Calciopédia
·24 de fevereiro de 2026
26ª rodada: a Inter ampliou vantagem na liderança da Serie A e se aproximou do scudetto

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·24 de fevereiro de 2026

A 26ª rodada da Serie A acabou sendo muito mais decisiva do que o cenário inicial indicava. Em meio à pausa entre os jogos de ida e volta dos playoffs das competições europeias – até aqui constrangedores para os clubes italianos, com exceção de Bologna e Fiorentina, que venceram seus primeiros duelos – o campeonato nacional ganhou contornos ainda mais claros. A Inter fez a sua parte, enquanto Milan, Juventus e Napoli tropeçaram, redesenhando a corrida pelo G4 e colocando em prática uma contagem regressiva cada vez mais evidente para o 21º scudetto nerazzurro.
A líder foi pragmática fora de casa e venceu o Lecce por 2 a 0, abrindo 10 pontos sobre o Milan e ampliando a sensação de controle na ponta da tabela. Se nas semanas anteriores o discurso era de cautela, agora o cenário é de administração de vantagem. Do outro lado, os concorrentes diretos falharam: o Milan perdeu em San Siro para o Parma e viu a diferença crescer, enquanto o Napoli levou a virada da Atalanta em confronto direto, ficando ainda mais distante da briga pelo título e cada vez mais pressionado na disputa por vaga na Champions League.
Mais abaixo, a Roma aproveitou a rodada para empatar em pontos com os atuais campeões, enquanto Atalanta e Como encostaram de vez no bloco que briga pela Champions League – os comascos o fizeram ao superarem a Juventus, quinta colocada, em Turim. O G4, que parecia ter lutas consolidadas há algumas rodadas, voltou a ficar congestionado, com diferenças mínimas entre quinto, sexto e sétimo colocados, que também estão pouco atrás do terceiro e da quarta. A margem de erro diminuiu drasticamente, sobretudo para quem divide atenções com o calendário continental.
Na tabela, a Inter lidera com 64 pontos e vê o Milan estacionado nos 54. Napoli e Roma aparecem com 50, seguidos por Juventus com 46, já fora da zona de classificação à Champions League. Como e Atalanta, ambos com 45, mantêm pressão direta, enquanto o Bologna, com 36, segura a oitava posição. No miolo, Sassuolo (35), Lazio (34) e Udinese (32) ainda observam o pelotão europeu. Na parte inferior, Parma (32), Cagliari (29), Genoa (27) e Torino (27) respiram com alguma margem, mesmo que curta, enquanto Fiorentina, Cremonese e Lecce dividem os 24 pontos na luta contra o rebaixamento. Pisa e Verona seguem nas duas últimas colocações, ambos com 15, cada vez mais ameaçados de descenso. A reta final se aproxima – e, no topo, o cronômetro já parece correr a favor da Inter. Confira tudo isso no resumo da jornada.
Gols e assistências: Mkhitaryan e Akanji (Dimarco) Tops: Dimarco e Akanji (Inter) Flops: Cheddira e Pierotti (Lecce)
A Inter venceu o Lecce por 2 a 0 fora de casa, mas precisou de paciência para furar o bloqueio bem montado pelos anfitriões. Mais uma vez, a equipe de Cristian Chivu encontrou a solução nas bolas paradas e, sobretudo, na qualidade de Dimarco, que chegou à impressionante marca de 15 assistências na Serie A 2025-26. O recorde da competição em uma única edição pertence a Papu Gómez, com 16, e o ala nerazzurro segue firme na perseguição. Com o resultado, os líderes ampliaram a vantagem na ponta e consolidaram ainda mais o primeiro lugar, que lhes pertencerá ao menos por mais três rodadas. Com os tropeços de Milan e Napoli, a contagem regressiva para o 21º scudetto já começou.
Mesmo com ausências importantes, como as de Dumfries, Barella, Çalhanoglu e Lautaro, a Inter controlou as ações desde o início, criando as melhores oportunidades, embora encontrando resistência em Falcone e na defesa salentina. Luis Henrique teve grande chance neutralizada em cima da linha por Siebert, enquanto Thuram e Esposito também exigiram intervenções do goleiro. Do outro lado, o Lecce tentou aproveitar espaços, e Cheddira chegou a incomodar, mas sem transformar a postura competitiva em real perigo constante para Sommer.
