OPINIÃO: O retrocesso se tornou visível depois de 30 dias. E a pressão pode se tornar insustentável | OneFootball

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·13 aprile 2026

OPINIÃO: O retrocesso se tornou visível depois de 30 dias. E a pressão pode se tornar insustentável

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Passados pouco mais de 30 dias desde a troca no comando técnico, o São Paulo oferece um retrato que contraria a própria justificativa oficial da mudança. À época, o executivo de futebol Rui Costa falou em convicção, em necessidade e em um horizonte de evolução consistente. O que se vê, oito jogos depois, é um time que perdeu justamente aquilo que sustentava sua competitividade recente: a capacidade de ser eficiente mesmo sem brilhar. Sob Roger Machado, o desempenho não deu o salto prometido e, pior, os resultados passaram a expor fragilidades que antes não eram tão determinantes.

A derrota para o Vitória funciona como síntese desse processo. Houve um período inicial de domínio, é verdade, mas ele foi estéril e pouco produziu em termos concretos. A chance de Artur, logo no início, poderia ter mudado o rumo da partida, e esse tipo de detalhe também compõe o futebol, mas o que se seguiu reforça uma tendência: o time não conseguiu transformar seu controle em vantagem. Sofreu o primeiro gol, desperdiçou duas oportunidades de ouro, teve Lucas Ramon expulso e, a partir daí, se desorganizou a ponto de permitir o segundo golpe em um cenário previsível.


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É claro que há circunstâncias de certa forma atenuantes: as lesões voltaram a pesar, e a expulsão altera qualquer plano. Ainda assim, um mês de trabalho, com direito a uma Data Fifa dedicada a treinos, deveria ao menos preservar o que havia de funcional anteriormente. Não foi o caso. Jogadores que vinham em bom momento, como Danielzinho e Marcos Antônio, deixaram de ter o mesmo impacto. O coletivo, que antes compensava limitações individuais, passou a depender de soluções repetidas e, muitas vezes, ineficazes.

A leitura externa também ajuda a dimensionar o problema. Ao apontar um São Paulo previsível, insistente em jogadas de lado e cruzamentos mesmo sem sua principal referência aérea, o técnico adversário Jair Ventura escancarou a falta de repertório, que passa de uma questão de execução para uma de concepção. Quando o plano se repete sem considerar um contexto como a ausência de Calleri, o time se torna mais fácil de neutralizar. E foi exatamente o que se viu.

Há, ainda, o pano de fundo político que torna tudo mais sensível. A saída de Hernán Crespo, já contestada no momento em que ocorreu, ganha contornos ainda mais difíceis de sustentar à luz do presente. Se a troca não se deu por desempenho, como justificar uma sequência que não apresenta evolução nem resultados? A resposta passa, inevitavelmente, por quem tomou a decisão. Isso ajuda a explicar por que a permanência de Roger tende a ser esticada ao limite pela diretoria: admitir o erro agora teria um custo alto demais, e foi o próprio Rui Costa quem disse isso há um mês.

O problema é que o campo não espera. A cada jogo, a promessa de que a mudança foi necessária se distancia um pouco mais da realidade. E, sem sinais claros de correção de rota, o risco é que o São Paulo não somente deixe de evoluir, mas acabe consolidando um cenário de involução que parecia improvável há apenas 34 dias.

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