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Revista Colorada

·31 maggio 2026

Rival do Internacional ganha aprovação envolvendo R$ 530 milhões

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O Conselho Deliberativo do Atlético-MG, rival do Internacional no Brasileirão, aprovou em reunião realizada na Arena MRV, um novo aporte de R$ 530 milhões na SAF atleticana. A medida integra o plano da diretoria para reduzir o impacto das dívidas bancárias e reorganizar a estrutura financeira do clube.

A operação também alterou de forma significativa a composição societária da SAF. Com o aumento de capital, Rubens Menin e Rafael Menin passaram a controlar 83,5% das ações da sociedade, ampliando consideravelmente a participação anterior, que era de 41,8%. Como consequência, os demais acionistas tiveram suas fatias reduzidas.


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O assunto já vinha sendo discutido nos bastidores desde abril, quando Rubens Menin revelou publicamente a intenção de realizar um novo investimento no futebol do Atlético. Segundo o empresário, a iniciativa está diretamente ligada ao crescimento das despesas financeiras provocado pela alta dos juros nos últimos anos.

“Quando a gente entrou nesse processo em 2019, os juros no Brasil eram muito baixos, e eles cresceram muito. Está pesando no bolso de todo mundo. Para vocês terem noção, no ano passado, nós pagamos R$ 250 milhões de juros. Isso compromete toda a estrutura do Atlético. E o que a gente quer fazer é atacar esse mal pela raiz”, declarou.

Como foi feita a divisão do novo aporte?

Do valor total aprovado, aproximadamente R$ 436,9 milhões foram convertidos em aumento de capital da SAF. Outra parcela foi destinada por meio do Fundo de Investimentos do Galo (Figa), antecipando compromissos financeiros que venceriam apenas no final do ano.

Com a nova configuração acionária, a associação civil do Atlético passa a deter 10% da SAF. Já os grupos ligados a Daniel Vorcaro, Ricardo Guimarães e ao próprio Figa tiveram participação reduzida após a operação.

Além da aprovação do aporte financeiro, o Conselho Deliberativo também validou as demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2025, incluindo balanço patrimonial, fluxo de caixa e relatório administrativo.

A possibilidade de diluição acionária já vinha sendo construída desde o ano passado. Em setembro de 2025, os conselheiros aprovaram alterações na cláusula antidiluição, abrindo caminho para novos investimentos privados na SAF do Atlético.

Após a reunião, o CEO do clube, Pedro Daniel, destacou que o principal objetivo da medida é reduzir o impacto dos juros sobre as finanças atleticanas.

“Um dia bem importante. A aprovação do aporte de R$ 530 milhões é basicamente para pagar dívidas bancárias. Quase 90% do valor. Uma pequena parte para os investimentos que já fizemos, seja nas últimas janelas, mas principalmente para o ecossistema do futebol”, afirmou.

Pedro Daniel ainda revelou que a expectativa do clube é reduzir drasticamente as despesas financeiras nos próximos anos:“Em 2025, pagamos de juros quase R$ 300 milhões. Pensando em uma empresa que fatura R$ 700 milhões, ter R$ 300 milhões de juros machuca muito. Agora, com esse aporte para esse ano, estamos projetando mais ou menos metade disso. Deve ficar em R$ 150 milhões de juros”, completou.

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