Território MLS
·1 giugno 2026
Pochettino testa duas equipes, Estados Unidos vencem Senegal por 3 a 2 e seguem preparação para a Copa do Mundo

In partnership with
Yahoo sportsTerritório MLS
·1 giugno 2026

Os Estados Unidos venceram Senegal por 3 a 2 neste domingo (31), no Bank of America Stadium, em Charlotte, em amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026. Sergiño Dest, Christian Pulisic e Folarin Balogun marcaram para a equipe de Mauricio Pochettino, enquanto Sadio Mané anotou os dois gols da seleção senegalesa. de 2026.
O jogo
Mauricio Pochettino surpreendeu na escalação inicial e voltou a utilizar uma estrutura parecida com à que havia usado contra o Uruguai, com uma linha de três zagueiros híbrida. Alex Freeman atuou como um defensor que constantemente se transformava em ala pela direita, enquanto Sergiño Dest tinha liberdade para ocupar espaços mais avançados durante a fase ofensiva.
No meio-campo, Sebastian Berhalter apareceu ao lado de Tyler Adams, enquanto Christian Pulisic, Giovanni Reyna e Ricardo Pepi comandavam o setor ofensivo.
E os Estados Unidos começaram a partida exatamente da forma que Pochettino gosta: pressionando alto e atacando desde os primeiros minutos.
A intensidade lembrou muito o que a seleção norte-americana apresentou diante da Bélgica. Naquela oportunidade, os Estados Unidos fizeram um primeiro tempo competitivo contra uma das favoritas ao título mundial, mas acabaram caindo de rendimento após o intervalo. Desta vez, porém, a pressão inicial foi recompensada com gols.
Logo aos sete minutos, Christian Pulisic tabelou pela direita com Ricardo Pepi e encontrou espaço para cruzar na área. Curiosamente, quem apareceu como elemento surpresa foi Sergiño Dest, que surgiu livre para finalizar e abrir o placar para os norte-americanos.
O segundo gol não demorou a sair.
Dessa vez, Ricardo Pepi retribuiu a assistência e encontrou Pulisic dentro da área. O camisa 10 dominou, driblou Mory Diaw e ampliou a vantagem, coroando uma grande atuação individual no primeiro tempo.
Mesmo com a vantagem construída rapidamente, os Estados Unidos seguiram pressionando e criando oportunidades. Jogadores como Sergiño Dest, Ricardo Pepi, Antonee Robinson e o próprio Pulisic tiveram atuações bastante positivas durante a primeira etapa.
Nem todos, porém, conseguiram acompanhar o ritmo da equipe. Tyler Adams teve dificuldades em alguns momentos da construção das jogadas, enquanto Giovanni Reyna passou boa parte do primeiro tempo sem conseguir influenciar a partida ofensivamente.
E justamente quando o jogo parecia controlado, um problema que já havia aparecido contra a Bélgica voltou a surgir.
Aos 44 minutos, Antonee Robinson perdeu a posse de bola no meio campo e o Senegal aproveitou imediatamente o erro para contra-atacar rapidamente, encontrou espaço nas costas da defesa norte-americana e explorou o posicionamento avançado de Tim Ream. Mark McKenzie ainda tentou fazer a cobertura, mas não conseguiu chegar a tempo.
Sadio Mané apareceu livre para diminuir o placar antes do intervalo.
Para a segunda etapa, Mauricio Pochettino promoveu uma mudança quase completa na equipe. Dos onze jogadores que iniciaram a partida, apenas Sebastian Berhalter permaneceu em campo, enquanto os outros dez atletas foram substituídos.
A mudança não alterou a postura da seleção norte-americana.
Com uma equipe descansada, os Estados Unidos voltaram do intervalo pressionando alto e tentando recuperar a posse de bola ainda no campo de ataque.
A pressão rapidamente trouxe resultado.
Malik Tillman roubou a bola próximo à área senegalesa e encontrou Folarin Balogun em ótima condição para finalizar. O atacante marcou cara a cara com o goleiro, mas o lance acabou sendo anulado pela arbitragem.
Mas na sequência, uma saída de bola aparentemente controlada, Auston Trusty acionou Miles Robinson, que tentou devolver a posse para a defesa. Sem espaço para a jogada, o zagueiro tentou recuar novamente, mas o passe acabou sendo interceptado pelo ataque senegalês.
Chris Brady ainda tentou sair para evitar o perigo, mas Nicolas Jackson chegou primeiro na bola, aplicou um chapéu no goleiro norte-americano e deixou o lance completamente aberto dentro da área.
Com a defesa desorganizada, a bola sobrou para Sadio Mané, que apareceu livre para marcar seu segundo gol na partida e empatar novamente o confronto.
E a resposta norte-americana não demorou a acontecer.
Poucos minutos após sofrer o empate, três dos principais jogadores dos Estados Unidos participaram da jogada que recolocou a equipe na frente do placar.
Weston McKennie encontrou Timothy Weah em velocidade pela direita. O atacante invadiu a área e cruzou rasteiro para o meio. A defesa senegalesa até conseguiu fazer o corte parcial, mas a bola acabou sobrando nos pés de Folarin Balogun.
Desta vez, não havia impedimento.
O camisa 9 finalizou para o fundo das redes e colocou novamente os Estados Unidos em vantagem.
Mesmo após retomar a vantagem, os Estados Unidos continuaram criando as melhores oportunidades da partida.
