Revista Colorada
·24 marzo 2026
Pezzolano no Inter: o que os números revelam sobre os primeiros meses do uruguaio no Colorado

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Paulo Pezzolano chegou ao Internacional em dezembro de 2025 com a missão de reerguer um clube que havia escapado do rebaixamento na última rodada do Brasileirão anterior. Três meses depois, os números do Colorado contam uma história de contradições, ajustes e sinais concretos de evolução. Nem tudo está resolvido. Mas algo claramente mudou.

Antes de desembarcar em Porto Alegre, Pezzolano acumulou um currículo que poucos treinadores sul-americanos conseguem apresentar. O uruguaio ganhou o Campeonato Intermediário com o Liverpool-URU, foi campeão da Série B pelo Cruzeiro em 2022 com antecipação recorde, subiu o Real Valladolid à LaLiga espanhola em 2023 e ainda deixou o Watford como o terceiro melhor mandante da Championship inglesa antes de ser demitido em outubro de 2025.
É justamente esse tipo de retrospecto que movimenta o mercado de apostas esportivas. Quando o Inter anunciou a contratação, plataformas de apostas e programas de parceria como a 1xbet affiliation já operavam odds para a campanha do Colorado, refletindo o interesse renovado em torno do clube. Sete clubes em menos de dez anos de carreira. O homem não para quieto.
O Inter assinou contrato com ele até dezembro de 2026, apostando especialmente em dois atributos: capacidade de trabalhar com jovens e potencial para extrair mais de elencos com limitações financeiras. No Beira-Rio, essas características seriam testadas logo de cara.
No Campeonato Gaúcho, Pezzolano entregou solidez. Nas cinco partidas sob seu comando direto, foram quatro vitórias e uma derrota, aproveitamento de 80%. O destaque mais simbólico foi a vitória por 4 a 2 sobre o Grêmio, com Alan Patrick igualando Andrés D’Alessandro como maior artilheiro colorado no Gre-Nal no século. Mas a final foi frustrante: o Grêmio conquistou o título estadual com uma vitória e um empate sobre o Inter. O Colorado jogou, criou, não fechou.
O início no Brasileirão foi para testar a paciência de qualquer torcida. Seis rodadas, dois empates, quatro derrotas, apenas 3 gols marcados. Lanterna, com desempenho que assustava até quem não acompanha o dia a dia do clube.
O paradoxo era visível nos dados. O Inter dominava as estatísticas de processo, mas falhava na conversão:
Volume de sobra. Gols, quase nenhum. Criar muito e converter pouco é o tipo de problema que faz técnico perder emprego, mesmo quando o futebol apresentado não é ruim.
A virada veio na 7ª rodada, na Vila Belmiro, diante do Santos. Pezzolano surpreendeu: colocou sete jogadores diferentes no time titular, deixou Alan Patrick, Mercado, Bernabei e Carbonero no banco e mandou a campo um time com mais energia física. Funcionou. O Inter venceu por 2 a 1 com gol de Carbonero nos acréscimos, saindo do banco para decidir. Três dias depois, contra a Chapecoense no Beira-Rio, a segunda vitória consecutiva: 2 a 0, com gols de Mercado e Alan Patrick. O Inter chegou a 8 pontos e saiu do Z-4 antes da parada para a Data FIFA.
Comparar o início do trabalho no Inter com o começo no Cruzeiro é inevitável. Em 2022, Pezzolano venceu 8 dos primeiros 10 jogos pela Raposa, aproveitamento superior a 83%. No Colorado, nos primeiros dez jogos, foram 6 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, em torno de 63%. A diferença existe, mas o contexto também é outro: o Cruzeiro disputava a Série B. O Inter enfrenta a elite nacional.
Algumas tendências táticas já ficaram evidentes nesses primeiros meses:
O problema de conversão segue sendo o nó principal a desatar. Um time que finaliza 18 vezes por jogo em média e fica três rodadas sem marcar tem algo errado na última fase. Pezzolano sabe disso, e as vitórias sobre Santos e Chapecoense mostram que quando o elenco está fisicamente inteiro, a efetividade melhora. O Colorado vai à Data FIFA fora da zona de rebaixamento. Pequeno, mas real.









































