Calciopédia
·13 de janeiro de 2026
20ª rodada: Inter e Napoli empatam e mantêm aberta a corrida pelo título da Serie A

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·13 de janeiro de 2026

A 20ª rodada da Serie A confirmou, em tom alto, tudo aquilo que se anunciava na abertura do returno, e que vem sendo o padrão da competição nos últimos anos: o equilíbrio. O duelo entre Inter e Napoli, centro gravitacional do fim de semana, entregou exatamente esse retrato. Em San Siro, a líder foi testada como ainda não havia sido, saiu duas vezes na frente, mas encontrou pela primeira vez o sinal de igualdade na temporada diante do atual campeão do país – desfalcado, porém, ainda muito competitivo e resiliente. O empate manteve os nerazzurri na dianteira, mas também reforçou a ideia de que a disputa pelo scudetto segue aberta.
Ao redor desse duelo, a rodada espalhou histórias que ajudam a explicar o momento do campeonato. A Juventus viveu sua atuação mais convincente sob o comando de Luciano Spalletti e aplicou uma goleada que vai além do placar, sinalizando crescimento coletivo e confiança renovada após o recente tropeço contra o Lecce. O Milan, por sua vez, voltou a sair de campo com a sensação de alívio e frustração ao mesmo tempo, arrancando um ponto no fim em Florença, contra uma Fiorentina que segue jogando acima da posição que ocupa. Apenas um lapso ou a recuperação violeta de fato está acontecendo? Em paralelo, o Genoa respirou com força ao construir uma vitória sólida em casa, com resultado que pesa na luta contra o rebaixamento e confirma uma curva de evolução desde a chegada de Daniele De Rossi.
A rodada também teve impacto direto na zona de luta por Liga Europa. O Como voltou a mostrar competitividade ao arrancar um empate nos acréscimos contra o Bologna, enquanto a Atalanta confirmou o bom momento e encostou de vez na briga por vagas europeias. Mais abaixo, o Parma encontrou na virada em Lecce um respiro fundamental na luta pela permanência, ao passo que Lazio e Verona protagonizaram um duelo pobre em ideias, resolvido em um detalhe infeliz.
O retrato da tabela após 20 jogos traduz bem esse cenário. A Inter segue líder com 43 pontos, ainda sustentada pelo melhor ataque do campeonato, mas vê o Milan na perseguição direta, com 40. Logo atrás, Juventus, Napoli e Roma aparecem coladas, todos com 39 – porém, até quinta, piemonteses e romanos terão um jogo a mais. O Como se mantém firme na sexta posição e em futebol jogado, enquanto a Atalanta cresce e já aparece como ameaça real na disputa europeia. No meio, Lazio, Bologna e Udinese tentam estabilizar campanhas irregulares. Já na parte de baixo, Genoa e Cagliari respiram com dificuldade, enquanto Lecce, Fiorentina, Pisa e Verona seguem em alerta máximo. Confira tudo isso no resumo completo da jornada.
Gols e assistências: Dimarco (Thuram) e Çalhanoglu (pênalti); McTominay (Elmas) e McTominay (Lang) Tops: Dimarco (Inter) e McTominay (Napoli) Flops: Akanji (Inter) e Beukema (Napoli)
A líder tropeçou, mas sem cair. Em um jogo muito quente, como tinha de ser, a Inter saiu duas vezes na frente em San Siro, controlou longos trechos do jogo e ainda assim teve de se contentar com o empate, seu primeiro na Serie A, diante de um Napoli remendado, curto de opções e cheio de ausências importantes. Mesmo assim, o time de Antonio Conte encontrou em McTominay o seu eixo emocional e competitivo, capaz de responder nos momentos exatos. O 2 a 2 não tira os nerazzurri da ponta e os mantém com três pontos de vantagem sobre o Milan e quatro em relação a Juventus, Napoli e Roma.
O início foi de domínio interista, com circulação rápida e ocupação agressiva dos corredores, especialmente com Dimarco e Bastoni. A vantagem veio cedo, em jogada bem construída pelo lado esquerdo e finalizada pelo ala italiano, que já se acostumou a aparecer na área com naturalidade. O Napoli, sem Anguissa, Lukaku, Gilmour, De Bruyne e David Neres, parecia sentir o peso do contexto, mas resistiu. E quando teve espaço, foi cirúrgico. McTominay aproveitou a desatenção no meio, apareceu com liberdade e deixou tudo igual, recolocando os visitantes no duelo e compensando o seu erro no gol da Inter.
