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Calciopédia

·27 de janeiro de 2026

22ª rodada: beneficiada por tropeços dos rivais, a Inter ensaia primeira fuga na Serie A

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A 22ª rodada da Serie A tinha cara de divisor de águas e, no fim das contas, foi exatamente isso: tivemos folga em clássico, goleada histórica e uma tabela que ficou ainda mais afiada na parte de cima. Em Milão, a líder Inter até flertou com o desastre sob chuva, saiu perdendo por 2 a 0, mas transformou o susto em show e atropelou o lanterna Pisa por 6 a 2, recebendo ainda presentes mais tarde. Em Turim, no grande jogo da rodada, a Juventus de Luciano Spalletti jogou à altura da expectativa, passou por cima do Napoli com um 3 a 0 que não foi só placar – foi recado. O resultado aproximou os bianconeri do rival na corrida pela Champions League e, de quebra, ampliou o incômodo azzurro na perseguição à Beneamata, mesmo com o retorno de Lukaku.

No Olímpico, Roma e Milan ficaram no 1 a 1 num empate indigesto para os dois lados: os giallorossi desperdiçaram a chance de manter folga no G4 e só não venceram porque não aproveitaram as chances da etapa inicial, enquanto os rossoneri esticaram a invencibilidade para 21 partidas e, ainda assim, viram sua rival se distanciar mais na ponta da tabela. E, se na capital houve equilíbrio, em Como foi pura avalanche: o 6 a 0 sobre o Torino foi a maior goleada desta edição e a mais elástica da história dos lariani, que se colocam com mais força na briga por vaga em torneios continentais.


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Mais abaixo na tabela, o Genoa buscou um 3 a 2 improvável contra o Bologna, revertendo a extensa desvantagem depois da expulsão de Skorupski e só marcou golaços para obter seu feito. Já a Atalanta fez 4 a 0 no Parma para seguir viva na corrida europeia e o Cagliari freou a reação da Fiorentina. Por fim, o Lecce segurou um 0 a 0 útil contra a Lazio, e a Udinese bateu o Verona por 3 a 1, mantendo os gialloblù afundados.

Na tabela, a Inter segue no topo com 52 pontos e agora vê o Milan, segundo, com 47, tentando não deixar o campeonato escapar; logo atrás, Roma e Napoli aparecem empatados com 43, mas a Juventus já encostou com 42, deixando o bloco da Champions League ainda mais movimentado. O Como vem logo na sequência, com 40, e reforça a pressão por G4, enquanto a Atalanta (35) tenta se aproximar desse pelotão; mais abaixo, Bologna com 30, Lazio e Udinese com 29 cada, formam um miolo que ainda pode olhar para cima. A parte intermediária da classificação segue cheia, com Genoa, Cremonese, Parma e Torino estacionados nos 23. Na parte mais baixa da competição, o Lecce tem 18, a Fiorentina fica com 17, e Verona e Pisa fecham o pelotão com 14, cada vez mais pressionados. Confira tudo isso no resumo da jornada.

Inter 6-2 Pisa

Gols e assistências: Zielinski (pênalti), Lautaro (Dimarco), Esposito (Bastoni), Dimarco (Thuram) e Bonny (Dimarco); Moreo e Moreo (Tramoni) Tops: Dimarco e Zielinski (Inter) Flops: Sommer e Luis Henrique (Inter)

A noite chuvosa no San Siro começou como um pesadelo improvável para a líder. Dois erros claros de Sommer colocaram o Pisa em vantagem cedo, com Moreo aproveitando tanto um passe mal calculado do goleiro quanto uma cobrança de escanteio para marcar duas vezes, tudo isso antes da primeira meia hora de jogo. A Inter, atônita por alguns minutos, parecia presa entre a pressa e a incredulidade, errando decisões simples e oferecendo espaços. O cenário só começou a mudar quando Cristian Chivu interveio antes do intervalo, mexendo na estrutura e dando outro ritmo ao time, que passou a ocupar melhor o campo ofensivo e a empurrar os visitantes para trás.

