Esporte News Mundo
·9 febbraio 2026
Vasco é condenado a pagar valor milionário a rival do Brasileirão

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·9 febbraio 2026

O Vasco voltou a ser alvo de atenção nos bastidores do futebol brasileiro após uma decisão sigilosa da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF. O órgão determinou que o clube carioca pague uma quantia milionária ao Atlético-MG, referente à contratação do lateral-direito Paulo Henrique, hoje peça fundamental da equipe.
A sentença, confirmada pelo clube mineiro, reforça os desafios financeiros enfrentados pelo Cruzmaltino em meio ao seu processo de recuperação judicial. Embora reconheça a dívida, a diretoria vascaína afirma que os valores seguem condicionados aos termos firmados com a própria CNRD, o que mantém o impasse em aberto.
De acordo com a decisão, assinada por três relatores, o Vasco deve arcar com R$ 4.212.272,45 referentes à dívida principal, além de R$ 208.113,62 em honorários advocatícios. O total ultrapassa R$ 4,4 milhões e decorre do litígio envolvendo a transferência definitiva de Paulo Henrique.
O valor, inclusive, foi reconhecido pelo próprio clube junto à câmara, o que foi registrado oficialmente na sentença. A CNRD também estabeleceu que qualquer questionamento sobre o cumprimento da obrigação deve ocorrer exclusivamente dentro do âmbito do órgão, afastando outras instâncias judiciais.
A decisão tem sido usada pelo Atlético-MG como instrumento para impedir que o débito seja incluído no plano de recuperação judicial do Vasco. O clube mineiro busca garantir que o pagamento ocorra diretamente por meio da CNRD, sem sofrer parcelamentos ou atrasos decorrentes do processo financeiro do adversário.
Paulo Henrique, pivô da disputa, vive atualmente o melhor momento da carreira. Um dos destaques do elenco vascaíno, o lateral foi recentemente convocado para a seleção brasileira comandada por Carlo Ancelotti e aparece como possível nome para a Copa do Mundo de 2026.
A origem do problema remonta a 2023, quando o jogador foi contratado pelo Atlético-MG. Após disputar três partidas no Campeonato Mineiro, ele foi emprestado ao Vasco pouco mais de um mês depois. No início de 2024, o clube carioca acertou a compra definitiva por cerca de US$ 1 milhão, valor que envolvia 70% dos direitos econômicos.
Pelo acordo, os recursos seriam divididos entre Atlético-MG, atleta, Paraná Clube e Juventude. No entanto, os pagamentos não foram realizados conforme previsto, levando o Galo a acionar a CNRD. O processo se arrastou até o fim do ano passado.
Em nota oficial, o Vasco declarou que “todos os valores estão sujeitos aos termos do plano de pagamento junto à CNRD, conforme previsto no plano de recuperação judicial”. O caso, agora, segue como mais um capítulo delicado na tentativa do clube de equilibrar suas finanças sem comprometer o desempenho esportivo.
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