nenhuma superioridade no jogo.
  • O empate do Bahia nasce de uma jogada em que o Grêmio sofre no lado direito. O RJ, garoto da base, acaba envolvido num dois contra um. É difícil colocar toda a responsabilidade em cima dele, porque praticamente qualquer lateral sofre nesse tipo de situação. O problema maior aparece depois, quando a bola atravessa toda a defesa gremista e Wagner Leonardo não consegue fazer o corte. A finalização sai praticamente na cara do Weverton, sem muito o que o goleiro pudesse fazer.
  • E aí entra um ponto importante: quando o melhor jogador do Grêmio volta a ser o goleiro, isso diz muito sobre o que foi a partida. O Bahia criou mais, pressionou mais e esteve mais perto da vitória. O empate não chega a ser um desastre pensando na tabela, porque o Grêmio ao menos pontua fora de casa e ganha um respiro momentâneo, mas futebolisticamente a atuação deixa pouca margem para elogios.
  • O grande debate agora gira em torno da expectativa criada para a parada da Copa do Mundo. A direção gremista sustenta que aquele período servirá como uma espécie de pré-temporada que o clube não teve no início do ano. A ideia é dar mais tempo de treino para Luís Castro implementar suas ideias, além da possibilidade de reforços, principalmente para a lateral direita. Existe até a tentativa de buscar um meia de maior criação, algo que o elenco claramente sente falta.
  • Por isso o cenário acaba sendo esse “copo meio cheio, meio vazio”. O lado otimista olha para os pontos conquistados, para a saída do Z-4 e para a esperança de evolução depois da parada. O lado pessimista enxerga um time que segue jogando mal, produzindo pouco e dependendo demais do goleiro para sobreviver nas partidas. E, neste momento, as duas leituras fazem bastante sentido.
Visualizza l' imprint del creator