A virada emocional e técnica veio com a entrada de Dimarco no lugar de Luis Henrique, ainda no primeiro tempo, o que alterou completamente o desenho do jogo. Carlos Augusto foi jogar na ala direita e, pela esquerda, a Inter ganhou profundidade, cruzamentos mais agressivos e presença constante na área. O pênalti convertido muito bem por Zielinski recolocou os nerazzurri na partida, Lautaro empatou de cabeça em jogada construída pelo novo fôlego do lado canhoto, e Esposito, já nos acréscimos da primeira etapa, virou o placar novamente numa construção por aquele flanco – transformando um primeiro tempo caótico em vantagem heroica, construída em sete minutinhos. A partir dali, o confronto perdeu qualquer resquício de equilíbrio: o Pisa sentiu o golpe, enquanto a equipe da casa passou a jogar solta e muito mais confiante.

No segundo tempo, a superioridade virou uma goleada acachapante. Dimarco marcou um belo gol de voleio, com a bola batendo nas duas traves antes de entrar, Bonny aproveitou espaços cada vez maiores para ampliar, e Mkhitaryan fechou a conta. O Pisa, que havia sonhado alto com a dobradinha de Moreo, foi engolido pelo volume, pela qualidade técnica e pela leitura rápida da Inter, que transformou um jogo difícil em um passo fundamental para a corrida pelo scudetto: agora se vê cinco pontos à frente do segundo colocado, o Milan.

Roma 1-1 Milan

Gols e assistências: Pellegrini (pênalti); De Winter (Modric) Tops: Çelik (Roma) e Maignan (Milan) Flops: Wesley (Roma) e Rafael Leão (Milan)

A Roma empatou pela primeira vez nesta Serie A e, de quebra, viu o Milan esticar a sua sequência invicta para 21 jogos no campeonato. Porém, o 1 a 1 no Olímpico deixou aquela sensação de que ninguém saiu realmente feliz. A Loba perdeu a oportunidade de manter distância para a Juventus, que encostou na tabela, enquanto o Diavolo, mesmo preservando o segundo lugar, assistiu a Inter abrir cinco pontos na liderança e ganhar ainda mais conforto na corrida pelo título.

O jogo, porém, não foi morno: a Roma foi superior por boa parte da noite, especialmente no primeiro tempo, quando amassou o Milan com pressão alta, volume e uma sequência de chances que fizeram Maignan virar o protagonista do jogo. Koné e Malen apareceram como motores ofensivos – com o camisa 14 perdendo um gol inacreditável aos 18 minutos –, enquanto o time de Massimiliano Allegri mal conseguia respirar e praticamente não incomodou Svilar antes do intervalo. No último lance da primeira etapa, o arqueiro francês ainda fez um milagre para salvar o que seria o gol de Çelik.

Na segunda etapa, o Milan voltou mais ajustado e foi cirúrgico no que tem sido seu mantra até aqui: precisou de pouco para machucar. Aos 62, após jogada de escanteio pela esquerda, Modric encontrou De Winter na área, e o zagueiro subiu para cabecear e abrir o placar. A Roma não se desorganizou, seguiu em cima e chegou ao empate 10 minutos depois, em cobrança de pênalti cometido por Bartesaghi. Pellegrini bateu firme, cruzado, e deixou tudo igual, dando números finais ao confronto.

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Maignan evitou um destino pior para o Milan no duelo com a Roma, mas a Inter escapou na ponta mesmo assim (IPA)

Juventus 3-0 Napoli

Gols e assistências: David (Locatelli), Yildiz (Miretti) e Kostic Tops: Yildiz e Thuram (Juventus) Flops: Juan Jesus e McTominay (Napoli)

A Juventus atropelou o Napoli por 3 a 0 e transformou o clássico em uma fotografia bem nítida do momento dos dois lados: enquanto a equipe de Lucino Spalletti ganhou corpo, ritmo e convicção, o time de Antonio Conte saiu de Turim com mais um capítulo de crise e a sensação de estar correndo atrás de um trem que já partiu. Com o placar, os bianconeri encostaram na tabela: agora estão separados por um ponto. Só que o golpe maior foi simbólico. Os azzurri já se veem a nove da líder Inter, mesmo com a estreia de Giovane, o retorno de Lukaku no segundo tempo e voltas de peças nas próximas rodadas – até lá, o plantel segue remendado. De quebra, o treinador segue sem vencer a Juve em Turim na carreira.