A virada de chave veio na etapa complementar, quando Chivu acionou Mkhitaryan e Akanji. Em dois escanteios cobrados por Dimarco, a Inter resolveu a partida: primeiro com o armênio finalizando livre de marcação, depois com Akanji subindo de cabeça para ampliar, novamente com assistência direta do camisa 32 – que, antes, até chegara a balançar as redes também, mas em lance anulado por impedimento. O Lecce sentiu o golpe e já não conseguiu reagir, enquanto os visitantes administraram a vantagem com maturidade. No fim, mais uma atuação pragmática, eficiente e decisiva da Inter.
Gol e assistência: Troilo (Valeri) Tops: Troilo e Valenti (Parma) Flops: Rafael Leão e Bartesaghi (Milan)
O Milan foi surpreendido pelo Parma em pleno San Siro, perdeu por 1 a 0 e viu a disputa pelo scudetto praticamente escapar de vez. Com o tropeço diante de um adversário da parte inferior da tabela, os rossoneri encerraram uma sequência de 24 jogos de invencibilidade e permitiram que a Inter abrisse 10 pontos de vantagem na liderança. Mais do que a derrota em si, o que pesa é o contexto: ao longo da temporada, o time voltou a deixar pontos pelo caminho justamente contra equipes que brigam na metade de baixo da classificação. Dessa vez, de maneira ainda mais pesada.
A partida teve roteiro conhecido. O Milan assumiu o controle, pressionou, empurrou o Parma para trás e criou boas oportunidades, mas esbarrou na própria falta de eficiência. Pulisic e Jashari levaram perigo, enquanto Rafael Leão acertou a trave após passe de Rabiot. Do outro lado, os visitantes foram cirúrgicos. Aos 79 minutos, em cobrança de escanteio, a bola atravessou a pequena área e Troilo apareceu de cabeça para marcar. O lance, inicialmente anulado pelo árbitro por suposta falta de Valenti em Maignan, ainda passou por revisão do VAR antes da confirmação do gol. Já nos acréscimos, a bola sobrou para Füllkrug na área, que finalizou rasteiro para fora.
Sem conseguir reagir nos minutos finais, o Milan saiu de campo sob muita frustração e com a sensação de que a briga pelo título ficou distante demais. Já o Parma celebra um triunfo enorme fora de casa, que o deixou oito pontos acima da zona de rebaixamento e muito próximo de confirmar a permanência na elite. Em um campeonato decidido nos detalhes, o desfecho desse confronto em Milão pode ter sido um dos capítulos determinantes da temporada, nos dois lados da tabela.
O Parma soube se defender e contou com um gol polêmico para decretar o fim da invencibilidade de um Milan que se vê longe da disputa pelo scudetto (Getty)
Gols e assistências: Pasalic (Zalewski) e Samardzic (Bernasconi); Beukema (Gutiérrez) Tops: Pasalic e Samardzic (Atalanta) Flops: Olivera e Buongiorno (Napoli)
A Atalanta venceu o Napoli por 2 a 1, de virada, e entrou de vez na briga por vaga na próxima Champions League. O resultado deixa a equipe de Antonio Conte ainda mais distante do sonho do scudetto, agora 14 pontos atrás da Inter, e acende o alerta na disputa pelo G4, já que apenas cinco pontinhos separam os napolitanos dos próprios bergamascos, que ocupam a sétima colocação. Na Lombardia, a Dea mostrou força na segunda etapa e contou com Samardzic para decidir um confronto direto que pode pesar muito na reta final da temporada.
O primeiro tempo foi equilibrado, mas o Napoli saiu na frente com Beukema, que subiu totalmente livre para cabecear, aproveitando cobrança de falta de Gutiérrez e falha na organização defensiva adversária. A partida ganhou contornos tensos com a revisão de um pênalti inicialmente marcado após contato entre Højlund e Hien, decisão que acabou revertida após consulta ao VAR. A Atalanta cresceu aos poucos e levou perigo com Sulemana antes do intervalo, mantendo o duelo aberto. Os partenopei quase ampliaram nos acréscimos da primeira etapa após uma boa arrancada de Alisson Santos, mas o lance parou em Carnesecchi após finalização de Vergara.
