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·29 gennaio 2026

Vasco pagou ou não o Valdir Bigode? Confira a situação

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Após entrar em acordo com seus credores e ter o plano de Recuperação Judicial homologado, o Vasco da Gama iniciou o processo de pagamento das dívidas do passado. Entre os credores está o ex-atacante Valdir Bigode, que cobra valores referentes a uma ação trabalhista movida contra o clube.

Na manhã desta quarta-feira (28), o jornalista Gilmar Ferreira informou que Valdir estaria entre os primeiros contemplados pelo plano e que o ex-jogador teria um crédito em torno de R$ 5 milhões, a ser pago de forma parcelada, em ciclos trimestrais, com prazo que pode chegar a até dez anos, conforme as regras da recuperação judicial.


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Os advogados de Valdir Bigode, inclusive, foram os primeiros a assinar a adesão ao plano, aprovado por 97,7% dos credores, passo considerado fundamental para a reestruturação financeira do clube.

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Valdir Bigode no Vasco — Foto: Agência Globo

Informação sobre pagamento é contestada

Horas depois, porém, surgiu uma divergência pública sobre o tema. Segundo o jornalista Flávio Dias, do canal Atenção Vascaínos, Valdir Bigode não recebeu os valores mencionados inicialmente.

Diante disso, até o momento, não há confirmação oficial de quitação à vista da dívida com o ex-jogador. O que está consolidado é que o crédito de Valdir está reconhecido no plano de recuperação judicial, com pagamento previsto dentro das condições aprovadas em assembleia.

Valdir Bigode teve papel ativo na assembleia de credores

Aos 53 anos, Valdir Bigode foi um dos personagens mais ativos durante o processo de recuperação judicial. Durante a Assembleia Geral de Credores, realizada na Barra da Tijuca, o ex-atacante fez um discurso contundente, no qual criticou a condução do plano e cobrou maior diálogo da diretoria.

Em sua fala, Valdir relatou desgaste físico, anos de espera pelo recebimento do valor devido e afirmou que aguardava há mais de duas décadas na fila de credores. Após o discurso, a assembleia chegou a ser suspensa temporariamente, mas, horas depois, o plano foi aprovado por ampla maioria, com quase 98% dos votos favoráveis — incluindo o do próprio ex-jogador.

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Assembleia dos Credores do Vasco — Foto: Reprodução

Recuperação judicial como ponto de virada

A diretoria do Vasco entende a recuperação judicial como um passo necessário para estancar o crescimento da dívida, reorganizar o fluxo de caixa e permitir um novo ciclo esportivo. A partir de 2026, o clube passará a arcar com parcelas anuais estimadas entre R$ 25 e R$ 30 milhões, conforme o plano homologado.

Com isso, a gestão de Pedrinho aposta que o clube poderá recuperar credibilidade no mercado, evitar novos passivos e, gradualmente, montar elencos mais competitivos. Desde o início do mandato, o Vasco já alcançou uma final de Copa do Brasil e passou a adotar um perfil mais cauteloso nas contratações.

Situação atual do caso Valdir Bigode

  • ✅ Crédito reconhecido no plano de RJ
  • ✅ Adesão formal dos advogados ao acordo
  • ⏳ Pagamento seguirá o cronograma da recuperação judicial
  • ❌ Não há confirmação oficial de quitação integral à vista

O Vasco ainda não se pronunciou oficialmente sobre os valores ou o formato exato do pagamento ao ex-atacante.

Leia o discurso de Valdir Bigode:

“…Pode me processar, fazer o que quiser. Vou até o último dia. Esse dinheiro me pertence, é da minha família. Eu trabalhei para isso, eu trabalhei… Tô com a coluna toda rasgada, três cirurgias… trabalhei por outros clubes também, mas eu joguei futebol para isso. Eu queria ter uma um respeito de quem vai administrar. Com todo o respeito a todos, as pessoas que estão fazendo isso estão recebendo seus salários em dia. E eu queria receber o meu. Eu estou pacientemente há quase 20, 21 anos esperando. Um monte de gente fez acordo. Eu não quero saber como foi a vida dos outros, quero ver a minha. Sou o número 22 ou 23 e o número 33. Estou aguardando. Ninguém me procurou.

Recebi um contrato horroroso. Não tem resposta. Não sei se vocês vão perceber. Não sei como vai fazer. O mínimo que eu sei disso, judicamente falando, eu não vou nem usar palavras melhores que eu não tenho. Eu não estudei para isso… Segue a fila. Dois milhões por mês, dois milhões e meio por mês. Continua pagando os credores. Não estou falando por ninguém, mas eu sei, tenho amigos. Nunca quis receber, porque os que estão na minha frente são amigos meus. Trabalharam comigo. Os que estão atrás também são amigos.

Eu não queria o meu nome… “ah, Valdir recebeu porque é amigo do Eurico, porque é amigo…” Não, estou na fila esperando, pacientemente. Com todo o respeito, as palavras aqui, não sei se fui grosseiro, talvez eu tenha sido, mas com respeito. Pense bem nisso, nessa recuperação, do jeito que vai se fazer, um plano melhor… Eu fiz um acordo com o Atlético-MG no passado, eu não fui um jogador igual eu fui no Vasco, fui convidado a aceitar, aceitei. Porque foi uma coisa muito tranquila para o clube e para nós. Foi um acordo justo pra nós, muito justo, e para o clube também. Nunca me procuraram para fazer um acordo, não estou dizendo que fui melhor ou pior do que ninguém não. Estou dizendo que como jogador do Vasco, cheguei na base, representei e representei como profissional.

Isso aqui é, juridicamente não tem como… Prestem atenção nos valores, todos estão precisando. Eu também preciso do meu…

(Administrador judicial interrompe)

Valdir, com todo respeito a você, eu vou pedir que você termine a sua manifestação. Com todo o respeito, mas tem mais pessoas que precisam falar e o momento agora realmente não é o momento para que a gente possa discutir alguma coisa nesse sentido.

Valdir retorna:

Posso mais um minuto? Me desculpa, me desculpa, eu sei, vou terminar. Mas eu, assim, discordo dos senhores de uma situação. Esse é o único momento que eu tenho. Ninguém vai me ouvir nunca mais, como não me ouviram. Tem 21 anos, ninguém me ouviu. (interrompido com aplausos).

Poderia ter feito vários tipos de acordo. Fiquei pacientemente na fila, eu sou o número 33, estava programado para receber, se não tivesse as pessoas doentes e os mais velhos passando na frente, tudo bem pra mim também, está dentro da lei… Mas ia receber até o ano que vem. Espero, não sei se a minha voz vai fazer nenhum efeito, mas pelo menos eu vou pra casa tranquilo.”

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