O início teve o Napoli com mais bola, mas a posse foi estéril e previsível, muito canalizada pelo lado esquerdo. A Juve, em contrapartida, mordeu alto e, quando cercou Lobotka com vários homens, o jogo virou uma sequência de dores para os visitantes. Antes do intervalo, os bianconeri já tinham deixado avisos com Conceição, McKennie e Thuram – o francês, aliás, empilhou progressões que rasgaram o meio-campo rival e ainda mandou uma bola na trave. O 1 a 0 saiu aos 22: depois de uma confusão na área, Locatelli encontrou David, que venceu o corpo a corpo com Spinazzola e superou Meret, dando a resposta que o próprio Spalletti vinha cobrando do seu centroavante. O time visitante acusou o golpe, e ainda precisou de Buongiorno salvando em cima da linha para não ir ao vestiário com um prejuízo maior.

A volta do intervalo trouxe um Napoli mais adiantado, mas sem transformar ímpeto em perigo real: Bremer ganhou praticamente todos os duelos com Højlund, McTominay passou longe de ser determinante e Di Gregorio atravessou a noite sem sustos relevantes. Spalletti leu o cansaço do rival e mexeu cedo, colocou Kostic e Cabal nas vagas de Cambiaso e Conceição, reorganizando a equipe, o que esfriou de vez as tentativas dos azzurri pelas laterais e deu outra cara ao controle do jogo.

O 2 a 0 foi quase um retrato do que o Napoli viveu no segundo tempo: erro que vira castigo. Aos 77, Juan Jesus entregou nos pés do recém-entrado Miretti, e o meia achou Yildiz para empurrar a partida ladeira abaixo. No fim, ainda veio o golpe final com Kostic, que acertou um chute cirúrgico de fora da área e fechou o 3 a 0, com Meret batido pela terceira vez. A Juve saiu aplaudida, com cara de time que encontrou uma engrenagem mais coletiva, sem depender apenas de suas individualidades. Os campeões italianos, por sua vez, deixaram Turim com o peso do placar, da distância para a Inter e da certeza incômoda de que, neste momento, a briga mais urgente é para não perder o vagão da Champions League. Da próxima, aliás, já que a sua situação na atual está complicadíssima.

Como 6-0 Torino

Gols e assistências: Douvikas (Da Cunha), Baturina (Valle), Da Cunha (pênalti), Douvikas (Baturina), Kühn (Caqueret) e Caqueret Tops: Douvikas e Baturina (Como) Flops: Coco e Maripán (Torino)

O passeio do Como começou cedo e em nenhum momento deu sinais de trégua. Desde os primeiros minutos, a equipe de Cesc Fàbregas impôs um ritmo alto, ocupou o campo ofensivo com naturalidade e expôs, sem cerimônia, as fragilidades defensivas do Torino. Bastaram poucos minutos para transformar a tarde à beira do lago em um exercício de superioridade. Douvikas abriu o placar, e Baturina ampliou pouco depois, com tempo e espaço de sobra para escolher o canto – foi o terceiro gol do croata na Serie A, todos nas três partidas mais recentes. Mesmo com alguma tentativa de organização visitante, o primeiro tempo já deixava claro que o jogo caminhava em mão única.

Na etapa complementar, o Como não apenas manteve o controle como elevou o tom. A circulação seguiu fluida, a pressão pós-perda funcionou muito bem e os erros grenás passaram a se multiplicar. Da Cunha converteu o pênalti que escancarou de vez o placar, e Douvikas voltou a aparecer para transformar a vitória em goleada e chegar a oito tentos na Serie A. O detalhe que chama atenção é a naturalidade com que as ações se desenrolaram: Caqueret entrou dominando o meio, Baturina ditando ritmo, Douvikas atacando espaços… tudo encaixado. Paz, em tarde discreta, viu o coletivo resolver.

O 6 a 0 foi fechado com Kühn e Caqueret, ambos com golaços de fora da área, coroando a maior goleada desta edição da Serie A e a mais elástica dos biancoblù na competição. Para o Torino, restou a constatação amarga de uma tarde de colapso total, que quase derrubou Marco Baroni; para os lariani, foi mais um passo firme rumo à zona europeia, com autoridade suficiente para deixar claro que não se trata de uma surpresa passageira, mas de um projeto que sabe exatamente o que fazer e como fazer.

