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·31 marzo 2026

Troca de técnicos: o ciclo que trava o São Paulo

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Foto: Jota Erre/AGIF

Hernán Crespo foi vítima, pela segunda vez, de um comportamento um tanto quanto comum no São Paulo nos últimos tempos: a troca de comando, desta vez bastante questionável, vide o bom desempenho do time sob seu comando em 2026. O impacto da troca reflete muito no campo e vai além dele. 


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Sem um trabalho longevo, é mais difícil para um treinador extrair o melhor do seu elenco; e, nos últimos tempos, os treinadores do São Paulo duram meses no cargo. O problema é que a dificuldade para ganhar títulos aumenta, e a confusão gerada pela troca de comissão atrapalha o time no decorrer da temporada. Um exemplo claro disso é a chegada de Roger Machado, que normalmente monta times de maneira bem diferente dos de Crespo. Ou seja, para se adaptarem, os atletas precisam mudar um estilo de jogo que vinha funcionando. Enquanto a adaptação não acontece, o time sofre em campo, como visto nos jogos contra Atlético-MG e Palmeiras, com a clara falta de um padrão de jogo, que gerou uma inoperância ofensiva mesmo com maior posse de bola. Reflexo disso foram os números elevados de cruzamentos, além do baixo número de finalizações nesses respectivos jogos.

Imagine uma empresa onde o superior é trocado com certa frequência; em um dia seu “chefe” é um, no outro já mudou sem um motivo aparente. Essa é a vida de um jogador do São Paulo

Além disso, o impacto da troca de comando também se reflete nas finanças, uma vez que Crespo ainda tem pendências a receber da primeira passagem e terá direito a novos valores após nova demissão. Fora isso, o Tricolor fechou a contratação de Artur, que é um ponta, posição pouco utilizada nos esquemas de Crespo; e, até por isso, em dezembro, Erick foi vendido ao Vitória. Meses depois, o clube tem que recorrer ao mercado, buscando justamente essa posição, na qual já possuía um jogador que estava emprestado, mas retornaria, para um clube que tem uma dificuldade financeira evidente. Isso é ruim. 

Fato é que, de Rogério Ceni até Crespo, o único trabalho que chegou perto de se consolidar foi o de Dorival Jr., que parecia que seria longevo após o título da Copa do Brasil, mas foi interrompido. Tirando esse trabalho, todos os outros têm bons momentos e maus momentos, que culminaram em demissões e mais custos ao clube. 

São Paulo, que no passado foi conhecido por um padrão sólido de jogo como nos times de Muricy, campeões brasileiros com três zagueiros e um jeito, de certa forma, padronizado de jogar, hoje, além da crise política e financeira, vive também uma crise de identidade no clube. E isso não quer dizer que o treinador deve ser refém de um sistema, mas sim que o time precisa ser sólido e eficiente, algo que há tempos não é visto pelos lados do Morumbi. 

A torcida, que estava esperançosa com um trabalho que começava a render frutos, se vê mais uma vez sem expectativa para a temporada, visto a enorme repercussão negativa com a troca de comando, e terá de ter paciência com mais um trabalho que se inicia. 

O dano causado pela rotatividade de trabalhos é irreversível, pois muitas vezes acaba com uma temporada, e a sensação que dá é que o trabalho do próximo sempre se inicia com data de validade, o que aumenta a lista de demissões. A conta é simples: sem longevidade, maior dificuldade de vencer e custos elevados com montagem errônea de elenco, que não se adapta ao novo treinador; além de valores devidos a quem deixou o cargo. A reflexão é: o problema do São Paulo durante todo o período foram os treinadores? O ciclo sempre se repete e parece não ter data de encerramento. 

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