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·09 de março de 2026
23 expulsões: final entre Cruzeiro e Galo termina com recorde inglório

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O Cruzeiro quebrou o jejum e conquistou o título do Campeonato Mineiro de 2026. A vitória por 1 a 0 sobre o Atlético, contudo, ficou marcada pela enorme batalha campal que aconteceu segundos antes do término dos acréscimos, quando o goleiro Everson sofreu falta de Christian e partiu para cima do jogador da Raposa, dando início a uma confusão enorme que terminou com um novo recorde para o futebol brasileiro: 23 expulsões.
Até ontem, o "recorde nacional" era de 22 expulsões, que aconteceu no Torneio Rio-São Paulo de 1954, quando uma confusão generalizada entre jogadores da Portuguesa e do Botafogo terminou até mesmo com Mané Garrincha sendo punido pela arbitragem. Vale lembrar que na época ainda não existiam os cartões e as exclusões eram feitas apenas por comunicação verbal do árbitro.
É possível argumentar que o recorde ainda seja mundial, mas isso vai depender de "homologação". O famoso Guinness Book coloca a marca para o jogo entre Tongham Youth Club e Hawley, em um torneio britânico em 1969, com os mesmos 22 expulsos que o jogo brasileiro. Porém, há relatos de um jogo da quinta divisão argentina, entre Club Atlético Claypole e Victoriano Arenas, em 2011, com 36 expulsões (todos os jogadores relacionados, titulares e no banco).
Na Copa Libertadores, em seus velhos tempos, um duelo terminou com menos cartões, mas digno de uma "menção honrosa". Em 1971, Boca Juniors e Sporting Cristal realmente se enfrentaram na Bombonera. Foram 19 expulsão e, além disso, todos os jogadores acabaram presos e alguns foram hospitalizados.
O árbitro do jogo, o paulista Matheus Candançan, não chegou a mostrar nenhum cartão vermelho em campo, deixando para fazer na súmula o anúncio das expulsões, detalhando mais os primeiros envolvidos, Everson e Christian, enquanto os demais acabaram com uma descrição padrão.
"Por após receber uma falta, derrubar seu adversário, partir para cima e com brutalidade, atingir com o joelho, o rosto do seu adversário de Nº 88. Esclareço que após essa ação teve início uma briga generalizada, não sendo possível apresentar o cartão vermelho", descreveu Candançan sobre a punição ao goleiro do Galo.
"Por atingir com a canela a cabeça de seu adversário de Nº 22, com uso de força excessiva e intensidade alta, quando a bola já estava em posse do goleiro. Esclareço que após essa ação teve início uma briga generalizada, não sendo possível apresentar o cartão vermelho", relatou o árbitro sobre o cruzeirense.
Para os demais, a arbitragem não perdeu tempo descrevendo cada uma das ações, optando por um relato padrão: "Expulso por, durante a briga generalizada, após o término da partida, desferir e atingir com socos e pontapés seus adversários, não sendo possível apresentar o cartão vermelho devido ao tumulto".
Do Cruzeiro acabaram expulsos: Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo, Villalba, Kauã Prates, Christian, Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace, Gerson e Kaio Jorge.
No Atlético os vermelhos foram para: Everson, Gabriel Delfim, Preciado, Lyanco, Ruan Tressoldi, Junior Alonso, Renan Lodi, Alan Franco, Alan Minda, Cassierra e Hulk.









































