Central do Timão
·10 aprile 2026
Técnico do Corinthians explica Kayke como titular, fala sobre Garro e detalha preparação para estreia

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·10 aprile 2026

O Corinthians enfrentou, na noite da última quinta-feira (9), o Platense, da Argentina, no Estádio Ciudad de Vicente López, em confronto válido pela primeira rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores de 2026, e venceu pelo placar de 2 x 0. Os gols do Alvinegro foram marcados na segunda etapa, por Kayke e Yuri Alberto. O resultado deixou a equipe corinthiana na liderança do Grupo E com três pontos. O clube do Parque São Jorge, inclusive, quebrou uma sequência de nove jogos sem vencer.
Instantes após o apito final, o técnico Fernando Diniz, que fez a sua estreia pelo Corinthians, concedeu entrevista coletiva à imprensa e foi questionado sobre diversas pautas. O comandante explicou a escalação do atacante Kayke entre os titulares – não iniciava um jogo do começo desde fevereiro, comentou sobre a recuperação de desempenho de Rodrigo Garro, fez uma análise da vitória e enalteceu o jovem meio-campista André Luiz, revelado na base corinthiana.

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
O treinador do Corinthians ainda destrinchou o estilo de jogo de suas equipes, que proporciona maior liberdade de movimentação aos jogadores, algo diferente do que vinha sendo com Dorival Júnior, adepto do jogo posicional. Diniz ainda detalhou como foi a preparação para a partida contra o time argentino, projetou a possibilidade de título do Alvinegro na Libertadores e respondeu sobre suas expectativas para o Derby pelo Brasileirão, no próximo domingo (12), às 18h30 (de Brasília), na Neo Química Arena, pela 11ª rodada da competição nacional.
Confira abaixo aas respostas de Fernando Diniz na entrevista coletiva:
Escalação de Kayke como titular após dois meses
“Para mim é de alegria. Eu sempre tenho um olhar especial para os jogadores da base. Kayke e Bidon, inclusive, jogaram com o meu filho no futsal da Penha. E o (gol) do Kaique, ele um pouco de sorte, não sei se é essa palavra, mas pode até ser usada nesse momento, porque o jogo lá que o Corinthians e Vasco, 3×2, no ano passado, ele jogou e jogou muito bem aquele jogo. Então eu tinha uma imagem muito vívida, ele chamou muita atenção. E às vezes o jogador não tem sequência, porque tem muito jogador no Corinthians, jogador de qualidade. Naquele jogo, Yuri Alberto não jogou, o Memphis não jogou, então quando vai voltando e tem contratação, o jogador às vezes não tem a sequência. Mas eu tinha essa imagem dele muito presente. Eu peguei um pouco o histórico recente dele, ele jogou pouco, mas ele fez uma boa partida, uma partida muito boa contra o Capivariano no segundo tempo.”
“E com a vida do André para o meio, ele era uma das possibilidades que eu achava que podia acontecer. Aí no primeiro treinamento eu coloquei ele para revezar um pouco, eu gostei. E no segundo treinamento eu já escolhi para iniciar o jogo. Eu peguei muita informação também com o staff. com as pessoas no clube, e a gente foi muito feliz. Ele é um jogador que tem muito talento. Eu espero que ele consiga. Mantenha o rendimento. Porque além de fazer o gol, na minha opinião, ele jogou bem. O jogo todo. Mesmo que no primeiro tempo ele não teve muita posse, mas ele foi super importante na parte tática. O jogo estava difícil. O jogo muito truncado. Tinha muito embate físico, com muita dobra de marcação e ele estava sendo um jogador produtivo. E depois do segundo tempo a gente conseguiu encaixar mais o jogo de posse.”