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A Juventus atropelou o Napoli no clássico e encostou nos azzurri (Getty)

Fiorentina 1-2 Cagliari

Gols e assistências: Brescianini (Dodô); Kiliçsoy (Palestra) e Palestra (Esposito) Tops: Palestra e Mina (Cagliari) Flops: Comuzzo e Pongracic (Fiorentina)

No Artemio Franchi, a partida começou em marcha lenta, com poucos lances realmente claros e uma pilha de erros dos dois lados, mas o Cagliari foi ganhando o controle emocional do confronto direto e encontrou seu caminho pela direita, onde Palestra voltou a ser o fator decisivo. Perto da meia hora, Zé Pedro o acionou em profundidade, e o jovem emprestado pela Atalanta caprichou no cruzamento para Kiliçsoy testar e colocar os sardos em vantagem. A Fiorentina tentou responder, chegou perto do empate com Gudmundsson, mas Caprile segurou a onda e manteve os rossoblù na frente.

Na volta do intervalo, a Viola mexeu e promoveu a estreia de Fabbian no lugar de Mandragora, só que o roteiro não mudou: a equipe seguiu com dificuldade para criar perigo consistente, enquanto o Cagliari permaneceu compacto e pronto para acelerar quando surgia espaço. E foi justamente no primeiro lance do reforço, que perdeu uma bola no meio-campo, que o resultado foi encaminhado. Em uma transição, aos 47 minutos, Esposito serviu e Palestra apareceu na área para finalizar com muita calma e ampliar, confirmando, mais uma vez, por que vem sendo tratado como um dos nomes mais impactantes da temporada na faixa direita. Depois, aos 63, ainda houve a estreia de Sulemana, substituindo o garçom do segundo tempo.

A Fiorentina voltou ao jogo com Brescianini, que aproveitou um cruzamento rasteiro de Dodô para diminuir aos 73 e reacender o estádio, criando um cenário de pressão contínua até o fim. A equipe da casa foi para o abafa e quase encontrou o empate com o próprio Brescianini, mas Mina tirou a bola quase em cima da linha. No fim, os rossoblù resistiram, comemoraram um triunfo grande fora de casa e chegaram a 25 pontos, abrindo distância da zona de rebaixamento e freando a reação da Viola, que foi novamente empurrada para o Z3.

Atalanta 4-0 Parma

Gols e assistências: Scamacca (pênalti), De Roon (De Ketelaere) e Raspadori (Krstovic) e Krstovic Tops: Krstovic e De Ketelaere (Atalanta) Flops: Britschgi e Circati (Parma)

A Atalanta confirmou a maré de recuperação ao atropelar o Parma por 4 a 0, mantendo vivo o objetivo de se recolocar na briga por Europa. Mesmo com um início mais parado e um susto em cabeceio de Benedyczak, a equipe de Raffaele Palladino foi ganhando volume até transformar a diferença técnica em vantagem concreta. O placar começou a ser desenhado quando Britschgi derrubou Zalewski na área e abriu caminho para o pênalti muito bem cobrado por Scamacca. Pouco depois, a pressão alta voltou a ser determinante, com a bola recuperada na saída e De Roon aparecendo para finalizar e ampliar o marcador ainda antes do intervalo.

Do outro lado, o Parma até tentou se reorganizar num desenho mais prudente, com Benedyczak isolado e o time abaixando suas linhas, mas passou tempo demais encurralado no próprio campo. Na volta do vestiário, vieram mudanças para buscar outra cara – as entradas de Oristanio, Valeri e Pellegrino, por exemplo –, só que a melhora ficou mais na intenção do que no efeito. A diferença foi que, quando os emilianos finalmente ameaçaram respirar, Carnesecchi apareceu como um dos nomes da tarde.

Krstovic entrou, passou a incomodar na pressão e ajudou a empurrar o Parma para trás outra vez; numa dessas ações, a bola chegou para Raspadori, que aproveitou a chance e marcou seu primeiro gol pela Dea. O 3 a 0 matou qualquer resquício de reação visitante. O golpe final veio com requintes de crueldade para os ducali: além de não encontrar o caminho para balançar a rede, o Parma ainda terminou com um a menos, já que Valenti se machucou e as substituições haviam se esgotado. Nesse cenário, Krstovic ainda teve tempo de deixar o dele e fechar o placar.

