Esporte News Mundo
·1 gennaio 2026
O que esperar? Fortaleza entra em 2026 com orçamento reduzido, reformulação profunda e foco na reconstrução

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·1 gennaio 2026

O Fortaleza começa a temporada 2026 diante de um cenário completamente diferente do vivido nos últimos anos.
Após o rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2025, o clube dá os primeiros passos em um processo de reconstrução que envolve mudanças técnicas, reformulação de elenco e uma forte adequação financeira.
O desafio é reorganizar a casa para buscar competitividade imediata na Série B sem comprometer o futuro do projeto.
A reapresentação do elenco marcou oficialmente o início do trabalho sob comando de Thiago Carpini, contratado para liderar o novo ciclo.
Os jogadores se reuniram no Centro de Excelência Alcides Santos, onde deram início a uma pré-temporada marcada por avaliações físicas detalhadas, atividades intensas e foco na preparação técnica e tática.
A comissão técnica aposta em treinos personalizados e no equilíbrio físico para reduzir riscos de lesão e manter o elenco competitivo ao longo de um calendário exigente.
No campo esportivo, o Fortaleza passa por uma reformulação significativa. Além da chegada de Carpini, o lateral-direito Mailton é, até o momento, a principal novidade entre os reforços.
Em contrapartida, o clube se despediu do técnico Palermo, do CEO Marcelo Paz, do volante Tinga e do lateral Yago Pikachu, símbolos de um ciclo que se encerrou com o descenso.
A diretoria ainda avalia renovações pontuais, como a situação de Pierre, que pertence ao Tombense, enquanto nomes importantes encerram contrato ao fim de 2025, como Marinho. Apesar das saídas e incertezas, o Tricolor mantém uma base numerosa sob contrato para 2026.
O elenco conta com vários atletas vinculados por mais de uma temporada em todos os setores, incluindo goleiros como João Ricardo e Brenno, defensores como Brítez e Kuscevic, além de nomes de peso no ataque, como Lucero, Deyverson, Moisés e José Herrera.
Jovens das categorias de base também foram integrados ao grupo principal, reforçando a ideia de um elenco mais funcional e menos oneroso.
Fora de campo, a mudança mais impactante está no orçamento.
O Conselho Deliberativo aprovou um planejamento financeiro de R$ 225 milhões para 2026, valor 42% inferior ao de 2025, quando o clube trabalhou com R$ 387 milhões.
Na prática, o orçamento operacional será ainda menor: cerca de R$ 182 milhões, já que parte do montante será destinada à rolagem de dívidas.
A queda brusca nas receitas é explicada principalmente pela redução das cotas de televisão e das premiações, consequência direta do rebaixamento.
O novo plano financeiro trouxe decisões duras. Uma das mais sensíveis foi a descontinuação do futebol feminino, medida anunciada oficialmente e que gerou repercussão entre torcedores.
O clube ainda irá detalhar, em documento oficial, quanto será destinado a áreas como futebol profissional, categorias de base, salários, manutenção estrutural, acordos financeiros e negociações de atletas.









































