AVANTE MEU TRICOLOR
·19 luglio 2026
Pensando em reeleição, Massis fala sobre mudanças na base e clube e diz que reformulação já custou mais de R$ 10 milhões em rescisões

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O presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, promoveu na quinta-feira (16) um encontro com a imprensa segmentada independente que cobre o clube. O AVANTE MEU TRICOLOR esteve presente e trazemos tudo o que foi falado pelo mandatário na conversa, que não pôde ser gravada a pedido da assessoria de imprensa.
Massis abordou as diretrizes estratégicas para o Centro de Formação de Atletas de Cotia, as movimentações de mercado e a transição na comissão técnica da equipe principal. O mandatário reafirmou que o propósito primordial das categorias de base permanece sendo o suprimento de talentos para o elenco profissional, mas admitiu que a conjuntura financeira deficitária impõe a necessidade de antecipar a venda de ativos.
Como reflexo desse cenário, Massis pontuou que o clube negociou sete atletas no último ano e reconheceu que a fragilidade do caixa impede a instituição de adotar uma postura de retenção para barganhar valores superiores, diferentemente de concorrentes em posições financeiras estáveis.
No âmbito administrativo da base, o dirigente confirmou uma ampla reestruturação interna, marcada pela substituição de profissionais e pela contratação do técnico Júlio Baptista para o comando da equipe Sub-20, visando agregar experiência internacional ao setor.
Massis também revelou os bastidores da saída do ex-treinador da base, Allan Barcellos:
Fator financeiro: O profissional aceitou uma proposta com termos mais vantajosos apresentada pelo Palmeiras;
Desgaste interno: Declarações concedidas por Barcellos em janeiro, nas quais acenava com a possibilidade de assumir o time principal, deterioraram sua relação com o então técnico do profissional, Hernán Crespo, em um período de instabilidade esportiva da equipe.
Ao analisar a troca no comando técnico da equipe profissional ocorrida em março, quando Hernán Crespo foi substituído por Roger Machado, Massis realizou uma autocrítica quanto ao planejamento. O presidente validou a necessidade da demissão do treinador argentino, mas reconheceu um equívoco no timing da decisão.
O descontentamento da diretoria com Crespo foi intensificado por manifestações públicas do técnico no início da temporada, quando estipulou como meta prioritária do clube a obtenção de apenas 45 pontos no Campeonato Brasileiro. “Como ele vai motivar um jogador se está dizendo que o time só precisa de 45 pontos?”, questionou o presidente.
Apesar do ruído na transição, o mandatário assegurou total convicção na contratação de Roger Machado, revelando ter consultado dirigentes de outras agremiações antes de selar o vínculo.
No campo da gestão interna, o presidente informou que o plano de desligamentos de funcionários e lideranças nas estruturas da diretoria, do CT da Barra Funda, de Cotia e do Morumbi gerou um impacto de mais de R$ 10 milhões em rescisões contratuais.
Massis defendeu as medidas e destacou a manutenção do diretor financeiro, Sérgio Pimenta, e da diretora jurídica, Érica Duarte, em razão da confiança técnica e da lisura nos processos conduzidos por ambos.
Sobre o ex-executivo de futebol Rui Costa, desligado no mês anterior, o mandatário explicou que o profissional havia se posicionado contra a reintegração do zagueiro Robert Arboleda e justificou que optou por não realizar demissões em massa na diretoria de futebol logo após assumir o cargo para avaliar o desempenho dos colaboradores na prática.
Por fim, no cenário político-institucional do clube, Massis manifestou-se favoravelmente à separação administrativa entre o clube social e o departamento de futebol profissional. De olho no pleito marcado para dezembro de 2026, o dirigente não descartou concorrer à reeleição, ponderando que uma eventual candidatura dependerá da composição e da articulação entre as chapas que integram a base de sustentação da atual situação.
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