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·28 luglio 2026
Villas-Boas tentou convencer Lewandowski a assinar pelo FC Porto, revela agente

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Pini Zahavi, empresário de Robert Lewandowski, afirmou, numa entrevista ao WP SportoweFakty, que André Villas-Boas procurou persuadir o avançado polaco a representar o FC Porto, numa altura em que este estava livre após o fim do vínculo ao Barcelona.
Perante a questão sobre as alternativas que o ponta de lança tinha na Europa, o agente israelita foi claro ao garantir que nenhuma convenceu o jogador. «Em Espanha, só lhe interessava o Barcelona, a Alemanha não era uma opção, e a França também não, porque nunca o atraiu. Também não considerámos a Inglaterra», explicou, passando depois a abordar a possibilidade de rumar aos dragões.
«Sim, aconteceu, eu também falei com ele [Villas-Boas]. Conheço bem o Robert e sabia o que ele procurava. Queria divertir-se com a bola, sentir-se um líder, amar e ser amado. E o FC Porto podia garantir-lhe isso, pelo que parecia uma opção interessante», explicou, acrescentando que o emblema azul e branco «o queria muito» e «tentou convencê-lo até ao último momento», tendo o presidente portista chegado a contactar diretamente o atacante de 37 anos. Ainda assim, Lewandowski recusou transferir-se para Portugal e acabou por assinar pelo Chicago Fire, da MLS.
Zahavi adiantou ainda que, em janeiro, o internacional polaco recusou uma proposta milionária da Arábia Saudita, avaliada em 100 milhões de euros por época, por pretender continuar na Catalunha.
Aos 83 anos, o israelita é um dos agentes mais importantes do futebol mundial e esteve ligado a algumas das transferências mais significativas da história, incluindo a mudança de Neymar para o PSG e a compra do Chelsea por Roman Abramovich. Mais recentemente, foi também responsável pela transferência de Lewandowski para o Barcelona e pela chegada de Hansi Flick ao comando técnico do clube catalão.
A ida para os Estados Unidos surgiu na sequência da forte insistência do clube norte-americano. «Os chefes do Fire lutaram por ele mais do que qualquer outra pessoa», afirmou Zahavi, realçando a determinação e a criatividade demonstradas pela equipa de Chicago para concretizar a contratação. «Ofereceram-lhe o segundo maior contrato da MLS, logo a seguir a Leo Messi. Chicago queria mesmo o Robert», acrescentou.
Segundo o empresário, a saída dos blaugrana teve motivos relacionados com o futebol. Apesar de Joan Laporta querer prolongar a permanência do avançado por mais uma temporada, a decisão definitiva sobre a constituição do plantel pertenceu ao diretor desportivo Deco e ao treinador Hansi Flick. «Eles não podiam garantir a Robert um lugar no onze inicial, o que para ele era mais importante até do que o dinheiro», esclareceu o agente. Face à nova orientação traçada para o futuro do clube, começaram então a ser analisadas outras possibilidades.
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