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·4 agosto 2026
Robertão 1969: a virada que deu ao Palmeiras o quarto título nacional

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O Palmeiras começou o Robertão de 1969 do pior jeito possível: quatro derrotas nos seis primeiros jogos, incluindo tropeços para Flamengo, Internacional, Cruzeiro e Bahia. Terminou o ano levantando a taça no Morumbi, em 7 de dezembro, depois de bater o Botafogo por 3 a 1 no quadrangular decisivo.
Era o quarto título nacional do clube e o único campeonato brasileiro daquele ano — com a Taça Brasil extinta em 1968, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa passou a ser a competição nacional, disputada por 17 clubes de sete estados. A CBF o reconhece como Campeonato Brasileiro.
🏆 Campeonato Brasileiro (Robertão) 1969
Título
Quarto nacional
Técnico
Rubens Minelli
Decisão
Palmeiras 3 x 1 Botafogo
Artilheiro do ano
Artime (28 gols)
O aproveitamento de 57,9% é o mais modesto entre os títulos nacionais do clube, e isso conta uma história: o Palmeiras não dominou a competição, ele a virou. Das seis derrotas, cinco vieram na primeira metade do torneio.
A virada tem data. A partir de 26 de outubro, quando venceu o Botafogo por 3 a 0, o time engatou uma sequência sem derrotas que atravessou novembro — passando por Atlético, Coritiba, Vasco, Corinthians, Grêmio e Portuguesa — e chegou inteira à decisão. O ano completo está na temporada de 1969 do Data Palestra: 76 jogos, 47 vitórias e 66,7% de aproveitamento somando todas as competições.
O formato levava os melhores a um quadrangular final, e foi ali que o Palmeiras resolveu. Empatou com o Cruzeiro em 1 a 1 no dia 3 de dezembro e, quatro dias depois, encarou o Botafogo precisando vencer.
📈 Os últimos jogos do título de 1969
22/11
Palmeiras 4 x 1 Grêmio
25/11
Palmeiras 2 x 0 Portuguesa
30/11
Corinthians 0 x 0 Palmeiras
03/12
Cruzeiro 1 x 1 Palmeiras
07/12
Palmeiras 3 x 1 Botafogo — título
O 3 a 1 no Morumbi fechou o torneio e devolveu ao Palmeiras um título nacional depois das conquistas da década anterior, registradas entre os títulos do Palmeiras — a mais recente delas, a dobradinha de Taça Brasil e Robertão em 1967.
O time de 1969 vivia uma transição. O Robertão é lembrado como o último grande capítulo da Primeira Academia, o esquadrão que redefiniu o padrão de jogo do clube nos anos 60.
Ao mesmo tempo, foi ali que começaram a aparecer nomes que dominariam a década seguinte, entre eles Emerson Leão e Luís Pereira — dois pilares do time que viraria a Segunda Academia. Foram 43 jogadores utilizados no ano, e Baldochi liderou em participações, com 67 jogos.
No comando, Rubens Minelli, um dos treinadores mais vencedores do futebol brasileiro e que aparece na lista de técnicos do Palmeiras. A artilharia da temporada ficou com Artime, com 28 gols.
O Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, único campeonato nacional daquele ano depois da extinção da Taça Brasil em 1968. Foi o quarto título nacional do Palmeiras, reconhecido pela CBF como Campeonato Brasileiro.
Foram 19 jogos, com 10 vitórias, 3 empates e 6 derrotas, 28 gols marcados e 21 sofridos, saldo de +7 e aproveitamento de 57,9%.
No quadrangular final, com vitória por 3 a 1 sobre o Botafogo, em 7 de dezembro de 1969, no Morumbi.
Rubens Minelli, que comandou a equipe na conquista do Robertão.
Artime, com 28 gols na temporada. Baldochi foi quem mais atuou, com 67 partidas no ano.
Porque é lembrado como o último grande capítulo da Primeira Academia e, ao mesmo tempo, como o início da trajetória de nomes que formariam a Segunda Academia, entre eles Emerson Leão e Luís Pereira.
Um título nacional conquistado com 57,9% de aproveitamento não entra na memória pela dominância. Entra pela virada e pelo momento: foi a última taça da geração que definiu o que o Palmeiras entende por bom futebol, e a primeira pista da que viria dominar os anos 70 com o bicampeonato brasileiro. Os protagonistas dos dois lados dessa fronteira estão reunidos entre os ídolos do Palmeiras.







