Na etapa complementar, Raffaele Palladino mexeu na sua equipe e viu o panorama mudar. Pasalic empatou de cabeça, recolocando os donos da casa no jogo, e a pressão aumentou. O Napoli ainda teve um gol anulado no início do segundo tempo, num lance novamente envolvendo Højlund, mas a consistência bergamasca prevaleceu. A nove minutos do fim, Bernasconi encontrou Samardzic na área e, de cabeça, o camisa 10 decretou a virada. Conte tentou reagir com mudanças ofensivas, incluindo Lukaku e Giovane, porém o placar não se alterou. A vitória aproximou a Atalanta do pelotão europeu e colocou ainda mais tempero na corrida europeia.
Gols e assistências: Vojvoda (Douvikas) e Caqueret (Da Cunha) Tops: Da Cunha e Perrone (Como) Flops: Di Gregorio e Openda (Juventus)
A Juventus foi derrotada por 2 a 0 pelo Como em pleno Allianz Stadium e viu a crise ganhar contornos ainda mais evidentes – e ela precede exatamente o melhor momento da equipe na temporada. O time lariano venceu com um gol em cada tempo, aumentou a pressão sobre a Velha Senhora e encostou de vez na briga por vaga na Champions League, ficando apenas um ponto atrás dos bianconeri. O resultado também entrou para a história: foi apenas a segunda vez que os comascos venceram a gigante de Turim em turno e returno da Serie A, algo que não acontecia desde a temporada 1950-51. E olha que os biancoblù também tinham tirado pontos do Milan em visita a San Siro no meio de semana…
A equipe visitante abriu o placar ainda na primeira etapa, quando Douvikas aproveitou erro de McKennie e acionou Vojvoda, ex-Torino, que superou a marcação e contou com desvio para vencer Di Gregorio. A Juventus, já nervosa, pouco conseguiu produzir ofensivamente, apostando em lançamentos longos para Openda, sem efetividade. Antes do intervalo, Da Cunha ainda acertou o travessão após lance confuso na área.
Na segunda metade, Luciano Spalletti tentou alterar o panorama com a entrada de Conceição, mas qualquer possibilidade de reação foi esfriada no contra-ataque perfeito que resultou no gol de Caqueret, após escanteio a favor dos mandantes. A partir daí, o Como administrou a posse com tranquilidade, enquanto a Juventus demonstrava pouca organização e energia para reagir. A única chance mais concreta veio em cobrança de falta de Koopmeiners, que acertou o poste, seguida por cabeçada de David para fora. Entre vaias e frustração, o apito final confirmou mais um tropeço bianconero e um triunfo histórico para a equipe comandada por Cesc Fàbregas.
A Atalanta bateu o Napoli em confronto direto e, além de colocar os planos europeus do adversário em risco, entrou de vez na briga pelo G4 (Ansa)
Gols e assistências: Cristante (Pellegrini), Ndicka (Cristante) e Pisilli Tops: Cristante e Malen (Roma) Flops: Folino e Sanabria (Cremonese)
A Roma venceu a Cremonese por 3 a 0 no Olímpico e alcançou o Napoli na pontuação, chegando aos 50 pontos e mantendo-se na quarta colocação pelos critérios de desempate. O triunfo também abriu quatro de vantagem sobre a Juventus e reforçou a candidatura giallorossa a uma vaga na próxima Champions League. Do outro lado, a equipe visitante, que parecia ter a permanência na primeira divisão encaminhada, chegou a 12 rodadas sem vitória e agora volta suas forças para a briga contra a segundona.
No primeiro tempo, o time de Gian Piero Gasperini teve mais posse e iniciativa, empurrando a Cremonese para o próprio campo, mas encontrou dificuldades diante da organização defensiva rival. Zaragoza foi bastante acionado pelo lado direito, Mancini acertou o travessão de cabeça e Pellegrini tentou em cobrança de falta. Entretanto, o placar permaneceu zerado até o intervalo.
Na etapa final, a superioridade da Roma se traduziu em gols. Em escanteio cobrado por Pellegrini, Cristante apareceu de cabeça para abrir o marcador. A partir daí, os donos da casa mantiveram o controle e ampliaram com Ndicka, aproveitando desvio do próprio capitão, decisivo nesta noite, em cobrança de escanteio. Mais tarde, o prata da casa Pisilli fechou a conta. A Cremonese ainda tentou reagir, com Vardy exigindo boa defesa de Svilar, mas sem mudar o panorama. O resultado consolidou a arrancada romana e aprofundou a sequência negativa dos grigiorossi na reta decisiva do campeonato. Davide Nicola vinha fazendo um bom trabalho e tinha em mãos outro milagre, mas agora vê a sua vida se complicar.
