Portal dos Dragões
·8 maggio 2026
“Vou dar sempre o máximo para defender os valores do Clube”

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Duarte Cunha renovou contrato com o FC Porto até 2031 e descreveu a assinatura como a continuação de um sonho antigo, nascido quando chegou ao clube ainda em criança. Entre a ambição de alcançar a equipa principal, a aprendizagem na equipa B e a promessa de manter intacta a entrega diária, o extremo deixou um retrato de exigência e sentido de pertença. No centro de tudo, ficou uma garantia simples e direta: “vou dar sempre o meu máximo”.
O momento é de afirmação e compromisso para um jovem que fala do FC Porto como “o Clube do coração” e que encara cada etapa com a baliza bem definida. A crescer na equipa B, Duarte Cunha surge neste prolongamento contratual como alguém que não confunde reconhecimento com acomodação: há gratidão, há responsabilidade e há uma ideia fixa que atravessa todas as respostas, a de transformar promessa em chegada.
Ao falar da renovação, o extremo deixou claro que o vínculo agora prolongado tem um peso emocional que ultrapassa o papel assinado. Falou como quem olha para trás sem perder de vista o que ainda falta conquistar.
“Renovar com o Clube do meu coração é um momento muito especial. Sempre que visto esta camisola, dou o meu máximo, porque é a isso que este Clube me obriga desde que cá cheguei aos nove anos.”, afirmou. “Ao longo destes anos, sonhei sempre com este momento. Ao renovar contrato com o FC Porto estou a cumprir mais um sonho.”
Mais do que celebrar, Duarte Cunha encara a renovação como consequência natural de uma ligação antiga e de uma cultura de exigência que sente desde os primeiros anos. O tom é emotivo, mas também de dever, e isso ajuda a perceber porque razão a conversa rapidamente passa do orgulho para a ambição.
Quando abordou a própria evolução, fê-lo com consciência do caminho percorrido, mas sem qualquer sinal de satisfação precoce. A meta surgiu, por isso, sem rodeios.
“Acho que tem sido uma evolução muito boa. Se me dissessem aos nove anos que ia chegar aqui, não me acreditava.”, explicou. “Acho que tenho evoluído muito bem, mas ainda quero chegar mais longe, porque tenho um objetivo a cumprir, que é estrear-me pela equipa principal no Estádio do Dragão.”
É aí que o discurso ganha nitidez competitiva: o crescimento individual só faz sentido se abrir a porta ao palco principal. Para Duarte Cunha, evoluir não é o ponto de chegada; é apenas o caminho para um objetivo comum a tantos jovens da casa.
Questionado sobre a passagem para o futebol profissional, o jogador descreveu a mudança de patamar com naturalidade e destacou o impacto competitivo da Segunda Liga. Sem dramatizar a exigência, tratou-a como uma ferramenta de crescimento.
“São ritmos e campeonatos totalmente diferentes. A Segunda Liga é uma Liga extremamente competitiva, especialmente quando comparada com o campeonato de sub-19. Sou um jogador muito mais experiente e acho que a diferença de ritmos e dificuldades é muito positiva.”, analisou. “É nas dificuldades que os jogadores evoluem. Tenho-me sentido muito bem na equipa B e acredito que estou a evoluir.”
Nestas palavras percebe-se uma ideia de maturação sustentada na dureza do contexto. A equipa B surge como um espaço de aprendizagem real, menos protegido e mais exigente, precisamente o terreno onde um jovem percebe se está preparado para pedir mais a si próprio.
Esse percurso já lhe deixou marcas concretas, nas primeiras aparições e nos primeiros momentos de impacto. Ao recordar as estreias, Duarte Cunha falou de felicidade, sempre ligada à utilidade para o coletivo.
“Estreei-me contra o Académico de Viseu e ganhámos esse jogo. Fiquei muito feliz por ter conseguido ajudar a equipa. O meu primeiro golo foi contra o Torreense, num jogo em que ganhámos 3-0. Estou muito feliz, acima de tudo.”
