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·21 luglio 2026
Seis sedes, três continentes... e mais seleções: O Mundial de 2030 começa daqui a 1.418 dias

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·21 luglio 2026

A Espanha ainda celebra o título conquistado, mas as restantes nações já contam os 1.418 dias que faltam para o pontapé de saída do Mundial de 2030. Depois da maior edição de sempre, com 104 jogos, o torneio prepara-se para ainda mais novidades: seis sedes em três continentes e, talvez, um novo aumento no número de participantes.
A 24.ª edição do Mundial é especial por assinalar o 100.º aniversário do torneio. Essa celebração justifica a inclusão de três sedes sul-americanas (Uruguai, Argentina e Paraguai) na proposta vencedora que tinha Espanha, Marrocos e Portugal como anfitriões. E o centenário é também o argumento para um aumento de mais 16 qualificados, elevando para 64 o número de participantes.
Enquanto ainda existe indefinição sobre quantas seleções se vão qualificar e, consequentemente, sobre a fórmula de disputa, vamos ao que já sabemos sobre o próximo Mundial.
O primeiro jogo do Campeonato do Mundo de 2030 já tem data e local definidos: será disputado a 8 de junho, um sábado, em Montevideu, no Uruguai, palco da primeira edição do torneio, em 1930.
No dia seguinte, serão realizados outros dois jogos, um na Argentina — como reconhecimento pelo papel do país, vice-campeão da primeira edição — e outro no Paraguai, escolhido por ser a sede da CONMEBOL, a única confederação continental existente na altura do primeiro Campeonato do Mundo.
Estas três partidas iniciais terão cerimónias especiais de comemoração do centenário do Campeonato do Mundo. Já as cerimónias de abertura propriamente ditas ficarão reservadas aos primeiros jogos realizados nos outros três países anfitriões, que receberão os restantes 101 encontros do torneio.
Por questões logísticas envolvendo as seis seleções que disputarão jogos na América do Sul, a competição será interrompida após estas três partidas inaugurais. O Campeonato do Mundo será retomado a 13 de junho, permitindo que as seleções que tenham de percorrer as maiores distâncias disponham de até dez dias de descanso entre o jogo de estreia e a segunda partida, já em território europeu ou africano.
A final está marcada para 21 de julho, mas o estádio que receberá a decisão ainda não foi definido.
Se sabemos que o Campeonato do Mundo vai começar em Montevideu, Buenos Aires e Assunção, as restantes cidades-sede ainda não foram definidas pela FIFA. A candidatura original apresentou uma proposta com 11 estádios em Espanha, seis em Marrocos e três em Portugal.
Em Espanha, as candidatas mais óbvias são Madrid e Barcelona, com a renovação do Santiago Bernabéu e do Camp Nou, além do relativamente recente Estádio Metropolitano, também localizado na capital. Em Barcelona, existe ainda a possibilidade de o RCDE Stadium, casa do Espanyol, receber alguns jogos. Bilbao, A Corunha, Las Palmas, Málaga, San Sebastián, Sevilha e Saragoça são as outras cidades candidatas.
Em Marrocos, as cidades candidatas são Casablanca, Agadir, Fez, Marraquexe, Rabat e Tânger. Algumas destas cidades já contam com estádios construídos, enquanto a capital do país está a receber o novíssimo Grand Stade Hassan II, que está a ser construído com capacidade para 115 mil espetadores e poderá mesmo entrar na corrida para receber a final.
Em Portugal, são apontadas duas cidades para receber jogos. Na capital, Lisboa, estão previstos dois locais: o Estádio da Luz e o Estádio José Alvalade, casas do Benfica e do Sporting, respetivamente. No Porto, a candidatura inclui o Estádio do Dragão.
A aceitação do Campeonato do Mundo com 48 seleções animou a FIFA no seu projeto de aumentar para 64 o número de participantes, uma vez que isso significaria mais jogos e, consequentemente, maiores receitas. O centenário da competição é utilizado como justificação para incluir mais 16 seleções, sob o argumento de que a data deveria ser celebrada por um maior número de países.
Caso a proposta de um Campeonato do Mundo com 64 seleções avance, as sedes sul-americanas poderão acabar por receber um grupo cada, aumentando assim a sua participação no torneio. A ideia, contudo, ainda será analisada, segundo declarações recentes de Gianni Infantino, presidente da FIFA.
Posteriormente, a entidade comunicou que «uma proposta para analisar um Campeonato do Mundo da FIFA com 64 equipas, de forma a comemorar o centenário da competição em 2030, foi espontaneamente apresentada por um membro do Conselho da FIFA no ponto 'diversos' da agenda, perto do final da reunião do Conselho, realizada a 5 de março de 2025. A ideia foi registada, uma vez que a FIFA tem o dever de analisar qualquer proposta apresentada por um dos membros do seu Conselho».
A sugestão partiu do uruguaio Ignacio Alonso e recebeu o apoio de Alejandro Domínguez, presidente da CONMEBOL e vice-presidente da FIFA. O assunto tinha sido incluído na agenda da reunião de outubro do ano passado, mas não chegou a ser discutido, tendo encontrado resistência por parte da UEFA, da CONCACAF e da AFC.
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