Gol: Kean Tops: Kean e Ranieri (Fiorentina) Flops: Canestrelli e Iling-Junior (Pisa)
A Fiorentina venceu o Pisa por 1 a 0 no clássico da Toscana e ganhou fôlego na luta contra o rebaixamento. Com o resultado, a Viola chegou aos mesmos 24 pontos de Cremonese e Lecce, deixou a zona de descenso nos critérios de desempate e, enfim, enxergou uma luz no fim do túnel após uma improvável reação no campeonato. Já o time nerazzurro segue em situação delicada, estacionado nos 15 pontos e cada vez mais pressionado na penúltima colocação.
O gol decisivo saiu ainda no primeiro tempo, aos 13 minutos, com Kean aproveitando um bate-rebate da defesa adversária para empurrar a bola para as redes e somar o seu terceiro gol nas últimas três rodadas – agora ele tem oito e ocupa a terceira colocação na artilharia, junto com outros atletas. A equipe de Paolo Vanoli dominou amplamente a etapa inicial, com maior posse e volume ofensivo, criando outras oportunidades com Ndour e o próprio Kean, enquanto o goleiro Nícolas evitava um prejuízo maior para os visitantes. Fagioli, mais uma vez, comandou o meio-campo com boa circulação e ajudou a manter o controle territorial da partida.
Na segunda metade, o Pisa tentou reagir com mudanças promovidas por Oscar Hiljemark, incluindo as entradas de Meister, Durosinmi e Aebischer, além de Cuadrado, que teve chance clara, mas não acertou o alvo. A Fiorentina caiu de rendimento nos minutos finais e viu o rival criar boas oportunidades, com Meister levando perigo. Nos acréscimos, Fazzini desperdiçou grande ocasião após driblar Nícolas e o castigo quase veio a cavalo, mas Canestrelli, sozinho, mandou a pelota na lua. Ainda assim, o placar mínimo foi suficiente para garantir três pontos fundamentais em um confronto direto que pode pesar muito na definição da permanência na elite.
Em uma semana, o Como arrancou pontos de Milan e Juventus, se colocando na briga pela Champions League (Getty)
Gol: Bernardeschi (pênalti) Tops: Castro e Bernardeschi (Bologna) Flops: Buksa e Karlström (Udinese)
Embalado, o Bologna venceu a Udinese por 1 a 0 no Renato Dall’Ara e se manteve na oitava posição da Serie A, retomando o caminho das vitórias diante da própria torcida após longa sequência sem triunfos em casa – três meses e meio, no total. A partida foi equilibrada e marcada por muita disputa física, mas acabou decidida em um lance de pênalti no segundo tempo. Para os friulanos, o momento segue negativo, com mais uma derrota e dificuldades para transformar competitividade em resultado.
No primeiro tempo, o confronto teve poucas chances claras. O Bologna tentou assumir o controle com Castro como principal referência ofensiva, enquanto Orsolini e Rowe encontraram forte marcação, especialmente de Ehizibue. Do outro lado, a Udinese mostrou compactação e contou com boas participações de Zaniolo e Zemura, mas também esbarrou na falta de precisão nas finalizações. Okoye trabalhou em tentativas de Pobega e Castro, e o placar permaneceu zerado até o intervalo.
Na etapa final, os rossoblù quase marcaram aos 54 minutos, quando Orsolini desperdiçou um presente oferecido por Kabasele, no rebote, Rowe finalizou e Zemura, em cima da linha, bloqueou o chute que fatalmente entraria. Depois, Vincenzo Italiano promoveu as entradas de Bernardeschi, Cambiaghi e Moro, buscando mais dinamismo. Funcionou, de certa forma, já que Karlström calçou Castro na área e cometeu infração, inicialmente marcada fora do perímetro – a decisão foi revista e convertida em pênalti. Bernardeschi cobrou muito bem e abriu o marcador. A Udinese reagiu com postura mais ofensiva, criando oportunidades com Gueye, Zaniolo, Piotrowski e Zarraga, mas Skorupski apareceu com segurança para preservar o resultado. O triunfo manteve o Bologna ainda vivo na briga por posições europeias, ainda que distante. Já os visitantes acumularam a terceira derrota consecutiva, mas estão tranquilos no meio da tabela.
