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·4 gennaio 2026
Uma manutenção que parece impossível: AFS terminou primeira volta sem vitórias

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·4 gennaio 2026

O AFS vive um dos momentos mais delicados da sua ainda curta história na Liga Portugal Betclic. Depois de 17 jornadas disputadas, o emblema de Vila das Aves continua sem conhecer o sabor da vitória, um dado estatístico pesado que espelha bem as dificuldades da temporada da equipa orientada por João Henriques.
A cada fim de semana, o cenário repete-se: erros atrás de erros e comportamentos individuais e coletivos que não são admissíveis no principal escalão. O AFS conseguiu travar SC Braga, Gil Vicente, Tondela e Nacional e tem apenas quatro pontos no campeonato.
A equipa de João Henriques - e que já foi de José Mota, Fábio Espinho, Armando Roriz e João Pedro Sousa - até consegue equilibrar alguns jogos e fases em que parece capaz de discutir resultados, mas quase sempre um detalhe, um erro ou a falta de eficácia acabam por empurrar o AFS para mais uma partida sem conhecer o sabor da vitória. A tabela classificativa não perdoa e o clube permanece afundado nos lugares de aflição.
Este percurso tem tido impacto direto no estado anímico do grupo. A confiança, elemento essencial para qualquer equipa que luta pela sobrevivência, vai sendo testada jornada após jornada. O peso psicológico de não vencer acaba por se refletir nas decisões dentro de campo, sobretudo nos momentos-chave dos jogos.
A gritante rotação de jogadores e as mudanças de sistema refletem essa procura por soluções. No entanto, a falta de vitórias impede que qualquer ideia ganhe continuidade e enraíze no coletivo. Sem resultados, não há tempo para amadurecer processos.
No centro deste turbilhão - neste momento - está João Henriques. O treinador assumiu o comando técnico com a missão clara de manter a equipa competitiva e tentar garantir a permanência, mas encontrou um cenário mais complexo do que o desejável. Os resultados tardam e, no futebol, o tempo raramente é um aliado.
Depois da derrota com o Moreirense, João Henriques revelou o seu plano de «serviços mínimos» para a manutenção:
«Quando cheguei o que fiz com os jogadores foi montar um plano de serviços mínimos. Cheguei com vinte jogos pela frente, quatro grupos de cinco jogos. Se somarmos sete pontos a cada cinco jogos, fazemos 28 pontos, a somar aos três que tínhamos. Sabemos que são estes os serviços mínimos. Destes primeiros cinco, em três jogos fizemos um ponto. Faltam seis. Temos dois jogos, ainda é possível. Estamos a adiar a primeira vitória, mas a confiança é a mesma e a vitória vai surgir naturalmente».
Um plano um pouco utópico, mas que demonstra que o técnico tem a lição bem estudada. Falta o mais importante: vencer.
Desde 2014/15, altura em que a Liga Portuguesa voltou a ter 18 equipas, nenhuma equipa que acabou a primeira volta com menos de dez pontos se manteve no primeiro escalão.
O AFS consegue ser mesmo a pior pontuação de uma equipa desde então. A equipa de Vila das Aves superou - negativamente - o FC Paços de Ferreira de 2022/23, que acabou a primeira volta com seis pontos, fruto de. três empates e uma vitória.
Nessa temporada, os castores conseguiram conquistar 17 pontos na segunda volta, mas ainda assim desceram diretamente, ficando a três pontos do CS Marítimo, que acabou por ser despromovido via playoff.
Na época passada foram necessários 27 pontos para garantir o playoff - alcançados pelo AFS - e 29 para a manutenção direta. Olhando para a pontuação atual da equipa de João Henriques, o caso está muito mal parado.









































