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Jornal do Fla

·23 aprile 2026

Se o gol é só um detalhe, temos que ser mais detalhistas

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Ginástica artística, ginástica rítmica, ginástica trampolim. Hipismo, nado sincronizado, saltos ornamentais e skate. Surf e breakdance. Esses são alguns dos esportes cuja pontuação é dada através de notas. Você vai lá, realiza a atividade e, diante da qualidade e precisão dos movimentos, um grupo de juízes vai te dar uma nota. Ganha quem fizer os melhores movimentos e portanto tiver a nota mais alta.

Como você deve ter percebido, o futebol não apenas não foi mencionado entre esses exemplos como não faz parte da lista de esportes avaliados por nota. Isso porque, desde sua criação, nos idos do século XIX, o futebol é um esporte de pontos. E esse ponto se chama “gol”.


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Isso significa que no futebol a qualidade e a precisão dos movimentos não importa? Importa sim, claro. Isso quer dizer que estamos diante de uma modalidade que não valoriza a plasticidade? Em hipótese alguma. Mas isso reflete o fato de que, no futebol, tudo existe em função do gol. A qualidade só importa se resultar em gol, a precisão precisa ser usada pra fazer gol ou impedir gol, e existe sim a possibilidade de que vença não quem executa os melhores e mais bonitos movimentos, mas sim quem faz mais gols.

E isso vem à mente após o magro triunfo por 2×1 do Flamengo diante do Vitória, pela Copa do Brasil.

Porque afinal, se estivéssemos diante de um jogo avaliado por notas, todas as belas jogadas rubro-negras, todas as oportunidades criadas, todas as finalizações na trave, provavelmente dariam ao time carioca uma vantagem maior – ainda que os dois primeiros gols da partida tenham sido igualmente bonitos, com Evertton Araújo e Erick.

Mas o que faz a diferença no futebol é o gol. E mesmo com quatro grandes chances na partida e 21 finalizações ao gol, o Flamengo conseguiu balançar as redes apenas duas vezes e vai decidir a classificação em Salvador com a vantagem mínima, cenário que está longe de ser temerário, mas diante do domínio da equipe de Leonardo Jardim, é sim um pouco desnecessário.

E diante do talento da equipe rubro-negra, fica um pouco complicado entender o que leva a esse aproveitamento tão baixo, que já vinha sendo percebido em outras partidas. Ninguém pode acusar Pedro de não saber finalizar, só malucos vão dizer que Arrascaeta não tem frieza na frente do gol, quem vai afirmar que Gonzalo Plata não conseg—ok, o Plata realmente tem essa dificuldade, mas ele é, ao menos na teoria, um ponto fora da curva no nosso setor ofensivo, cheio de bons chutadores.

Cabe então ao time – e ao treinador – aumentar logo o índice de eficiência dessas finalizações, antes que essa displicência/desconcentração/falta de sorte cobre algum preço caro demais em algum momento importante demais. Porque é sim excelente ver em campo uma equipe de qualidade técnica, que consegue oferecer lances criativos e de grande plasticidade. Mas isso não vai fazer a menor diferença se esses lances não se transformarem em gols e então em vitórias. 


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