A principal delas nasceu de uma bela combinação entre Malik Tillman e Weston McKennie. Após uma rápida tabela, McKennie devolveu para Tillman, que encontrou um passe preciso para Folarin Balogun dentro da área.
O atacante saiu em ótima condição para finalizar, mas parou em uma grande defesa de Mory Diaw.
No rebote, Sebastian Berhalter demonstrou tranquilidade dentro da área. Ao invés de finalizar pressionado, fez um pequeno corte e rolou para McKennie, que tinha praticamente o gol aberto à sua frente.
O volante finalizou colocado, mas a bola bateu na trave.
A jogada ainda continuou. Novamente Balogun apareceu para finalizar, mas Mory Diaw voltou a salvar Senegal, impedindo o quarto gol norte-americano.
Logo na sequência, os Estados Unidos ainda assustaram em uma cobrança curta de escanteio. A bola sobrou para Sebastian Berhalter finalizar de fora da área, mas a conclusão saiu sem direção.
Com a partida entrando na reta final, Mauricio Pochettino promoveu a entrada de Alejandro Zendejas, uma das grandes novidades da convocação para a Copa do Mundo.
E o camisa 17 teve uma oportunidade perfeita para marcar.
Já nos minutos finais, Zendejas roubou a bola no campo de ataque e avançou sozinho em direção ao gol. O atacante tinha espaço para finalizar ou encontrar um companheiro melhor posicionado, mas demorou para tomar a decisão e acabou desarmado pela defesa senegalesa.
Foi a melhor oportunidade do jogador na partida e também uma chance importante desperdiçada por um dos nomes mais debatidos da convocação de Mauricio Pochettino.
O melhor em campo foi Christian Pulisic.
O camisa 10 finalmente voltou a ser o jogador que os torcedores norte-americanos se acostumaram a ver nos últimos anos. Participou diretamente dos dois gols dos Estados Unidos no primeiro tempo, distribuindo uma assistência para Sergiño Dest e marcando o segundo gol da equipe.
Mas o destaque vai além dos números.
Pulisic entrou em campo pressionado após uma sequência de atuações abaixo do seu nível habitual e sem marcar gols em 2026. Recuperar sua confiança era uma das principais missões de Mauricio Pochettino antes da Copa do Mundo, e o amistoso contra Senegal parece ter sido um passo importante nesse processo.
Os Estados Unidos precisam da melhor versão de Christian Pulisic para sonhar alto no Mundial, e neste domingo o camisa 10 deu sinais muito positivos.
Se Pulisic foi o melhor jogador do primeiro tempo, Folarin Balogun foi o grande nome da segunda etapa.
O atacante entrou muito bem após as mudanças promovidas por Mauricio Pochettino. Logo nos primeiros minutos chegou a marcar, mas teve o gol anulado pela arbitragem.
Pouco depois, porém, apareceu novamente dentro da área para marcar o terceiro gol norte-americano, recolocando os Estados Unidos em vantagem.
Além do gol, Balogun participou constantemente das jogadas ofensivas da equipe, criou perigo e obrigou Mory Diaw a realizar boas defesas.
Pelo lado senegalês, também vale a menção para Sadio Mané. O atacante marcou os dois gols da equipe africana e foi, mais uma vez, o principal nome ofensivo de Senegal durante a partida.
O destaque negativo fica para Miles Robinson.
O defensor entrou no segundo tempo e teve participação direta no segundo gol de Senegal. Em uma saída de bola aparentemente controlada, errou a tomada de decisão, tentou recuar a posse e acabou permitindo a interceptação que originou o empate da equipe africana.
A atuação aumenta ainda mais os questionamentos sobre sua presença na convocação final de Mauricio Pochettino para a Copa do Mundo.
A vitória por 3 a 2 é importante para os Estados Unidos, mas talvez não tenha sido exatamente o resultado que a equipe buscava.
Depois das derrotas para Bélgica e Portugal, os norte-americanos precisavam mostrar reação e voltaram a apresentar bons momentos, principalmente durante os períodos de pressão alta que já se tornaram uma marca do trabalho de Mauricio Pochettino.
Por outro lado, os problemas defensivos continuam aparecendo.
Os Estados Unidos voltaram a sofrer gols evitáveis e novamente demonstraram dificuldades para manter o mesmo nível de intensidade durante toda a partida. Contra seleções de maior qualidade, esses erros podem custar caro.
Ainda assim, o saldo geral é positivo.
Christian Pulisic recuperou confiança, Folarin Balogun entrou muito bem, Sergiño Dest teve uma atuação segura e a equipe mostrou capacidade para criar oportunidades constantemente.
Agora o foco muda completamente para o amistoso contra a Alemanha.
Independentemente do resultado, a principal missão dos Estados Unidos será competir em alto nível durante os 90 minutos. Contra a Bélgica, a equipe fez um ótimo primeiro tempo, mas caiu muito de rendimento após o intervalo. Evitar que isso aconteça novamente pode ser tão importante quanto o próprio resultado.
Agora o foco do Território MLS continua totalmente voltado para a preparação da Copa do Mundo de 2026.
Os Estados Unidos voltam a campo no próximo dia 6 de junho, às 15h30 (horário de Brasília), quando enfrentam a Alemanha no Soldier Field, em Chicago, no último amistoso antes da estreia no Mundial.
A partida será o principal teste da equipe de Mauricio Pochettino antes da Copa do Mundo e pode oferecer respostas importantes sobre o nível competitivo da seleção norte-americana.







































