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·9 maggio 2026
Paulo Freitas, treinador do FC Porto: “Cá estaremos de peito aberto”

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A vitória: “É o quarto objectivo alcançado nesta competição e queremos recuperar e preparar a final para chegarmos ao quinto. Foi um jogo à altura de uma meia-final da Liga dos Campeões, com as duas equipas a demonstrarem grande respeito mútuo. Não começámos bem e permitimos que o Barcelos se sentisse confortável no seu modelo, à espera de reagir e a sair em transição. Colocaram-se em vantagem, o que não queríamos. O nosso objectivo era controlar o marcador e sabíamos que, ao fazê-lo, poderíamos ter menos dificuldades. Ainda assim, a equipa teve uma enorme capacidade e qualidade para ir buscar o jogo. Fomos buscá-lo mais do que uma vez, sobrevivemos a dois underplays e acreditámos no processo. Percebemos onde é que eles nos podiam ferir, estivemos fantásticos do ponto de vista do rigor e o encontro manteve-se muito equilibrado, com as equipas a vacilar um pouco em alguns momentos. É uma meia-final da Champions e há muita coisa em jogo. Talvez por isso os intervenientes nem sempre consigam soltar-se por completo.”
União: “Sinto uma satisfação enorme por poder contar com a qualidade de atletas de referência e é claro que, quando trabalhamos o ataque, um dos objectivos que temos é potenciar a individualidade. Mas não nos podemos esquecer da forma como pressionámos a equipa adversária, obrigando-a a errar, para depois sobressair na individualidade. Foi o Gonçalo Alves a decidir, porque o Gonçalo é um jogador de eleição, obviamente, mas poderia ter sido outro qualquer. Para mim era exactamente a mesma coisa. O importante é que mantivemos a postura, agarrámos o resultado, honrámos o clube e ganhámos. O FC Porto vai marcar presença na final da Liga dos Campeões e amanhã cá estaremos de peito aberto, com o adversário que sair da outra meia-final, para lutarmos até à última gota do nosso suor pela conquista da Liga dos Campeões. Repito, o Gonçalo Alves é um atleta e um jogador de eleição e tem uma qualidade acima da média. Sabemos que ele nos poderia ajudar em muitos momentos, tirando às vezes alguns coelhos da cartola, como se costuma dizer. A única coisa que temos de perceber é que fizemos um trabalho colectivo que թույլ permitiu que a individualidade sobressaísse. O Gonçalo voltou a ser decisivo na bola parada, assim como o Carlo Di Benedetto e o Edu Lamas. Esta equipa não individualiza as coisas boas, nem individualiza os eventuais erros que possam surgir. Vivemos tudo em equipa. Claro que para mim é uma satisfação ter o Gonçalo Alves, o Carlo Di Benedetto, o Rafa, o Hélder Nunes, o Telmo Pinto, o Mali, o Leonardo Pais, o Pol Manrubia e o Ezequiel Mena. Não me esqueço de ninguém.”
A estratégia decisiva: “Precisávamos de um jogo diferente e percebemos que os lances criados pelo Gonçalo Alves estavam a ser bem defendidos pelo Barcelos, que estava a povoar o corredor central e a alargar os corredores laterais. Quando o Gonçalo entrou, na parte final, eu disse-lhe exactamente isso e mandei-o procurar o corredor lateral para depois voltar a percorrer o corredor central, de forma a tirar a equipa do Barcelos da zona de conforto. Queríamos ter uma equipa com maior mobilidade, percebendo que o Gonçalo seria um atleta importante nesta dinâmica.”
Benfica ou Barcelona na final: “Não tenho preferência e seria uma tremenda falta de respeito da minha parte escolher um dos dois clubes que se vão defrontar, que são duas equipas extremamente bem dirigidas. Que ganhe o melhor e que amanhã, eventualmente, esteja com menos energia para nós podermos ter aqui um boost e conquistarmos a Liga dos Campeões, ainda que não haja cansaço para jogar a final. Os atletas conseguem recuperar muito mais facilmente. Acredito que vai ser um bom jogo e um grande espectáculo de hóquei.”




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