AVANTE MEU TRICOLOR
·4 giugno 2026
REVOLTADO: Diego Fernandes ataca e acusa líder da oposição por ajuda dada a Olten

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O empresário e candidato a investidor no São Paulo, Diego Fernandes, voltou a demonstrar sua insatisfação pública com a política do clube.
No dia seguinte à votação do Conselho Deliberativo que manteve Olten Ayres de Abreu como presidente do órgão, o alvo do playboy mais amado pelos tricolores foi a oposição do Tricolor.
Fernandes, que já havia feito postagem desabafando contra o resultado do pleito, atacou um dos líderes da oposição. Em um vídeo de Caio Forjaz explicando as razões (veja abaixo), desabafou forte e fez acusações contra o grupo contrário à gestão Julio Casares.
“SAF com vocês nem pensar! Eu sentei na mesa com você e seu grupo no Paulistano. Me lembro de como fui recebido por vocês, inclusive gente do seu grupo quando eu pedi sigilona reunião foram os primeiros a vazar ao Casares nosso encontro. Conseguiu seu cargo?”, indagou.
“Você e seu grupo de conselheiros são uma vergonha para nós, são-paulinos”, brandou.
A postagem foi apagada por Fernandes, mas em resposta a uma postagem do assunto feita por um blog, Forjaz respondeu. “Lamento o oportunismo”, resumiu.

O Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou, por 120 votos a 118, a prorrogação por mais quatro meses do afastamento preventivo de Olten Ayres de Abreu Júnior da presidência da casa.
A margem mínima não impediu que a decisão repercutisse negativamente nas redes sociais, onde torcedores reagiram com pesadas críticas a Olten, ao Conselho e à oposição, cujos integrantes foram determinantes para barrar a medida.
Com o resultado, o dirigente retorna ao cargo após quase três semanas afastado.
Olten se afastara voluntariamente em 14 de maio, após acordo com o vice-presidente do Conselho, João Farias Júnior, e o presidente da comissão de ética, Antônio Maria Patiño Zorz, para garantir prazo para apresentação de sua defesa.
Após analisar o caso, a comissão recomendou o afastamento preventivo até o fim da apuração, mas agora a proposta foi derrubada pelos conselheiros.
A votação, porém, não representa absolvição. O processo por gestão temerária segue em curso na comissão de ética, que pode recomendar a expulsão de Olten do quadro associativo são-paulino, a punição mais severa prevista internamente.
O Conselho também deverá analisar futuramente uma suspensão em definitivo, ainda sem data marcada.
A denúncia contra Olten foi protocolada em abril pelo presidente do clube, Harry Massis Júnior, com base em acusação de gestão temerária durante a tramitação de uma proposta de reforma estatutária.
O projeto, apresentado originalmente pelo ex-presidente Júlio Casares em dezembro, previa redução do quórum qualificado para decisões estruturais, como a transformação do clube em SAF. A comissão legislativa emitiu parecer contrário em abril, mas, antes disso, Olten instituíra uma nova comissão para tratar de mudanças mais amplas no estatuto.
Para Massis, a medida representou quebra estatutária ao reabrir tema já rejeitado. A crise acumulou novos capítulos ao longo da tramitação. Em meio ao processo, Olten chegou a destituir os membros da comissão de ética que conduziam a apuração, mas a decisão foi anulada por Farias, e os integrantes retornaram aos cargos.
Em 7 de maio, a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar suposta falsidade ideológica ligada a um parecer do Conselho Consultivo do clube, ampliando o alcance das investigações sobre o dirigente.
Ainda não está claro quais serão os próximos passos de Olten, mas é possível que seu retorno faça com que a comissão legislativa volte a trabalhar em cima da reforma estatutária, paralisada por Massis desde o início de maio. Também não se sabe se ele retomará a destituição da comissão de ética.







































