Zerozero
·9 aprile 2026
«Período sem estar a treinar? Chega a ser desesperante, não há como embelezar a situação»

In partnership with
Yahoo sportsZerozero
·9 aprile 2026

O '4 Cantos do Mundo' é um podcast do jornalista Diogo Matos que se uniu ao zerozero. O conceito é relativamente simples: entrevistas a jogadores/ex-jogadores portugueses que tenham passado por pelo menos quatro países no estrangeiro. Mais do que o lado desportivo, queremos conhecer também a vertente social/cultural destas experiências. Assim, para além de poder contar com uma entrevista nova nos canais do podcast nos dias 10 e 26 de cada mês, pode também ler excertos das conversas no nosso portal.
Além de ter contado várias histórias do seu trajeto como jogador, Tozé Marreco, o mais recente convidado do '4 Cantos do Mundo', falou também do seu percurso como treinador. Sem clube desde que deixou o Farense, no final da temporada passada, o antigo avançado não esconde que está a viver um período complicado.
«É uma fase duríssima, não há como negar. É duríssimo do ponto de vista psicológico porque temos de lidar com duas coisas. Por um lado, a questão de escolher o projeto- projeto sempre entre aspas- certo e de tomar a decisão que considere acertada para esta fase da minha carreira. Isso ainda não aconteceu, pese embora já tenha tido duas viagens marcadas- depois, por uma ou outra questão, as coisas não se acertaram. Por outro lado, é gerir a emoção e a vontade de querer voltar, que é fortíssima. Chega a ser desesperante, não há como tentar embelezar a situação. No entanto, quero dar o passo correto, não me quero atirar à toa para as situações que têm surgido», começou por dizer, indo mais longe:
«Eu tinha definido em Portugal uma série de equipas/projetos que faziam sentido e outros nem tanto- tive mesmo conversas com dois clubes e achei que não seria o correto para mim nesta fase. Ainda assim, há também o estrangeiro, onde quero muito voltar. Pode não ser neste ano nem no início do próximo, mas tenho a certeza que vai acontecer. »
Ainda que o Farense tenha descido de divisão em 2024/25, Tozé Marreco, atualmente com 38 anos, considera que o trabalho feito no sul do país foi positivo: «Pegámos numa equipa com zero pontos. Tu vês o que está a acontecer este ano com o AFS, vês o que aconteceu o ano passado com o Chaves... É duríssimo. Nós estivemos até ao último segundo na luta e falhámos por um golo, faltou-nos marcar mais um ou sofrer menos um. Acho que o que fizemos naquele contexto, com tantas dificuldades que tivemos... Ao pegar numa equipa à 7.ª jornada com zero pontos, o normal é que essa equipa 'morra' passado umas jornadas. O Farense é um clube gigante e o que fica para a história é que o clube desceu; no entanto, houve muita coisa a ser transformada naqueles meses de trabalho e isso é reconhecido. Daí estar a haver propostas e abordagens», sublinhou.
Ainda neste capítulo da carreira como treinador, desafiámos o antigo avançado: 'Tozé Marreco treinador' gostava de ter 'Tozé Marreco jogador' nos seus plantéis? «Depende do contexto. Se tivesse um avançado fortíssimo na área no ano passado, que era aquilo em que eu me destacava, se calhar não tínhamos descido de divisão. O Poveda é um avançado refinado tecnicamente e o Tomané é alguém possante- algo que eu nunca consegui ser-, mas falta-lhes um pouco aquela agressividade na área. Houve alturas em que pensei 'Dava jeito um avançado assim' e outras nem tanto», rematou.









































