Portal dos Dragões
·31 gennaio 2026
Vasco Sousa está a fazer seis horas por dia de trabalho de recuperação

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“Porquê? Como é possível? São as perguntas que não saem da minha cabeça em mais um momento difícil. Mas, também é a força, o querer e o espírito lutador que me fazem não virar a cara a mais uma luta. Vou mostrar, mais uma vez, que estou nesta vida para vencer, para me superar e acreditar. Sei que vou conseguir, porque nunca estarei sozinho em nenhuma das batalhas que ainda tenho pela frente”. Estas palavras de Vasco Sousa foram publicadas nas redes sociais após a nova lesão sofrida em dezembro ao serviço do Moreirense, clube onde estava emprestado pelo FC Porto, quando voltou a fraturar o perónio da perna direita – uma lesão que já tinha acontecido pelos azuis e brancos contra o Farense, em fevereiro de 2025.
Após a intervenção cirúrgica, Vasco Sousa foi atingido por síndrome do compartimento, o que prolongou a sua permanência no hospital até 39 dias e o obrigou a passar o Ano Novo internado. Esta síndrome ocorre quando grupos musculares ficam rígidos, comprometendo a circulação sanguínea e provocando isquemia, com dores intensas, inchaço e endurecimento na zona afectada. A infeção motivou cerca de duas dezenas de idas ao bloco operatório para drenagens, com o objetivo de travar a sua expansão e evitar complicações mais graves na perna; na última cirurgia foi necessário um enxerto de pele para fechar a lesão.
A namorada, Joana Guise, partilhou nas redes um vídeo e um longo texto a enaltecer a força silenciosa de Vasco durante este período de grande sofrimento, gesto que sensibilizou o meio do futebol e suscitou mensagens de apoio de vários elementos do FC Porto e de outras equipas. O médio tem vindo a trabalhar cerca de seis horas por dia no centro de treinos do clube durante a fase de recuperação. No final do jogo FC Porto–Gil Vicente, o treinador gilista César Peixoto também deixou palavras de incentivo, apontando para um regresso aos relvados mais fortalecido, recordando as próprias lesões complicadas que enfrentou na carreira.
Também nas redes sociais, Pepe, Richard Ríos, Helton, Otávio, Diogo Dalot, Rodrigo Mora, Alberto Costa, Gonçalo Inácio, André Franco, Ukra, Varela e numerosos outros manifestaram apoio a Vasco Sousa, cujo retorno aos relvados não deverá acontecer antes do final da temporada.
Numa reportagem do Porto Canal, emitida após a recuperação da primeira lesão na perna direita – uma lesão bimaleolar com fratura no maléolo e danos nos ligamentos do tornozelo sofrida contra o Farense, em fevereiro de 2025 -, Vasco Sousa evidenciou o carácter e o espírito de sacrifício que o definem. “Posso errar, posso não jogar bem, mas a entrega tem de estar lá sempre. A mística do FC Porto é a raça e o querer que aprendi com os mais velhos”, afirmou o médio, quando questionado sobre a capacidade de luta com que encara os desafios. O empenho demonstrado no pós-operatório levou os responsáveis do clube a gerir cuidadosamente o seu processo de recuperação.
Com 22 anos, Vasco Sousa enfrenta mais este desafio fora do campo com o apoio do FC Porto – clube com o qual tem contrato até 2030 e uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros -, e do seu círculo próximo, nomeadamente a família e a namorada Joana Guise, que lhe proporcionam alguma tranquilidade nesta fase sensível da carreira.
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