Mesmo ao revisitar episódios naturalmente especiais, o extremo mantém a narrativa centrada na equipa. É um detalhe de linguagem que reforça a imagem de um jogador que quer crescer dentro de uma lógica de grupo, antes de se projetar individualmente para patamares mais altos.
Na relação com a equipa principal, o discurso foi de paciência ativa: esperar, sim, mas sempre a aprender. Duarte Cunha mostrou-se disponível para absorver tudo o que o rodeia sempre que sobe de contexto.
“É um sonho treinar com a equipa principal e espero ainda conseguir jogar. Acredito que as oportunidades surgem com o tempo e com o trabalho.”, sublinhou. “Bebo tudo o que posso em todos os treinos e tento aprender com os jogadores mais experientes, que já passaram por todas as competições importantes, inclusive pela Champions. Tento beber do que eles me ensinam.”
O verbo repete-se e não é por acaso: “beber” experiência, rotinas, exigência e referências. Na forma como se descreve, Duarte Cunha aparece menos como alguém à espera de uma oportunidade e mais como um jogador a preparar-se para estar pronto quando ela surgir.
Houve ainda espaço para olhar para fora do clube, para os títulos conquistados com a seleção nacional, sem que isso desviasse o centro da conversa. O que podia soar a consagração foi apresentado como impulso para continuar.
“Foi tudo muito rápido. Primeiro um Europeu, que já tinha sido um feito inacreditável e, logo a seguir, um Mundial. Parece surreal, mas é verdade.”, reconheceu. “Foi muito bom, mas ainda há muito caminho pela frente, principalmente o sonho de jogar no Estádio do Dragão.”
Também aqui a lógica se repete: celebrar, sim, mas sem perder de vista o objetivo maior que identifica no FC Porto. Os sucessos acumulados servem de combustível, não de travão, e o Dragão volta a surgir como imagem central de tudo o que quer alcançar.
Quando falou do reconhecimento recebido, Duarte Cunha deixou transparecer o impacto emocional desse gesto. A referência ao clube e ao presidente foi breve, mas suficiente para mostrar o peso do momento.
“É sempre muito bom ser reconhecido pelo Clube e pelo presidente. Nós ficámos todos muito felizes. Fiquei arrepiado com a volta que demos ao Estádio do Dragão.”
O arrepio de que fala ajuda a fechar o círculo entre pertença e ambição. O estádio não surge apenas como símbolo distante de um sonho futuro; é também um lugar de confirmação afetiva, daqueles que ajudam a consolidar a convicção de quem quer lá chegar para ficar.
Essa linha prolongou-se quando abordou os exemplos que tem dentro de portas e o caminho que pretende seguir. O extremo colocou o foco no trabalho diário e nos jogadores que fizeram da formação uma ponte para a equipa principal.
“Acredito que com trabalho, sacrifício e o amor que sentimos ao treinarmos todos os dias no nosso Clube do coração é mais fácil. Todos os jogadores têm o objetivo de jogar no Estádio do Dragão.”, sintetizou. “Eu olho para os jogadores que vieram da formação e chegaram à equipa principal como um exemplo, porque é esse o caminho que quero seguir.”
Não há mistério na fórmula que apresenta: trabalho, sacrifício e identificação com o clube. O resto, no seu discurso, parece depender de consistência e tempo, duas ideias silenciosas que atravessam toda a conversa.
Foi com o mesmo registo que deixou a mensagem mais direta para os adeptos, sem promessas de fantasia e com uma garantia de entrega total. O compromisso, aqui, foi assumido sem ornamentos.
“Podem esperar o mesmo Duarte, com a mesma vontade de trabalhar, com uma motivação extra deste contrato e com muita responsabilidade.”, garantiu. “Posso prometer a todos os portistas que vou dar sempre o meu máximo e defender os valores do nosso Clube e da nossa cidade.”







