Conversa com elenco para retomada de confiança
“Do meio do primeiro tempo em diante, a gente começou a baixar muito as linhas de marcação, que não tinha necessidade, aí o time deles empurra a gente pra trás. e a gente ficou com pouca posse no campo de ataque. Esse foi o ajuste que a gente fez no intervalo, que a gente mostrou no vídeo, nos cortes que a gente pegou. Mas eu acho que o mais importante que você falou da torcida é o time se reconectar com a torcida, porque essa combinação é o que vai fazer o Corinthians ficar muito forte. Respeitar a chateação do torcedor, que é justificável. E o torcedor também pode ter certeza que os jogadores trabalham muito e são muito dedicados. Às vezes as coisas não acontecem por motivos diversos, mas os jogadores estão se entregando ao máximo para que as vitórias elas voltem a acontecer de maneira frequente.”
Detalhes da preparação para o duelo de estreia na Libertadores e, consequentemente seu primeiro jogo pelo Corinthians
“Eu acho que os jogadores receberam muito bem. a minha chegada e eu senti isso. E de fato o fator emocional era preponderante, até mesmo porque o time tinha trabalho. É um time que não peguei deserto, muito pelo contrário. É um time que teve dois títulos há três meses. Era retomar a confiança, o ânimo dos jogadores. Eu fiz, obviamente, algum ajuste pequeno. Acho que mais nas mudanças de posição, na promoção do Kayke, na volta do Garro, e eu acho que a maior delas a colocar o André numa posição com linha de 4, linha de 4-4-2, para ele jogar perto do Raniele, mas isso não impossibilitou ele de chegar à frente como ele gosta de chegar, se projetando, em vez de já estar lá, chegar de trás. E na parte tática, a gente acabou trabalhando um pouquinho também, mas eu não quis que eles confundissem os jogadores e deixei eles à vontade para fazer. aquilo que eles tivessem mais conforto no jogo. Eu acho que foi muito bem. Mas o que valeu muito hoje foi a entrega dos jogadores, principalmente no primeiro tempo, que tecnicamente a gente não se encontrou muito no jogo, mas na parte defensiva a equipe foi muito solidária.”
Projeção do Derby e sonho pelo bicampeonato da Conmebol Libertadores
“É o maior clássico para o Corinthians, e a gente sabe que é um jogo tradicional e o Palmeiras vive um momento muito bom, está na liderança do Brasileiro. É um jogo que a gente vai encarar como tem que ser encarado quando jogam Corinthians e Palmeiras. A gente tem que acreditar sempre. A Libertadores é um sonho para o torcedor corintiano. O time tem quase 120 anos de história e tem só uma Libertadores (2012). Então a gente vai fazer tudo possível, o time tem qualidade e condição e pode sonhar com essa conquista, é o mínimo que a gente tem que fazer, acreditar e lutar por isso.”
Análise da partida
“Foi um jogo difícil. Este time (Platense) é um time que ganhou o campeonato argentino na temporada passada. E eu acho que o que teve de mais importante no jogo foi a entrega do time. Soube se defender muito bem. E quando precisou o Hugo também fez duas boas defesas. E aqui está um A minha previsão para a frente é muito positiva. Acho que o time vai evoluir muito com o treinamento. Acho que é um time que tem muita qualidade e jogadores que tem muita vontade de trabalhar. Já dá para perceber jogando contra. E nos primeiros contatos isso é muito nítido. É um time muito trabalhador que representa muito o que é a torcida do Corinthians.”
Posicionamento de André Luiz na disposição tática do Corinthians
“Na verdade, eu acho que a posição do André Ele sente mais conforto e onde ele tem uma projeção de carreira ainda maior do que já estava sendo, é nessa posição. Acho que ele é um camisa 8 clássico. Bebeu o quê? O futuro dele pra mim é brilhante. Esse menino vai aproveitar enquanto ele está aqui para ajudar o Corinthians. Mas acho que ele só vai evoluir. Tem muita força, tem técnica, é muito dinâmico e consegue correr o campo todo com muita desenvoltura. E tem a cara do Corinthians também.”
Retomada de Rodrigo Garro
“Acho que é um talento raro que o Corinthians tem. Sei que ele estava passando por uma fase não tão brilhante como já foi no começo dele aqui. Mas tem tudo para recuperar. Acho que ele é muito talentoso. E vou fazer de tudo o que eu puder para poder deixar ele com um. a vontade do jogo e inseriram cada vez mais naquilo, nas ideias que eu penso sobre futebol e a gente tem tudo pra ter uma relação muito boa, não só fora do campo, que a gente já começou com essa relação, mas na questão esportiva mesmo. É um jogador que eu tenho um respeito muito grande, porque jogar a conta sempre foi difícil. muita criatividade e ele também é um jogador que trabalha muito. Então ele tem tudo aí para voltar. Acho que ele já começou hoje a mostrar que ele pode ir e voltar a render tudo aquilo que ele sabe.”