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Paz discreto? Sem problemas: Baturina brilhou na maior goleada do Como na história da Serie A (Getty)

Genoa 3-2 Bologna

Gols e assistências: Malinovskyi, Ekuban (Marcandalli) e Junior Messias (Marcandalli); Ferguson (Domínguez) e Otoa (contra) Tops: Junior Messias e Malinovskyi (Genoa) Flops: Skorupski e Ravaglia (Bologna)

O Genoa assinou uma das viradas mais importantes da rodada: perdia por 2 a 0, virou o jogo e terminou vencendo o Bologna por 3 a 2 com três golaços que fizeram o Luigi Ferraris quase vir abaixo. Até a expulsão de Skorupski, o roteiro era todo visitante: o time de Vincenzo Italiano tinha encaixado melhor a posse, Ferguson abriu o placar com um chute rasteiro de fora da área e, no começo do segundo tempo, a vantagem aumentou quando Rowe acelerou e o cruzamento rasteiro de Zortea desviou em Otoa, matando Bijlow. A equipe de Daniele De Rossi, que já vinha com dificuldade para ameaçar, parecia entregue.

O treinador colocou o seu time para frente, pondo os experientes Malinovskyi e Junior Messias nos lugares de Ekhator e Martín. Na sequência, veio o lance que rachou a partida ao meio. O goleiro Skorupski se aventurou quase no meio de campo, perdeu a bola e derrubou Vitinha, recebendo vermelho direto pela falta. O Bologna ficou com um a menos e precisou entregar o gol a Ravaglia. As alterações de De Rossi surtiram efeito imediato e o jogo, que estava morno para os donos da casa, virou um incêndio em questão de minutos.

Na sequência, apenas festa para o Genoa. Aos 62 minutos, na cobrança da falta cometida por Skorupski, que teve longa revisão pelo VAR, Malinovskyi diminuiu com um petardo. O empate veio pouco depois, com um voleio de Ekuban, outro que foi colocado em campo por De Rossi no segundo tempo. Os mandantes empurraram o Bologna para dentro da própria área e, nos acréscimos, veio a cereja do caos: Junior Messias, na entrada da área, puxou para o meio e, de canhota, acertou o ângulo de Ravaglia, fazendo 3 a 2 para os grifoni – um golaço que ainda foi simbólico por encerrar o jejum do brasileiro, que vinha desde o início de 2024-25. Uma virada gigante, construída em detalhes que mudaram tudo e finalizada do jeito mais cruel possível para quem tinha o jogo na mão.

Lecce 0-0 Lazio

Tops: Ramadani (Lecce) e Gila (Lazio) Flops: Stulic (Lecce) e Cancellieri (Lazio)

Na Apúlia, Lecce e Lazio ficaram no 0 a 0 num jogo que espelhou bem o momento ansioso dos dois lados: mais iniciativa e volume dos salentinos, e um time de Maurizio Sarri sem brilho, a ponto de terminar o primeiro tempo sem sequer finalizar no alvo. Eusebio Di Francesco recuperou Danilo Veiga na defesa, reposicionou Siebert pelo miolo e apostou em Banda na frente, enquanto a equipe visitante precisou remendar o meio por conta da suspensão de Cataldi e do novo problema de Rovella, com Vecino na regência e Basic aberto pela direita; na área, Dia voltou após a Copa Africana de Nações, e Lazzari reapareceu como titular. Os mandantes empurraram, pararam em Provedel em chances com Coulibaly e Pierotti, e ainda acertaram a trave com Ramadani, num recado claro de que o empate, se viesse, seria com gosto de frustração.

Na etapa final, os biancocelesti tentaram mudar o tom, mas continuaram com pouca criatividade. Ainda assim, o que ficou foi um duelo de poucas brechas, com Provedel segurando uma falta venenosa de Sottil e o Lecce levando perigo em finalizações de Ramadani e do estreante Cheddira, sem transformar a pressão em vantagem. No fim, o ponto tira os salentinos do Z3 e devolve a Fiorentina à zona de rebaixamento, enquanto a Lazio sai com um empate útil, mas com sinais de alerta pelo futebol apagado e pelas rusgas públicas entre Sarri e o presidente Claudio Lotito em relação a reforços e a saídas; algumas delas atribuídas pelo cartola a mau relacionamento entre atletas e o técnico. A boa notícia para o torcedor dos aquilotti é que o ídolo Romagnoli não será mais negociado. Ao menos foi o que o clube fez saber, em nota – desagradando o zagueiro.

