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·6 marzo 2026

Polivalência de Pepê dá segurança quando FC Porto baixa linhas

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O clássico da Taça de Portugal contra o Sporting trouxe à memória episódios recentes: noites em que a versatilidade de Pepê o levou, mais vezes do que ele desejaria, a actuar como lateral-direito. Formado e pensado para ser extremo, é nessa posição mais adiantada que o brasileiro se sente mais à vontade.

Farioli confia plenamente no 11 e sabe que, em jogos de maior exigência, pode delegar-lhe tarefas delicadas. Em Alvalade, sem um lateral-direito natural no banco (Martim ainda não estava disponível), o treinador italiano considerou arriscado manter Alberto após uma primeira parte de duelos intensos e um cartão amarelo que o deixava exposto.


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Foi assim que o FC Porto mudou a sua estrutura: Pepê recuou para a linha defensiva e assumiu novamente o corredor direito. Nessa função realizou dois cortes decisivos dentro da área, evidenciando senso de tempo, leitura de jogo e uma agressividade controlada. Contudo, acabou também por influenciar o 1-0 do Sporting ao cometer a falta que originou o livre lateral (agarrou a bola com as mãos) e, no seguimento da jogada, pela infração de Fofana sobre Hjulmand. Do ponto de penalidade, Luis Suárez não falhou e colocou os leões em vantagem na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal.

Mesmo com esse erro a pesar na ficha, Pepê reafirmou por que motivo é um dos jogadores em quem Farioli mais confia, apesar dos números ofensivos estarem longe dos registados no início da época. A sua capacidade de reagir à perda de bola, de fechar por dentro e de proteger a linha defensiva dá uma segurança que, por exemplo, William Gomes ainda não oferece. O compatriota é mais orientado para o desequilíbrio e o 1×1, e em Alvalade passou grande parte do jogo a criar problemas a Maxi Araújo, sem, no entanto, igual instinto defensivo.

Adaptado à ala direita por Sérgio Conceição, sobretudo em 2022/23, Pepê transformou essa polivalência numa assinatura. Naquela temporada alinhou em 55 jogos, incluindo a final da Taça de Portugal, e foi eleito jogador do ano nos Dragões de Ouro, apesar da sua matriz ofensiva. A facilidade com que transita entre linhas – fechando por dentro como médio, atuando como extremo ou recuando para lateral – tornou-o numa solução versátil para diferentes contextos.

É essa combinação de valências que o mantém como peça central. Se a sua influência directa nos golos já não é tão elevada como a de William Gomes, o camisola 11 compensa com uma taxa defensiva notável – essencial quando a equipa é forçada a recuar e o adversário explora os corredores. Entre o gosto por atacar e a obrigação de defender, Pepê continua a ser o elemento que liga tudo – mesmo quando, numa só jogada, mostra o melhor e o pior do seu ofício.

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