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·7 luglio 2026
R$ 80 Milhões em um contrato até os 35 anos vale pagar no Calleri?

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·7 luglio 2026

A resposta depende do ponto de vista esportivo e financeiro. Pelo que foi revelado das negociações, é compreensível que o São Paulo esteja relutante em atender às exigências do argentino.
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Não há dúvidas de que Jonathan Calleri é um dos maiores ídolos recentes do São Paulo. Desde seu retorno, conquistou a Copa do Brasil de 2023 e a Supercopa Rei de 2024, tornou-se uma liderança no vestiário e segue sendo decisivo. Em 2026, divide a artilharia da equipe com Luciano, ambos com 11 gols.
Além dos números, entrega intensidade, pressão na marcação e identificação com a torcida, características difíceis de encontrar no mercado.
As exigências apresentadas pelo estafe chamam atenção pelo impacto no orçamento do clube. Considerando as informações de 2 anos + 1 de renovação por metas e os dados informados pelo Ge, temos:
Caso todas essas condições fossem aceitas, o compromisso financeiro do São Paulo ultrapassaria facilmente a casa dos R$ 80 milhões ao longo do contrato, sem considerar eventuais premiações.
Calleri completou 32 anos e atua em uma posição que exige muito fisicamente. Embora ainda mantenha bom rendimento, é natural que a diretoria questione se vale assumir um contrato de longo prazo com salário elevado para um atleta que estará próximo dos 35 anos ao final do vínculo.
O futebol brasileiro tem diversos exemplos de contratos longos para jogadores acima dos 30 anos que acabaram se tornando um problema financeiro.
A decisão da nova diretoria de reduzir a proposta anteriormente apresentada indica uma mudança clara na política do departamento de futebol.
A oferta atual prevê:
Embora ainda seja uma proposta de alto nível para o futebol brasileiro, ela ficou abaixo da oferta anterior e foi interpretada pelo estafe como um retrocesso, esfriando as negociações.
Sob o aspecto emocional, muitos torcedores responderão que sim, porque Calleri representa muito para o São Paulo.
Sob o aspecto de gestão, porém, a cautela faz sentido. Um clube que ainda enfrenta dificuldades financeiras precisa avaliar se comprometer dezenas de milhões de reais em um contrato longo para um atacante de 32 anos é o melhor uso dos recursos.
O grande desafio da diretoria é encontrar um equilíbrio: reconhecer a importância técnica e histórica de Calleri sem repetir contratos que possam comprometer o planejamento financeiro dos próximos anos. Hoje, a distância entre as partes mostra justamente esse conflito entre o valor esportivo do camisa 9 e o limite que o São Paulo considera sustentável para mantê-lo.







