Colocar uma equipe alternativa seria ‘falta de respeito’ com a Libertadores – durante esta semana alguns times brasileiros entraram em campo com equipes alternativas em torneios da Conmebol, principalmente na Sul-Americana
“Cada clube tem um elenco diferente do outro. que tem alguns clubes do Brasil que o primeiro time e o segundo time se equivalem. Você tem a possibilidade de trocar e escolher os jogos, o que não muda nada. Eu não vejo um clube no Brasil desrespeitando a Libertadores de maneira alguma. Até mesmo porque o sonho de todo time brasileiro é ganhar a Libertadores. Qualquer jogador, treinador, dirigente ou torcedor, qual campeonato que você gostaria de ganhar no ano, aqueles que têm a chance de disputar a Libertadores, vai ser a Libertadores. É a Champions League da América. Então, não vejo muito pelo contrário. No Brasil, todo mundo tem um respeito muito grande pela competição.”
Sobre jogo posicional (Dorival Jr) x mais mobilidade (Fernando Diniz)
“Isso é uma característica que faz parte do meu trabalho, jogo de mobilidade. E aí E vai precisar treinar em todos os aspectos, todas as fases do jogo, fazer ajuste de marcação. Na realidade, para o jogo de hoje, No tempo que a gente teve, eu dei um ênfase maior no aspecto defensivo. de tentar sustentar uma marcação mais alta, que a gente conseguiu a maior parte do jogo. e colocar um pouco mais no jogo de mobilidade. Eu acho que a equipe vai se beneficiar. Tem jogadores com características muito particulares que gostam da posse. O Garro é um daqueles que, mesmo com pouco tempo, já se beneficiou com o pouco que a gente teve nesse jogo de posse. O Bidon é outro jogador que vai se beneficiar. Mas muitos jogadores aqui no Corinthians têm facilidade para este jogo. O jogo de mobilidade serve. para determinados. momentos quando o time está jogando com a linha muito baixa.”
“A gente tem que fazer um jogo mais posicional, porque não tem muito espaço para não se gerar movimento. Então a gente vai trabalhar em todas as frentes, mas o jogo de mobilidade que você perguntou é um jogo que tem que ter, o treinamento é constante e as circunstâncias vão fazendo o time ficar cada vez melhor. É um jogo mais aberto. Que não é um jogo que você deixa a liberdade só e está livre. Ao contrário, é um jogo que dá mais trabalho para treinar, para arrumar combinações diferentes. Fica um pouco aparentemente mais caótico, mas é um caos que o time consegue ter domínio. Então ele requer bastante treinamento e a evolução é constante.Então a gente vai trabalhar aos poucos. bem vagarosa, porque esse primeiro momento do Corinthians, a gente não vai ter tempo para treinar, não vai ter jeito. Nenhuma semana até a parada de semana livre. mas é algo que deve acontecer de maneira paulatina, esse jogo de mobilidade.”
Importância de vitória na estreia e caminho das vitórias retomado
“Em relação ao momento do Corinthians, é um momento que acontece, esse mesmo Corinthians. Há três, quatro meses ganhou dois títulos importantes, a Copa do Brasil e a Supercopa do Brasil. Então era um momento de retomar as vitórias, é uma equipe que tem muita qualidade, e eu acho que hoje deu um passo importante para a gente ter uma ter uma boa sequência nessa temporada.”
Próximo compromisso
A partir desta sexta-feira (10), o Corinthians retoma seus esfroços para a disputa do Campeonato Brasileiro. Isso porque, no próximo domingo (12), às 18h30 (de Brasília), o Alvinegro enfrentará o Palmeiras, na Neo Química Arena, pela 11ª rodada da competição nacional.
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