Portal dos Dragões
·18 de junho de 2026
1939: o roubo em Lisboa que levou o FC Porto a sair de campo e acabou com “Coimbra é Norte!” após a queda do Benfica

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Em 18 de junho de 1939, o FC Porto protagonizou um dos capítulos mais marcantes da sua trajetória na Taça de Portugal. Depois de vencer o Benfica por 6-1 na primeira mão das meias-finais, no Estádio do Lima, a equipa portista apresentou-se em Lisboa com uma vantagem confortável, mas acabaria envolvida numa partida polémica.
Na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, o Benfica chegou ao 6-0 aos 68 minutos, igualando a eliminatória. A arbitragem de António Palhinhas, de Setúbal, foi duramente contestada, num encontro marcado também por queixas relativas ao comportamento do público, com o guarda-redes Soares dos Reis a jogar sob o efeito de bombinhas de carnaval lançadas junto à sua baliza.
Face ao desenrolar dos acontecimentos, e já depois das expulsões de Francisco Reboredo e António Santos, o presidente portista Ângelo César mandou a equipa abandonar o relvado em gesto de protesto. Mais tarde, o FC Porto apresentou ainda uma exposição à Federação Portuguesa de Futebol.
A decisão teve consequências disciplinares: os jogadores expulsos foram castigados, a equipa respondeu por abandono do terreno de jogo e o presidente também foi alvo de procedimento pelas declarações prestadas no final.
O desfecho acabaria por ser amargo para os lisboetas. Na final da Taça de Portugal, o Benfica perdeu com a Académica por 4-3, resultado festejado no Porto com uma frase que ficou na memória: “Coimbra é Norte!”.
Desse jogo ficou igualmente uma imagem emblemática: Soares dos Reis tenta aliviar uma bola na área, sob o olhar atento do defesa Fernando Sacadura.







































