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·5 marzo 2026

Os sonhos de Medina: Bolívia na Copa, Moreno de volta e o oásis do Brasileirão

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O mundo não parece propício para sonhos. Em meio a um cenário bélico já capaz de furar a bolha do futebol, há espaço para os sonhos. O de Diego Medina é compartilhado por uma nação: levar de novo a Bolívia para uma Copa do Mundo.

Embora esteja afastada do caótico cenário onde mísseis viraram integrantes da rotina e fazem o esporte ficar em segundo plano, a Bolívia não vive um momento de bonança. A projeção do crescimento do PIB para 2026 é modesta para dizer o mínimo, a inflação segue como a vilã das famílias bolivianas e uma ruptura no regime que comandou o país nas últimas décadas é vista como esperançosa por uns, mas ao mesmo tempo a austeridade do Estado preocupa quem mais depende de programas sociais.


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O sonho de um povo

No meio disso, o futebol. O ópio do povo, como já usaram certa vez em tom depreciativo lembrando a frase de Karl Max. É o esporte que ainda ajuda a sonhar. E o sonho de uma nação nunca esteve tão perto: a Bolívia pode voltar a uma Copa do Mundo após mais de três décadas. Seria o quarto mundial do país, e o primeiro de Diego Medina.

"Significaria muito para todo o país. A Bolívia não passa por um bom momento, e seria algo muito bonito presentear o país com essa alegria, de voltar a um Mundial depois de 32 anos. Seria algo histórico, um sonho para todos os jogadores estar em uma Copa, uma memória que levaríamos para sempre", disse o jogador, em entrevista exclusiva para oGol

Medina falou com a reportagem de Sofia. Cria do Always Ready, o zagueiro defende o CSKA na Liga Búlgara. Mesmo ainda com 24 anos, Medina está perto de completar 200 jogos na carreira profissional. 

"Fruto do sacrifício do trabalho, do dia a dia. Me considero uma pessoa competitiva, quero ganhar tudo e vencer sempre. Isso é muito importante para eu acumular muitas partidas com esta idade", ressaltou. 

A experiência no futebol europeu ajuda a Bolívia a ter um zagueiro mais intenso e competitivo. Medina destaca a adaptação a um novo contexto desde que se mudou para Sofia. 

"Na Bolívia se joga em uma intensidade muito baixa, então isso me custou um pouco quando cheguei na Bulgária. As partidas são muito intensas, há muitos duelos", garantiu.

Quando vivia ainda os primeiros meses de Europa, Medina voltou para a Bolívia para viver um momento único: o zagueiro foi titular na primeira vitória boliviana sobre o Brasil em 16 anos. O 1 a 0 levou La Verde para a repescagem. 

"Foi muito especial, uma noite de sonhos para a gente. Como aconteceram as coisas, a Colômbia que nos deu uma mão, a gente, diante do nosso povo, contra um grande rival. Foi muito lindo, especial, levaremos para sempre essas memórias", lembra Medina. 

Agora, em busca do "sonho de um país", como o próprio jogador ressalta, a Bolívia encara o Suriname, neste mês, em busca de um lugar no Mundial. Se avançar, a Bolívia deve enfrentar o Iraque, embora a instabilidade local seja um desafio.

A guerra e a volta do ídolo

Caso avance, a Bolívia terá pela frente o Iraque no jogo decisivo que vale um lugar na Copa a ser disputada na América do Norte. Atualmente, porém, com a guerra no Oriente Médio, a seleção iraquiana enfrenta dificuldades. 

O técnico da equipe, Graham Arnold, não consegue deixar os Emirados Árabes por conta do fechamento do espaço aéreo. A federação local divulgou um comunicado nesta quarta-feira. 

"Várias embaixadas seguem fechadas, impedindo vários jogadores profissionais e membros da comissão técnica de obter os vistos para o México", diz a federação, que garante seguir em contato com a Fifa buscando soluções. 

O duelo com Bolívia ou Suriname será em Monterrey no final do mês. Medina, por enquanto, mantém o foco no primeiro adversário, apesar de reconhecer as dificuldades do Iraque. 

"Estamos ficando por dentro pelas notícias. A verdade é que primeiro pensamos no Suriname, em fazer uma boa partida, e depois vamos ver o que acontece", afirmou. 

Para os duelos de repescagem, a Bolívia pode contar novamente com Marcelo Moreno. Ex-jogador de Cruzeiro, Flamengo e Grêmio, Moreno se aposentou em 2023, mas se colocou à disposição e quer ajudar o país. 

"Histórico, uma lenda, ídolo para muitos de nós. Começamos as Eliminatórias com ele. Sabemos o amor que ele tem a essa seleção. Se tivermos ele, acho que vai ser muito importante, desde o anímico, de ter ele no vestiário com a gente. Penso que seria muito importante", comentou Medina, deixando claro que "quem vai decidir é o técnico". 

Se a Copa do Mundo é o grande sonho do zagueiro atualmente, Medina também pensa mais na frente com um grande objetivo na carreira: atuar no futebol brasileiro, que hoje é uma espécie de oásis na América do Sul. O zagueiro diz acompanhar nosso futebol, principalmente o Santos, por conta do companheiro de seleção, Miguelito. 

"Gostaria de jogar no Brasil, seria um sonho, uma liga muito importante, competitiva, com jogadores importantes, grandes equipes", projetou. 

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