O segundo tempo mudou de tom. A Inter voltou menos intensa, cedeu espaços e passou a administrar em vez de acelerar. O Napoli cresceu na confiança, embora seguisse dependente de ações pontuais. O lance-chave veio no pênalti muito bem convertido por Çalhanoglu, em meio a muita reclamação e à expulsão de Conte. Parecia o golpe definitivo, daqueles que líderes aplicam quando sabem sofrer. Só parecia. Porque, outra vez, McTominay apareceu como figura central, venceu a marcação e empatou pela segunda vez, confirmando uma escrita incômoda para os nerazzurri: contra eles, o escocês nunca perdeu, e sempre deixa o seu.
O apito final selou um empate que diz muito sobre a corrida pelo título. A Inter segue na frente, mas volta a expor oscilações defensivas em jogos grandes, compensadas pelo poder ofensivo que ainda sustenta a campanha. O Napoli, mesmo desfalcado, saiu fortalecido pela resposta anímica e pelo protagonismo de quem se torna cada vez mais ídolo dessa equipe. Ninguém disparou, ninguém caiu.
Gols e assistências: Comuzzo (Gudmundsson); Nkunku (Fofana) Tops: Dodô (Fiorentina) e Nkunku (Milan) Flops: Kean (Fiorentina) e Estupiñán (Milan)
A Fiorentina confirmou a evolução vista nas últimas semanas e voltou a apresentar o melhor futebol da sua temporada diante do Milan, controlando boa parte do jogo e criando as chances mais claras. A Viola foi mais organizada, mais agressiva sem a bola e mais consciente com ela. O prêmio veio na segunda etapa, quando Comuzzo subiu mais alto após cobrança de escanteio e abriu o placar, traduzindo em gol um desempenho que já merecia vantagem bem antes. O Diavolo, personificado em Pulisic, teve duas oportunidades de sair na frente nos primeiros 45 minutos – uma foi para fora, e a outra parou em De Gea.
O problema, mais uma vez, esteve nos detalhes. Assim como havia acontecido contra a Lazio, a Fiorentina não matou a partida quando teve espaço para isso e acabou pagando caro no fim. O Milan, que havia desperdiçado oportunidades claras ao longo do confronto e sofrido com a consistência defensiva dos donos da casa, encontrou o empate aos 90 minutos com Nkunku, aproveitando uma das raras falhas de encaixe da defesa mandante. Um daqueles lances que parecem roteiro repetido: a equipe de Massimiliano Allegri pouco produz, mas, saem vivos graças a um golpe tardio. E, de quebra, ainda sobrevive a um turbilhão de emoções na sequência – como o chute de Brescianini, cria rossonera, no travessão nos acréscimos. Contra o Genoa, na 19ª rodada, também tivemos igualdade arrancada no apagar das luzes e um pênalti desperdiçado pelos rossoblù.
O empate deixa um gosto amargo para os dois lados. Para o Milan, porque o desempenho ficou aquém do esperado e o ponto arrancado não empolga na corrida pelo topo. Para a Fiorentina, porque a sensação é clara de que poderia – e talvez devesse – ter vencido. Ainda assim, há um recado importante: o nível de atuação é alto, consistente e competitivo, longe de um time condenado. Se esse futebol se mantiver, mesmo com erros pontuais e com Kean ainda buscando a regularidade da temporada passada, os pontos necessários para a permanência tendem a chegar. O desafio agora é transformar boas exibições em vitórias.
Assim como na rodada anterior, o Milan arrumou empate no fim e frustrou a Fiorentina, que deixou escapar um triunfo no apagar das luzes (Getty)
Gols e assistências: Bremer (Miretti), David (Thuram), Yildiz, Terracciano (contra) e McKennie (Kalulu) Tops: McKennie e Miretti (Juventus) Flops: Terracciano e Baschirotto (Cremonese)
Show, como há tempos o torcedor juventino não presenciava. A Juventus apresentou sua versão mais convincente desde a chegada de Luciano Spalletti e atropelou a Cremonese com autoridade, numa noite em que o coletivo falou mais alto do que qualquer brilho individual. O placar elástico de 5 a 0 nasceu cedo, com a equipe controlando ritmo, espaço e intensidade desde os primeiros minutos, desmontando a corajosa adversária com uma pressão muito funcional. Bremer abriu caminho – após desviar, de cabeça e sem querer, um chute de Miretti –, David deu sequência e, a partir dali, a equipe grigiorossa foi punida por não se amedrontar. Somente após um placar irreversível o time de Davide Nicola decidiu se defender com mais vigor.
