Esporte News Mundo
·8 maggio 2026
The Athletic elege gols mais simbólicos da Copa do Mundo; Brasil aparece com obra-prima de 1970

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O The Athletic, setor esportivo do The New York Times, selecionou alguns dos gols mais simbólicos da história da Copa do Mundo FIFA, destacando diferentes formas de genialidade dentro de campo. Entre os escolhidos está o icônico gol de Carlos Alberto na final de 1970.
A proposta do levantamento foi valorizar a diversidade de momentos que podem resultar em um gol marcante, desde dribles individuais até jogadas coletivas, passando por chutes certeiros que surgem do nada, domínios refinados e o peso emocional de determinados lances. Para isso, o portal dividiu a seleção em categorias e detalhou cada uma das jogadas.
No quesito jogada coletiva, o gol de Carlos Alberto foi o escolhido. Para o portal, os gols lendários geralmente nascem de momentos de brilhantismo individual. No entanto, o futebol é, em sua essência, um esporte coletivo. Por isso, “o gol mais famoso da Copa do Mundo é fruto de paciência, jogo combinado e entrosamento“, afirma o The Athletic.
Na vitória por 4 a 1 sobre a Itália na final da competição em 1970, o lance reflete o entrosamento da seleção brasileira. A jogada começa com Clodoaldo driblando adversários italianos com maestria, passando por uma sequência de passes com Rivellino, Jairzinho e Pelé, até a finalização precisa do capitão. A publicação enfatiza que, “em termos de impacto e simbolismo, o gol de Carlos Alberto permanece insuperável“.
Na categoria drible, o The Athletic destaca a campanha individual de Diego Maradona na Copa do Mundo de 1986 como “quase indiscutivelmente a melhor”: foram cinco gols, cinco assistências e o título conquistado ao final da competição.
“Maradona era claramente o homem que a Inglaterra precisava parar. Optando por não marcá-lo individualmente, a Inglaterra escolheu uma abordagem excessivamente física e, pelos padrões atuais da arbitragem, extremamente violenta. Na era do VAR, o zagueiro inglês Terry Fenwick teria sido expulso pelo menos duas vezes“, destacou a publicação.
O argentino marcou dois gols na vitória por 2 a 1 contra a Inglaterra pelas quartas de final, incluindo o célebre “gol do século”, após driblar cinco adversários desde o meio-campo até a finalização.
“Os jogadores venerados como artistas têm a capacidade de controlar a bola com um toque delicado e preciso”, descreve o portal. Na categoria de chute certeiro, Dennis Bergkamp foi o eleito como um deles.
Com a partida entre Holanda e Argentina empatada por 1 a 1, nas quartas de final de 1998, Bergkamp recebeu um longo lançamento de Frank de Boer, dominando a bola no ar com precisão, driblando o marcador e finalizando com categoria para garantir a vitória holandesa. Para o The Athletic, esse é o tipo de toque clássico que, mais tarde, inspirou uma estátua em frente ao estádio do Arsenal.
Sobre o peso emocional, o The Athletic aponta que a definição não refere-se ao gol em si, mas ao contexto e à sensação. “O futebol é o esporte com a menor média de gols no mundo. Às vezes considerado um ponto negativo, isso é, na verdade, a maior virtude do jogo: significa que os gols criam momentos de enorme importância“, ressalta.
O destaque fica com o gol de Fabio Grosso na semifinal da Copa do Mundo de 2006 contra a Alemanha. Em uma partida sem gols até a prorrogação, o lateral-esquerdo aproveitou assistência de Andrea Pirlo para abrir o placar. Mesmo a Itália marcando o segundo gol logo na sequência, o portal afirma que foi o gol de Grosso que pareceu decisivo para encaminhar a classificação italiana.
Por fim, o gol de James Rodríguez na vitória contra o Uruguai por 2 a 0, nas oitavas de final de 2014, foi lembrado por seu domínio refinado. “Às vezes, um gol se resume a um único chute perfeito na bola“, escreve o portal. O colombiano dominou a bola no peito e finalizou de voleio, em um lance que evidenciou a sua leitura de jogo e precisão técnica.
Para o The Athletic, “sua constante observação para verificar as posições dos adversários, seu posicionamento perfeito entre as linhas e a compreensão de que aquele gol só seria possível com um rápido domínio. […] A bola entrando após bater no travessão tornou o lance ainda mais bonito“.
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