Gazeta Esportiva.com
·19 marzo 2026
Rui Costa vê Palmeiras favorecido pela arbitragem, e Barros rebate dirigente do São Paulo: “Oportunista”

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O clima nos bastidores está esquentando às vésperas do clássico entre São Paulo e Palmeiras. Rui Costa, executivo de futebol do Tricolor, questionou as vitórias recentes do rival nos embates recentes, sugerindo ajuda da arbitragem. Anderson Barros, diretor de futebol do Verdão, rebateu as acusações do dirigente e apontou uma postura oportunista do são-paulino.
Em entrevista à ESPN, nesta quinta-feira, Rui Costa foi questionado sobre a declaração de Abel Ferreira, que voltou a citar as consequências que sentiu o Palmeiras sofrer após ter um pênalti polêmico marcado contra o São Paulo, no último jogo que aconteceu no Morumbis, em outubro de 2025.
“É um confronto sempre muito importante. Especificamente no fim de semana, um jogo que nos permite continuar lutando por pontos, nisso eu concordo com o treinador do Palmeiras. Estar líder agora é importante, mas o que interessa é estar líder na 38ª rodada. O nosso adversário ganhou o último jogo por erros crassos de arbitragem. O fato é que ganhou. E nós, infelizmente, temos tido nesses confrontos, em competições distintas, erros que não raro favorecem o adversário”, declarou.
“Se eu soubesse que a consequência desse jogo ia ser a consequência que teve, onde duas ou três equipes se uniram contra o Palmeiras, eu preferia ter perdido esse jogo”, disse Abel, que, anteriormente, já havia questionado a falta de marcações de pênaltis a favor de sua equipe durante um período após o clássico polêmico.
Além disso, o treinador também criticou o afastamento dos árbitros responsáveis por aquela partida.
Anderson Barros, por sua vez, através do canal oficial do Palmeiras, rebateu as falas do dirigente. O diretor do Palmeiras viu uma postura oportunista de Rui Costa ao falar do recorte recente, no qual o Verdão leva vantagem, e repudiou as falas que, segundo ele, poderiam pressionar a arbitragem às vésperas da partida.
“O futebol não permite mais esse tipo de postura. O Rui Costa precisa entender que o futebol está muito além desse tipo de prática que era feita no passado. Hoje, para que você coloque uma equipe, para que você tenha uma condição de disputar uma competição, são muitas variáveis e a arbitragem não é a mais importante. São profissionais hoje que também buscam seu espaço, que também buscam realizar o seu trabalho da melhor forma possível. Acho que o Rui não pode mais, nos dias de hoje, ter esse tipo de postura, principalmente antes de um clássico que vai acontecer daqui a 48 horas. Eu acho que o futebol é muito maior do que isso. Se nós continuarmos com esse tipo de prática, nós não vamos evoluir”, disse.
Barros também falou sobre o último clássico, que aconteceu pela semifinal do Campeonato Paulista. Na oportunidade, o Palmeiras venceu por 2 a 1 e avançou à decisão. Após a partida, Rui Costa se pronunciou e reclamou de um pênalti não marcado a favor do São Paulo, quando o Verdão estava ganhando por 1 a 0. O Tricolor teve um pênalti a seu favor enquanto já perdia por 2 a 0. A marcação foi questionada por Barros, que também relembrou um lance contra seu clube, em 2022.
“Foi um grande clássico, um clássico extremamente disputado e eu acho que o único erro que se teve foi no pênalti marcado contra o Palmeiras. Precisamos parar com isso. Não tem mais como a gente ficar toda vez que uma equipe ganha outra ou que vence um clássico e o Palmeiras venceu os últimos cinco clássicos e nem por isso tem um demérito para a equipe do São Paulo. Só que nós nessas partidas fomos mais competentes. Assim é o futebol, assim deve ser o futebol. O único erro nesse jogo foi a marcação do pênalti. Porque todos os outros lances, se nós questionarmos profissionais de arbitragem, há uma divisão muito grande das suas posições. Precisamos parar com isso. Não é isso que vai fazer com que você vença ou não um jogo, um campeonato”, declarou.
“Acho sim extremamente oportunista, até porque nós poderíamos dizer o seguinte: o que ocorreu em 2022? O lance que permitiu que o São Paulo se classificasse numa Copa do Brasil. Se nós lembrarmos do que aconteceu naquele jogo, aí sim nós podemos dizer: ‘Houve um erro’. Mas não agora. Erros vão acontecer de um lado, erros vão acontecer de outro, faz parte. Por isso, todo o trabalho que nós estamos fazendo, clubes e CBF, para que a arbitragem evolua e nós temos percebido, sim, uma evolução em relação a isso”, disse.
O dirigente do Palmeiras relembrou um lance na final da Libertadores de 2025 que considerou um “erro crasso”. Trata-se de uma entrada de Erick Pulgar em Bruno Fuchs. Na oportunidade, o árbitro da partida não advertiu o atleta e gerou discussão se deveria ter expulsado o jogador do Flamengo.
“Podemos lembrar também aqui o que ocorreu no jogo contra o Flamengo na final da Libertadores do ano passado. Um erro crasso. O Pulgar deveria ter sido expulso naquele jogo. Perdemos, aceitamos, assumimos, curamos nossas feridas e estamos prontos de novo para poder competir. Precisamos, mais uma vez, parar com esse tipo de postura. Isso não leva o futebol a lugar nenhum. Extremamente irresponsável quando você traz para um clássico, um grande evento, uma responsabilidade muito grande para uma única pessoa”, relembrou.
“Somente os árbitros não são os responsáveis por um erro, pela, porque eles fazem parte do processo. O que nós precisamos ter hoje é serenidade, equilíbrio, é permitir que os profissionais que estejam dentro de campo possam exercer a sua melhor atividade da melhor forma possível. Isso não pode acontecer mais no futebol de hoje esse tipo de postura de diretores cobrando da arbitragem, jogando uma pressão tão grande para um clássico como esse. O Palmeiras repudia de qualquer forma, com todas as suas forças, esse tipo de postura. Precisamos acabar com isso”, finalizou.









