Com apenas 35 minutos, em rebote na cobrança de pênalti, Yildiz marcou o terceiro e sacramentou qualquer esperança visitante. O que mais chamou atenção, porém, foi a forma. A Juventus não se apoiou em uma única solução ofensiva, tampouco ficou refém de bolas longas ou jogadas previsíveis. Miretti e McKennie flutuaram com muita inteligência, enquanto David participou ativamente da construção, associando jogo e devolvendo confiança ao próprio repertório. Yildiz apareceu no momento certo, o gol contra de Terracciano – por pouco não creditado para McKennie – foi consequência da pressão constante e a equipe manteve intensidade mesmo após a vantagem confortável, algo que nem sempre se via em outros momentos da temporada. O quinto e último gol foi justamente do norte-americano, de cabeça, após um ótimo cruzamento de Kalulu pela direita.
A goleada, a mais pesada dos últimos anos em competições nacionais, confirma um momento claro de crescimento: são 16 pontos nos últimos 18 disputados e uma Juventus que começa a parecer mais segura de si, tanto com a bola quanto sem ela. Spalletti dá sinais de ter encontrado um equilíbrio funcional, não por dependências individuais, mas como uma engrenagem completa.
Gols e assistências: Koné (Soulé) e Soulé (El Shaarawy) Tops: Soulé e Koné (Roma) Flops: Vranckx e Cheddira (Sassuolo)
A Roma fez valer o peso do Olímpico e a paciência para transformar controle em resultado diante do Sassuolo. Depois de um primeiro tempo travado, cheio de contatos e poucas brechas, a equipe de Gian Piero Gasperini encontrou soluções na etapa final e resolveu a partida em menos de cinco minutos. Soulé foi o fio condutor do despertar giallorosso, participando diretamente dos dois gols e dando o tom de uma vitória construída mais na insistência do que no brilho coletivo.
O início foi desconfortável para os donos da casa. O Sassuolo encaixou marcações individuais por todo o campo, apertou a saída e chegou a assustar algumas vezes com Ismaël Koné e Laurienté, travados por um inspirado Svilar. A Roma teve posse, mas esbarrou no bloqueio visitante e penou para transformar volume em chances reais, a ponto de Gasperini mexer cedo, alterar peças ofensivas e tentar quebrar o ritmo imposto pelos emilianos, que se defendiam muito bem contra uma das sensações do campeonato.
No segundo tempo, o cenário mudou gradualmente até virar um cerco. A pressão aumentou, as individualidades começaram a aparecer e, quando o Sassuolo começou a perder fôlego, a brecha apareceu. Manu Koné abriu o placar ao completar o cruzamento de Soulé, aliviando a tensão, e poucos minutos depois o argentino aproveitou outra jogada bem construída para fechar o placar. A Roma ainda poderia ter esticado mais a vantagem, porém, já nos acréscimos, Koné e El Shaarawy pecaram nas finalizações. O 2 a 0 refletiu o crescimento romano após o intervalo e manteve a equipe firme na parte alta da tabela, enquanto os visitantes acabaram engolidos pela intensidade final e chegaram ao sexto jogo sem vitória, tendo pela frente o Napoli fora de casa. Alerta ligado para o time de Fabio Grosso.
Na melhor apresentação da temporada, a Juventus goleou a Cremonese e impôs pressão sobre o pelotão que briga pelo título (Getty)
Gols e assistências: De Ketelaere (Bernasconi) e Pasalic Tops: De Ketelaere e Carnesecchi (Atalanta) Flops: Simeone e Vlasic (Torino)
A Atalanta confirmou o bom momento e deu mais um passo firme na corrida pelas vagas europeias ao bater o Torino por 2 a 0. Logo cedo, De Ketelaere voltou a ser decisivo, aproveitando cobrança de escanteio para abrir o placar de cabeça e dar tranquilidade a uma equipe que vem crescendo rodada após rodada e parece ter se consolidado na sétima posição. O resultado colocou a Dea a apenas três pontos do Como, sexto colocado, e reforçou a sensação de que o time de Raffaele Palladino encontrou um caminho competitivo também na Serie A.