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A Fiorentina sucumbiu em casa para o Cagliari e voltou para a zona de descenso (Getty)

Verona 1-3 Udinese

Gols e assistências: Orban (Sarr); Atta (Zemura), Zanoli e Davis (Atta) Tops: Atta e Davis (Udinese) Flops: Slotsager e Nelsson (Verona)

A Udinese foi objetiva e impôs um 3 a 1 que diz muito sobre o momento das equipes: enquanto os friulanos jogaram com autoridade fora de casa, o Verona confirmou a fase pesada, seguiu afundado na zona de rebaixamento e viu o Marcantonio Bentegodi virar um palco de impaciência. Mesmo sem transformar o jogo em um espetáculo, a formação visitante controlou as ações com mais presença física, mais repertório e, principalmente, com Davis sendo um problema constante para quem tentou marcá-lo no mano a mano.

O primeiro tempo teve um roteiro bem claro: a Udinese rondou mais a área e saiu na frente quando Atta finalizou e contou com o desvio de Slotsager para enganar Perilli. Só que a vantagem durou pouco, porque o Verona, mesmo na má fase, ainda tem veneno no contra-ataque. Poucos minutos após o gol, numa arrancada de Sarr, Orban apareceu na área para empatar e manter o jogo vivo. Daí em diante, tivemos um confronto meio travado, com poucas chances realmente claras, mas com a sensação de que os bianconeri estavam sempre mais perto de transformar volume em resultado.

Na volta do intervalo, o Verona perdeu ainda mais o controle, e a Udinese foi cirúrgica: após cobrança de falta na barreira, a bola sobrou na área e Zanoli marcou um belíssimo gol, com a bola entrando no ângulo. O terceiro veio, aos 66 minutos, com Davis, que, além de infernizar a defesa o jogo inteiro, acertou um petardo de canhota para fechar a conta e tirar qualquer esperança de reação gialloblù. O Hellas até tentou responder, mas ficou no quase e no esforço isolado de Orban; a equipe de Kosta Runjaic, por sua vez, administrou a reta final da partida sem muitos problemas, venceu com folga e saiu com um resultado que lhe dá confiança e tranquilidade.

Sassuolo 1-0 Cremonese

Gol: Fadera Tops: Laurienté e Koné (Sassuolo) Flops: Bonazzoli e Bianchetti (Cremonese)

O Sassuolo leu direitinho a crise da Cremonese, marcou cedo e administrou o 1 a 0 no Mapei Stadium, encerrando o próprio jejum que vinha desde 6 de dezembro e empurrando os grigiorossi para oito rodadas sem vitória. O lance decisivo nasceu do lado esquerdo, logo aos 3 minutos, com Laurienté, que finalizou de fora da área; Audero não segurou o petardo, Fadera antecipou Bianchetti e colocou os neroverdi na frente. Com a vantagem no bolso, o time de Fabio Grosso abaixou a rotação e apostou num controle sem grandes sustos, ainda mais com o retorno de Berardi e a novidade Moro como titular, com Pinamonti começando no banco.

A Cremonese até tentou reagir, mas foi previsível, sem quebrar o muro neroverde por dentro e com pouca eficiência pelos lados. O momento mais agudo do primeiro tempo veio num erro de Walukiewicz, quando Barbieri virou o jogo e Vandeputte achou Vardy na área, mas Muric salvou com o pé. A resposta da Cremo não ganhou corpo: Zerbin entrou cedo no lugar de Collocolo, porém o cenário seguiu travado. Na segunda etapa, quem flertou com o 2 a 0 foram os mandantes, com Moro, Laurienté de falta, e até Doig exigindo trabalho de Audero, enquanto Grosso ainda deu minutos a Berardi, Pinamonti e Thorstvedt para elevar a qualidade de seu time. A equipe visitante ainda se safou de placar mais elástico nos acréscimos, quando o chute de Pierini bateu na trave. Com a vitória, o Sassuolo volta a respirar com mais tranquilidade na tabela.

Seleção da rodada

Maignan (Milan); Palestra (Cagliari), Mina (Cagliari), Locatelli (Juventus), Dimarco (Inter); Da Cunha (Como), Caqueret (Como), Thuram (Juventus); Baturina (Como); Douvikas (Como), Krstovic (Atalanta). Técnico: Cesc Fàbregas (Como).

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