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·13 aprile 2026
Richarlison: «Um dia, enquanto conduzia, pensei em embater contra um muro...»

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·13 aprile 2026

Numa extensa entrevista à France Football, Richarlison abordou a depressão que viveu no pós-Mundial 2022 e comentou a infância vivida numa zona complicada com acesso a armas.
«Depois do Mundial de 2022, entrei em depressão. Todas as desgraças possíveis se abateram sobre mim: a eliminação, a traição do meu agente, problemas familiares, lesões... Durante um ano e meio, sofri um golpe atrás do outro, todos os dias. Era a primeira vez que tinha de lidar com tantos problemas; parecia um poço sem fundo», começou por afirmar.
«No meio de todo aquele caos, conheci um advogado honesto que pôs ordem nos meus assuntos e nos meus bens. Trabalhei com um psicólogo e, mais importante ainda, conheci a minha mulher. Um dia, enquanto conduzia, pensei em embater contra um muro. Hoje, quando penso nisso, digo a mim mesmo que já não faz sentido», revelou ainda.
Sobre o impacto das redes sociais e do uso do telemóvel nos jogadores, o avançado do Tottenham recordou uma promessa.
«Há pouco tempo, vi uma entrevista com o Casemiro em que ele aconselhava os jogadores mais jovens a não consultarem as redes sociais durante o Mundial. Ele tem razão. Se tiver de participar na próxima fase final, em junho e julho, não vou voltar a usar o telemóvel. Tive de lidar com assuntos alheios ao futebol, problemas familiares, dramas com as minhas ex-namoradas. Toda essa atenção fez-me perder a concentração», referiu.
Por fim, o internacional brasileiro falou ainda da sua juventude em Nova Venécia, no Brasil: «Começaram as primeiras tentações. Não é fácil resistir ao dinheiro fácil. Já manuseei armas, mas, graças a Deus, tive uma boa educação... Não queria acabar na prisão. Alguns dos meus amigos estão mortos, outros estão na prisão.»
Nesta temporada, Richarlison soma dez golos e quatro assistências em 38 encontros pelo clube inglês.






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