O primeiro tempo foi majoritariamente controlado pelos donos da casa, que conseguiram explorar bem os lados do campo e circular a bola com paciência. Zalewski apareceu bastante pela esquerda, Bernasconi deu profundidade e De Ketelaere se movimentou com inteligência atrás de Krstovic, criando dificuldades constantes para a linha defensiva granata. O Torino até tentou responder, sobretudo com Aboukhlal e Zapata buscando jogo aéreo, mas esbarrou em uma Atalanta mais organizada e atenta, que ainda precisou lidar com a saída forçada de Djimsiti por lesão antes do intervalo.
Na etapa final, o cenário mudou de tom. Marco Baroni mexeu, lançou Ilkhan, Simeone e Adams, e o Torino cresceu, empurrou o confronto para o campo ofensivo e acumulou oportunidades, parando em intervenções decisivas de Carnesecchi, especialmente nas conclusões de Maripán e Simeone – Cholito, a propósito, perdeu ocasião cara a cara. A Dea soube sofrer, abaixou linhas quando necessário e chegou a quase ampliar o placar como na chance desperdiçada por Krstovic, e o chute de Zappacosta na trave do Toro. Foi já nos acréscimos que a Atalanta matou o duelo em contra-ataque, com Pasalic aproveitando o último abafa adversário para fechar o placar. Uma vitória madura, que confirma o embalo em Bérgamo e mantém o time vivo na briga em competições europeias.
Gols e assistências: Baturina (Rodríguez); Cambiaghi (Castro) Tops: Rodríguez (Como) e Miranda (Bologna) Flops: Vojvoda (Como) e Rowe (Bologna)
O empate no Giuseppe Sinigaglia teve cara de frustração para o Bologna e gosto de insistência premiada para o Como. Os visitantes chegaram a enxergar o fim do jejum de seis rodadas sem vencer e ainda flertaram com a imposição da primeira derrota dos lariani em casa nesta Serie A, mas tudo mudou com a expulsão de Cambiaghi, autor do gol que abriu o placar. A partir daí, o time de Cesc Fàbregas ganhou fôlego, empurrou o jogo para o campo ofensivo e passou a rondar a área com mais convicção, mantendo-se vivo até o último suspiro.
Antes do intervalo, o duelo já mostrava sinais de que não seria simples para ninguém. O Como teve mais controle com bola, tentou acelerar pelos lados e encontrou em Rodríguez uma válvula constante de escape, capaz de quebrar linhas com dribles e dar fluidez às jogadas. Do outro lado, o Bologna respondeu como pôde, apostando em transições e em ajustes defensivos após a saída de Lucumí por lesão, antes da primeira meia hora de jogo, com Vitík entrando para reorganizar o setor. Houve chances para ambos os lados. Logo aos 50 segundos, Fabbian partiu dentro da área após tabela com Freuler e passou para Castro, que finalizou sem força, Cambiaghi então ficou cara a cara com Butez, que fez um milagre para defender e se aquecer para o restante da partida. O Como respondeu com Paz, após retomar uma bola mal tocada na defesa, com Ravaglia fazendo a defesa dessa vez.
Com pouco minutos da etapa final, um jogo até então morno, virou de vez. Cambiaghi se redimiu do erro inicial ao marcar para os rossoblù, em uma belíssima arrancada após retomada de Castro, porém comprometeu todo o plano ao ser expulso por uma cotovelada muito infantil em Van der Brempt, deixando seus companheiros em inferioridade numérica por boa parte do segundo tempo. O Como aproveitou o cenário, cresceu emocionalmente, chegou a acertar a trave com Paz e ainda teve um pênalti inicialmente marcado, mas corretamente anulado após revisão. Quando parecia que a resistência visitante seria suficiente, Baturina apareceu nos acréscimos e desenhou o empate com um lindo chute no ângulo de Ravaglia, coroando a pressão final e mantendo o time da casa firme na disputa por algo maior nesta temporada.
