Portal dos Dragões
·3 luglio 2026
Villas-Boas e a situação quase impossível no FC Porto que “assustou bastante”

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André Villas-Boas voltou a recordar as enormes dificuldades que a Direção teve de enfrentar para colocar o FC Porto de novo em equilíbrio financeiro, sublinhando o cenário encontrado quando assumiu a presidência.
«Realidade era muito difícil, quase uma batalha impossível, ao ponto de ter assustado bastante. O FC Porto, desde que eu tomei posse a 27 de abirl de 2024, tinha responsabilidades de 16 milhões de euros para pagar num mês e não tinha nenhuma possibilidade de fazer face às mesmas. Portanto, aí fomos salvos por sócios do clube, que nos permitiram a injeção de capital imediata para fazermos face a essas obrigações, onde se situavam pagamentos a fornecedores, a clubes, salários a funcionários ea jogadores das diferentes modalidades, que estavam em atraso. E não fosse a generosidade dessas pessoas, que hoje levamos no coração e nos têm ajudado, teríamos entrado numa situação difícil», começou por dizer o líder máximo dos dragões, em entrevista no podcast Primeiro Toque.
«Há muitas pessoas, como nós, que se relacionam com o amor total ao FC Porto e que não hesitaram em depositar dinheiro que é seu nas contas do clube. O FC Porto conseguiu devolver esse dinheiro, até dezembro de 2024, fruto da conclusão do projeto Porto StadeCo, que nos permitiu levantar 115 milhões de euros em US private placement bonds, portanto, em obrigações no mercado americano», prosseguiu.
«A partir daí, deu-se também, por continuidade desse projeto, a venda de parte da Porto StadeCo à Ithaka, portanto, uma construção de um negócio que já vinha da anterior administração. Elevou-nos o total de capital para cerca de 180 milhões de euros. E depois, em janeiro de 2025, as vendas do Nico González e do Galeno permitiram uma injeção de capital de 110 milhões de euros»; lembrou Villas-Boas.
«Todas estas operações foram absolutamente fundamentais para a sustentabilidade do clube, pelo menos a curto prazo, para a resolução de imensos problemas e para tornar o FC Porto um clube credível na banca, com os seus fornecedores, com os seus funcionários, com os seus jogadores. E depois, em continuidade com isso, permitiu-nos investir no plantel de 2025/26. Neste momento, por pequena diferença, o FC Porto não é atualmente o plantel mais valioso do futebol português, porque o do Sporting ainda está valorizado acima. Mas encontra-se muito perto, à distância de 10 milhões de euros», acrescentou.
«Uma transformação profunda, muitas dores de cabeça, muitos sustos, muita vergonha também, porque quando se está perante alguém e se diz que não temos capacidade de pagar algo ao qual estamos obrigados, custa, porque as pessoas também têm as suas próprias responsabilidades. E, no fundo, essa foi a grande vitória da nossa equipa de gestão», concluiu.







































