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·23 aprile 2026

Vitória oficializa queixa na CBF por “erros claros” em duelo contra o Flamengo

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O Vitória formalizou, nesta quinta-feira (23), uma representação junto à CBF contra a equipe de arbitragem liderada por Anderson Daronco após a derrota por 2 a 1 para o Flamengo na Copa do Brasil. A diretoria do Leão aponta “erros claros e manifestos” em lances cruciais que poderiam ter resultado em cartões vermelhos para atletas rubro-negros. Além da reclamação formal, o clube baiano solicitou acesso aos áudios e imagens da cabine do VAR, comandada por Thiago Duarte Peixoto. Em suma, para entender por que não houve recomendação de revisão em campo.

Os lances contestados pelo Vitória envolvem dois episódios de suposta conduta violenta e um de jogada temerária. Primeiramente, o clube cita a cotovelada de Luiz Araújo em Ramon logo aos dois minutos de jogo. Logo após, cita um pisão de Arrascaeta também no lateral Ramon na etapa final, e a agressão de Saúl Ñiguez em Caíque Gonçalves. No documento enviado, o Rubro-Negro baiano afirma que a ausência de sanções comprometeu a “regularidade do jogo” e a integridade física de seus atletas.


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PC Oliveira reforça erro no lance de Saúl

A tese do Vitória ganhou força com a análise de PC Oliveira, especialista em arbitragem. No programa “Troca de Passes”, o ex-árbitro avaliou a jogada. Para ele, embora Luiz Araújo e Arrascaeta não merecessem o vermelho por serem movimentos de jogo, o lance de Saúl foi um erro grave.

“O braço do Saúl é mais que proteção. Tem gatilho. Pega o rosto do Caíque, e é uma ação para cartão vermelho. Daronco deu uma administrada e inverteu a falta. Era lance para expulsão”, pontuou o comentarista.

Veja a nota oficial do Vitória:

“O Esporte Clube Vitória encaminhou representação formal contra a arbitragem do gaúcho Anderson Daronco, auxiliado pelos assistentes Leila Naiara Moreira da Cruz (DF) e Michael Stanislau (RS), e o quarto árbitro Lucas Coelho Santos (RJ), que atuaram na partida diante do Flamengo, quarta-feira passada, no Maracanã, válida pela quinta fase da Copa do Brasil.

Para o clube, os erros claros e manifestos da arbitragem impactaram diretamente o andamento e a regularidade do jogo.

Os lances contestados foram listados pelo clube no documento apresentado ao Comitê de Arbitragem da CBF e a Diretoria de Competições da CBF.”

OS LANCES

1.1 – Aos 2 (dois) minutos do primeiro tempo, atleta Luiz de Araújo Guimarães Neto, do Clube de Regatas Flamengo, levantou o braço de forma deliberada e fora de disputa de bola e atingiu, com o cotovelo, o rosto do atleta Ramon Ramos Lima, do Esporte Clube Vitória, configurando, em tese, conduta violenta;

1.2 – Aos 34 (trinta e quatro) minutos do segundo tempo, o atleta Giorgian Daniel de Arrascaeta Benedetti, do Clube de Regatas Flamengo, ao disputar a bola, atingiu o atleta Ramon Ramos Lima do Esporte Clube Vitória, de forma temerária, no tornozelo, colocando em risco sua integridade física, o que resultou, inclusive, em sua substituição; e

1.3 – Aos 39 (trinta e nove) minutos do segundo tempo, o atleta Saúl Ñiguez realizou movimento adicional com o braço e atingiu o rosto do atleta Caíque Gonçalves do Esporte Clube Vitória, em lance sem disputa direta de bola, circunstância que igualmente caracteriza, conduta violenta.

O clube estranha que, apesar da gravidade dos lances acima descritos, a equipe de arbitragem deixou de adotar as medidas disciplinares cabíveis, evidenciando erro de avaliação em momentos decisivos da partida. “A ausência de sanção adequada às infrações relatadas comprometeu a observância das regras do jogo e a proteção à integridade física dos atletas”.

O Esporte Clube Vitória também manifesta preocupação quanto à atuação da equipe de arbitragem de vídeo (VAR), coordenada por Thiago Duarte Peixoto (SP). Embora os lances apresentados fossem passíveis de revisão, não houve recomendação para revisão em campo, o que configura falha relevante na utilização do protocolo do VAR, especialmente em situações envolvendo possível conduta violenta e aplicação do cartão vermelho.

Diante do exposto, o Vitória requer: a análise detalhada dos lances apontados; adoção das medidas cabíveis em relação à equipe de arbitragem; e o esclarecimento formal acerca dos critérios adotados nas decisões mencionadas.

ÁUDIOS DO VAR

O clube, ainda, solicitou via oficio ao presidente da FBF (Federação Bahiana de Futebol), que seja solicitado à CBF as gravações dos áudios entre os membros da equipe do VAR com a arbitragem de campo.

Requer também as imagens utilizadas para análise dos lances citados na reapresentação que, no entendimento do clube, seriam passíveis de advertência com cartão vermelho.

1) “Cotovelada” do Atleta Luiz Araújo (Flamengo) no Atleta Ramon (Vitória) aos 02 minutos do 1º tempo;

2) “Pisão” do Atleta Arrascaeta (Flamengo) no Atleta Ramon (Vitória) aos 34 minutos do 2º tempo;

3) “Cotovelada” do Atleta Saul (Flamengo) no Atleta Caíque (Vitória) aos 39 minutos do 2º tempo.

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