A Roma cresceu no segundo tempo, derrotou o Sassuolo e se manteve firme na briga pela Europa (Getty)
Gol: Nelsson (contra) Tops: Lazzari e Gila (Lazio) Flops: Bernede e Gagliardini (Verona)
Verona e Lazio protagonizaram um duelo travado, de ritmo baixo e quase nenhuma emoção, facilmente o mais pobre da 20ª rodada. A primeira etapa foi um longo exercício de paciência: posse maior dos visitantes, bloco baixo dos mandantes e raras aproximações reais às áreas. As poucas chances surgiram em ações isoladas, sem sequência, num cenário em que a organização defensiva pesou mais do que qualquer ambição ofensiva. O Hellas até se mostrou aplicado sem a bola, mas sofreu quando precisou construir; já a equipe celeste controlou, girou, porém, esbarrou na própria carência criativa.
Após o intervalo, houve leve mudança de temperatura, muito mais pela insistência do que pela qualidade. O time da casa arriscou um pouco além do conforto inicial, enquanto os biancocelesti ganharam fôlego com as substituições e passaram a ocupar melhor os corredores. Ainda assim, nada que lembrasse um jogo realmente aberto. E foi exatamente assim que aconteceu, num cruzamento pela direita que terminou em desvio infeliz de Nelsson contra as próprias redes, o gol da Lazio. O suficiente para decidir uma noite sem brilho, mas muito comemorada pelo time da capital.
A vitória recoloca a Lazio no caminho após um mês, novamente longe de Roma e outra vez resolvida no fim, enquanto o Verona paga pela dificuldade recorrente em casa quando precisa propor. Fora das quatro linhas, os gialloblù tentam olhar adiante e anunciaram a chegada de dois brasileiros: Arthur Borghi, goleiro de 18 anos vindo do Corinthians, e Isaac, ex-Atlético Mineiro, apostas para oxigenar um elenco que carece de soluções. Já Maurizio Sarri, que também tem poucas opções, já promoveu as estreias de Taylor e Ratkov, substitutos de Guendouzi e Castellanos.
Gols e assistências: Stulic (Banda); Tiago Gabriel (contra) e Pellegrino (Bernabé) Tops: Bernabé e Pellegrino (Parma) Flops: Banda e Tiago Gabriel (Lecce)
O Lecce começou em ritmo elétrico e abriu o placar logo no primeiro minuto com Stulic, aproveitando a desatenção defensiva do Parma e incendiando o Via del Mare. O gol precoce deu aos salentinos a sensação de controle, ainda mais em um confronto direto pela sobrevivência, mas o panorama mudou com o decorrer da peleja, apesar da bola na trave de Maleh. Aos poucos, os crociati ganharam campo, suportaram a pressão inicial e passaram a rondar a área adversária, mantendo-se vivos mesmo sem grande brilho ofensivo.
O ponto de virada veio na etapa final, quando Banda, até então o jogador mais perigoso do Lecce, acabou expulso após uma entrada duríssima em Del Prato, deixando os donos da casa em inferioridade numérica. A partir daí, o Parma cresceu e encontrou o empate em um lance infeliz da defesa mandante, com Tiago Gabriel desviando contra o próprio patrimônio após jogada construída por Bernabé, antes disso, o camisa 10 já havia acertado um balaço na trave de Falcone. O empate desmontou o plano salentino, enquanto os visitantes passaram a acreditar de vez na virada.
E foi aí que surgiu, mais uma vez, Pellegrino. O atacante argentino confirmou a fama de decisivo e, como já virou hábito, resolveu tudo pelo alto, aproveitando cobrança de escanteio para decretar o 2 a 1 de cabeça. O Lecce ainda perdeu Gaspar no fim e terminou com nove jogadores, sem forças para reagir. A vitória afastou o Parma da zona de descenso e consolidou o seu camisa 9 como novo símbolo crociato, enquanto os salentinos saíram de campo com a sensação amarga de um jogo que escapou pelas próprias mãos.
