Paulo Freitas reage à derrota frente ao Sporting: “Quando ganhamos, ganhamos todos, e quando perdemos, perdemos todos” | OneFootball

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·28 maggio 2026

Paulo Freitas reage à derrota frente ao Sporting: “Quando ganhamos, ganhamos todos, e quando perdemos, perdemos todos”

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Paulo Freitas não escondeu a frustração depois da derrota do FC Porto frente ao Sporting, no Dragão Arena, no arranque das meias-finais do play-off do Campeonato Nacional. O treinador da equipa de hóquei em patins dos portistas repartiu a leitura entre o agradecimento aos adeptos, a eficácia do adversário nos momentos decisivos e a resposta que exige já no jogo 2. E, no meio da análise, deixou uma ideia que resumiu tudo: “Quando ganhamos, ganhamos todos”.

No rescaldo de um primeiro clássico que fugiu ao campeão europeu, o ambiente era de desilusão contida, mas não de rendição. Paulo Freitas surgiu com uma mensagem de responsabilidade coletiva e de foco imediato na recuperação da eliminatória, recusando atalhos na explicação para uma noite em que o FC Porto ficou aquém do que pretendia.


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Antes de entrar na leitura do jogo, o treinador fez questão de começar pelas bancadas e pelo empurrão que sentiu vindo do Dragão Arena, num daqueles momentos em que a casa tenta segurar a equipa mesmo quando o resultado escapa.

“Antes de mais, muito obrigado a todo este Dragão Arena, que esteve a um nível altíssimo e que nos empurrou em todos os momentos, mas não fomos capazes.”

Foi uma forma de separar o apoio da resposta em pista: os adeptos estiveram à altura, a equipa não. A frase curta, direta, carregou tanto gratidão como a assunção de que a noite acabou por ficar marcada pela incapacidade portista de transformar esse embalo em vantagem competitiva.

Quando passou ao resumo da partida, Paulo Freitas descreveu um jogo duro, repartido e decidido em detalhes que penderam para o lado do Sporting. Fê-lo sem fugir ao erro, sem individualizar culpas e sublinhando que, neste tipo de duelo, os momentos de superioridade pesam demasiado.

“Sabemos que do outro lado está uma grande equipa e das dificuldades que íamos ter, mas eles também. Foi um jogo repartido e sempre levado para os duelos físicos. Depois há ali um momento em que cometemos um erro, porque aqui quando erramos, erramos todos. E quando ganhamos, ganhamos todos”, afirmou. “O nosso adversário foi tremendamente eficaz no momento da superioridade e nós não o conseguimos ser, não por falta de qualidade, mas por estarmos numa situação complicada. Tivemos muito coração e pouca cabeça. Eles estavam mais lúcidos e com três golos de diferença era muito mais complicado. Resta-nos fazer o luto hoje e amanhã estamos cá com a mesma força. Vamos ao jogo 2 com a determinação que temos de ter para trazer a vitória e para virmos com a eliminatória empatada.”

Nesta leitura há dois planos que se cruzam: a autocrítica à gestão emocional do jogo e o reconhecimento da clareza do adversário nos instantes que decidiram a diferença. Ao mesmo tempo, Freitas procurou fechar rapidamente a ferida, empurrando o discurso para a resposta imediata e para a necessidade de empatar a eliminatória em Lisboa.

Também a ausência de Hélder Nunes entrou na conversa, mas sem servir de refúgio. Questionado sobre o peso dessa indisponibilidade, o técnico reconheceu a importância do jogador, embora tenha recusado transformar essa falta numa justificação para a derrota.

“O Hélder não está disponível pelo Departamento de Saúde. É um elemento importante na equipa, como são todos, e permite-nos uma rotação diferente, mas não me vou escudar nisso porque esta equipa tem muita qualidade e já mostrou que consegue dar a volta a momentos complicados.”

A resposta encaixou na mesma linha de exigência coletiva que percorreu toda a intervenção. Sem procurar desculpas externas, Paulo Freitas preferiu reforçar a confiança nos recursos que tem e na capacidade da equipa para reagir, deixando o FC Porto preso a uma obrigação simples e pesada ao mesmo tempo: responder no jogo 2.

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