Zerozero
·9 giugno 2026
Roberto Martínez: as declarações em antevisão ao amigável frente à Nigéria

In partnership with
Yahoo sportsZerozero
·9 giugno 2026

Portugal e Nigéria defrontam-se esta quarta-feira, às 20h45, num jogo realizado no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria. Roberto Martínez realizou a habitual conferência de imprensa de antevisão a este duelo amigável.
Jogo de preparação é ensaio geral para o RD Congo: «Não. Este vai ser o primeiro jogo para seis deles, que não participaram no jogo passado. Vamos tentar recuperar e dar minutos aos que precisam. O primeiro objetivo é levar os jogadores, no avião para Miami, preparados para o Mundial. O futebol necessita de paciência. Como no jogo frente ao Chile. Na primeira parte controlámos muito e depois, a jogar dez contra dez, atingimos um bom resultado. Agora contra a Nigéria queremos trabalhar pontos fortes parecidos com os do RD Congo. A força de Portugal é o compromisso dos jogadores e queremos prepará-los para ajudarem a equipa.»
Um olhar para o estilo futebolístico da seleção: «É fácil. É um grupo de jogadores com enorme talento e, dentro disto, temos uma estrutura e disciplina para ganhar jogos. Os números dizem tudo. Golos, vitórias, chegadas à área, compromisso de defender rápido e alto. O aspeto tático é diferente. O estilo é o que temos, a estrutura é onde nos conseguimos superiorizar ao adversário. Queremos ter flexibilidade tática para podermos ajustar o talento individual da equipa.»
O estado de espírito de Cristiano Ronaldo e continuidade da seleção: «O nosso capitão é exemplo. O dia a dia são 24h e ele dá tudo para melhorar e ajudar a seleção. Os jogadores da seleção não pensam no futuro, não sabem do futuro. Pode haver lesões, situações diferentes, decisões que não estão nas tuas mãos. O foco é treinar hoje, ser o melhor, apanhar os conceitos, executá-los, ter orgulho de vestir a camisola e mais nada. A experiência que ele tem, faz com que ele queira continuar a melhorar.»
Em que ponto está a seleção portuguesa por esta altura?: «Este não é o fim da época. É o início dela. O balneário tem frescura, alegria. Os jogadores que estiveram a jogar no dia 30 de maio já estão totalmente recuperados. Agora é reativar e recomeçar o aspeto físico para o Mundial. Agora serão três jogos, depois do jogo frente à Nigéria. Vão haver momentos em que precisas de resiliência, difíceis, de utilizar os valores do grupo... Amanhã vamos ter um bom jogo, é Dia de Portugal, então amanhã esperamos que seja mais um passo em frente na preparação.»
Utilização dos jogadores frente à Nigéria, sendo que João Cancelo jogou 90 minutos frente ao Chile: «Os jogadores que jogaram mais de 45 frente ao Chile recuperaram bem. A nossa ideia era que o João Cancelo tivesse mais de 45 minutos, o seu estilo de jogo e capacidade física permitem isso. Tal como o Bruno Fernandes e o Rúben Dias. Acho que só vamos ter a limitação do Rafael Leão, que não está apto para o jogo. De resto, estão todos preparados. Na baliza, o Diogo Costa vai jogar os 90 minutos. De resto, as disposições em campo vão ser variadas.»
Quais são os pontos mais interessantes em seleções como o Usbequistão, que vai estar no grupo de Portugal: «Falamos de equipa asiática, mas que tem um treinador europeu, cheio de experiência em mundiais. Acho que é uma equipa com grande clareza tática. O resto é uma mistura. É uma equipa que nunca jogou um Mundial. Em 2018 joguei contra o Panamá, que nunca jogara a competição, e ninguém consegue preparar o nível em que estas equipas podem chegar. É sempre uma final para aqueles atletas. O Chile, no aspeto emocional, nos duelos, de intensidade, é semelhante à Colômbia. Culturalmente arriscam, jogam de forma semelhante. A Nigéria é diferente do RD Congo, mas tem similitudes. A capacidade dos atacantes explorarem as costas da linha defensiva, por exemplo. Há aspetos semelhantes frente às equipas que já trabalhámos.»
Nunca um selecionador foi campeão por uma nação onde não nasceu: «É um desafio fantástico. A minha carreira está cheia de desafios assim. Mas também o primeiro Mundial com 48 equipas, com oito jogos... É uma oportunidade para fazer qualquer coisa que nunca foi feita.»
Presidente da FPF referiu que a meta mínima são os quartos de final: «O presidente é uma pessoa que tem a sua opinião e eu respeito. Para já, é um Mundial que tem três jogos. A ideia é depos ganhar os oito jogos, seja durante 90 minutos, 120, ou penáltis. O que podemos controlar é a atitude, o nosso talento, arriscar e mostrar o talento que demonstrámos na Liga das Nações.»
Ambiente hostil que se vive à volta do Mundial preocupa o selecionador?: «Não. Estamos a falar de um Mundial. É o meu terceiro e aconteceu o mesmo em todos. Seja político... o Mundial é a maior competição do mundo. Há sete mil milhões de pessoas que acompanham o torneio. Não me tenho apercebido às hostilidades, estamos de portas fechadas. Só focados em preparar a nossa participação.»
Equacionou dar minutos ao Ricardo Velho nestas partidas?: «Para nós era importante que o José Sá e o Rui Silva estivessem preparados. Também era importante recuperar o Diogo Costa, fez acima dos quatro mil minutos. O Ricardo Velho tem trabalhado bem, todos respeitam muito o que ele traz à seleção. É muito importante que um guarda-redes faça os 90 minutos antes de jogos importantes. Para o Diogo Costa foi o processo perfeito. Este é o começo da nova época. O Diogo desligou e faz sentido jogar o jogo todo.»







