Em franca ascensão, a Atalanta venceu o Torino e ratificou que pode reagir o suficiente para lutar por vaga em torneios continentais (Getty)
Gols e assistências: Colombo (Malinovskyi), Frendrup e Østigard (Martín) Tops: Østigard e Colombo (Genoa) Flops: Rodríguez e Idrissi (Cagliari)
O Genoa deu um passo importante fora da zona de aperto ao construir uma vitória clara sobre o Cagliari no Luigi Ferraris, num jogo que começou equilibrado, mas terminou com cara de afirmação. O time de Daniele De Rossi abriu cedo o placar com Colombo, novamente decisivo e cada vez mais à vontade como referência ofensiva, aproveitando a desatenção da defesa dos sardos. Mesmo em vantagem, os grifoni não tiveram vida fácil no primeiro tempo, recuaram além da conta e precisaram contar com intervenções decisivas de Leali para não verem o rival crescer demais antes do intervalo.
A partida mudou de tom depois da pausa. O Genoa voltou mais agressivo, encurtou espaços e passou a pressionar a saída adversária com muito mais convicção. As alterações surtiram efeito imediato, a equipe ganhou presença no campo ofensivo e empurrou o Cagliari para trás. Frendrup apareceu na hora certa, com um lindo chute de fora da área, traduzindo em gol o melhor momento dos donos da casa, que já davam sinais claros de domínio da disputa.
Com o cenário sob controle, o golpe final veio na bola parada. Østigard completou de cabeça cobrança de falta precisa de Martín e transformou o que era uma vitória trabalhosa em placar elástico. O 3 a 0 aproximou o Genoa dos próprios sardos na classificação, confirmou a evolução recente após o empate com o Milan e devolveu confiança a um ambiente complicado, mas promissor.
Gols e assistências: Kabasele (Zaniolo) e Davis (pênalti); Tramoni (Aebischer) e Meister Tops: Zaniolo (Udinese) e Tramoni (Pisa) Flops: Piotrowski (Udinese) e Léris (Pisa)
O empate no Friuli deixou a sensação de que a Udinese fez bastante coisa certa, mas voltou a esbarrar na falta de regularidade. Zaniolo foi novamente o fio condutor das ideias dos bianconeri, participativo, criativo e decisivo na bola parada, alcançando números que não registrava desde 2022. Ainda assim, a equipe de Kosta Runjaic precisou correr atrás depois de sofrer um golaço de Tramoni e, mesmo virando o placar, não conseguiu sustentar a vantagem diante de um Pisa competitivo, que saiu de Údine com um ponto valioso na luta contra o rebaixamento.
O primeiro tempo teve domínio territorial dos friulanos, mas começou com um golpe duro aplicado pelos visitantes. Tramoni acertou um chute indefensável e colocou os toscanos em vantagem, obrigando a Udinese a reagir rápido. A resposta veio no jogo aéreo, com Kabasele aproveitando o escanteio cobrado por Zaniolo para empatar. E, depois, no pênalti convertido por Davis, que explorou bem sua força física e deu outra cara ao ataque da casa. O Pisa, limitado por conta de lesões de algumas peças, sentiu o peso da virada e passou a jogar mais atrás, tentando sobreviver até o intervalo.
Na etapa final, o cenário se inverteu. A Udinese baixou o ritmo, tentou administrar e acabou castigada pela insistência adversária. Tramoni voltou a ser decisivo ao participar da jogada do empate, finalizada por Meister após rebote em uma excelente defesa de Okoye, o que reacendeu o jogo no Friuli. O duelo virou um vaivém nervoso, com chances claras e bolas na trave para os dois lados: para os visitantes, com o autor do segundo tento; para os mandantes, Atta carimbou o poste e, na sequência do lance, Davis perdeu um gol inacreditável dentro da pequena área. No fim, o 2 a 2 refletiu bem o que foi a tarde: os bianconeri presos ao meio da tabela e o Pisa mostrando que, mesmo pressionado, ainda tem fôlego para reagir.
Carnesecchi (Atalanta); Çelik (Roma), Kalulu (Juventus), Østigard (Genoa), Dimarco (Inter); McKennie (Juventus), Bernabé (Parma), Miretti (Juventus), McTominay (Napoli); Soulé (Roma), Colombo (Genoa). Técnico: Luciano Spalletti (Juventus).









