Gols: Norton-Cuffy, Ekuban e Junior Messias Tops: Norton-Cuffy e Baldanzi (Genoa) Flops: Ilkhan e Paleari (Torino)
O Genoa venceu o Torino por 3 a 0 em confronto direto na parte intermediária da tabela e ultrapassou o adversário, assumindo a 13ª colocação com 27 pontos. O resultado recolocou o Grifone nos trilhos após quase um mês sem triunfos e aprofundou a instabilidade granata – que a diretoria tentará sanar com a troca do demitido Marco Baroni por Roberto D’Aversa. A equipe de Daniele De Rossi construiu a vantagem ainda no primeiro tempo, aproveitando melhor os momentos-chave da partida, enquanto o Toro, que começou com mais posse e organização, pagou caro pelos próprios erros.
Aos 21 minutos, após jogada que terminou em chute de Ekuban defendido parcialmente por Paleari, Norton-Cuffy apareceu para completar e abrir o placar. O Torino tentou responder, com Obrador exigindo intervenção de Bijlow, mas voltou a ser castigado pouco antes do intervalo. Baldanzi, bastante participativo, finalizou para nova defesa do goleiro, e foi a vez de Ekuban aproveitar o rebote para ampliar. Nos acréscimos da etapa inicial, Ilkhan foi expulso por falta em Colombo, deixando os visitantes em situação ainda mais delicada. Houve também reclamações por um possível toque de braço de Ekuban em lance anterior, mas a decisão de campo foi mantida.
Na segunda metade, mesmo com um jogador a menos, o Torino tentou reagir, inspirado por Vlasic, que criou boas oportunidades, incluindo lançamento que terminou com Zapata superando o goleiro, mas vendo Østigard se recuperar para limpar. A pressão, contudo, perdeu força após erro de Pedersen, que pisou na bola (literalmente) e abriu espaço para o brasileiro Junior Messias decretar o 3 a 0. O Genoa administrou o restante do duelo com segurança, enquanto os granata deixaram o campo com a sensação de que o placar foi pesado demais para o que produziram, mas coerente com as falhas cometidas. O Toro precisa reagir, e logo, para não entrar de vez na briga contra o descenso, já que apenas três pontos o separam da zona de degola.
Decisivo, Cristante catapultou os giallorossi na briga por vaga na próxima Champions League (Arquivo/AS Roma)
Tops: Palestra (Cagliari) e Marusic (Lazio) Flops: Mina (Cagliari) e Pellegrini (Lazio)
Cagliari e Lazio não saíram do 0 a 0 na Sardenha, em um duelo equilibrado e de poucas conclusões claras, mas que ainda assim teve seus momentos de tensão. No primeiro tempo, os donos da casa foram mais perigosos, especialmente nas bolas paradas e nas transições rápidas. Provedel contou com a ajuda do poste em cabeçada de Zé Pedro, além de ver Adopo e Esposito desperdiçarem boas oportunidades. A equipe de Maurizio Sarri teve mais posse, tentou acelerar com Isaksen e Marusic pelos lados, mas esbarrou na falta de profundidade e não conseguiu transformar volume em chances reais.
Na etapa complementar, o panorama pouco mudou. O Cagliari seguiu competitivo, levou perigo com Dossena e Idrissi e ainda teve um gol de Palestra anulado por impedimento. A Lazio cresceu nos minutos finais, sobretudo após a expulsão de Mina, que recebeu o segundo amarelo ao cometer falta em Noslin. Com um homem a mais, os visitantes pressionaram e quase marcaram com Cataldi em duas tentativas, uma delas exigindo grande defesa de Caprile. No fim, o empate sem gols refletiu o equilíbrio da partida e garantiu um ponto importante para os rossoblù na caminhada pela permanência – e, outra vez, frustrou a torcida biancoceleste.
Gols e assistências: Pinamonti (Laurienté), Berardi e Berardi (Laurienté) Tops: Berardi e Laurienté (Sassuolo) Flops: Al-Musrati e Niasse (Verona)
O Sassuolo abriu a 26ª rodada com autoridade ao vencer o Verona por 3 a 0, confirmando a boa fase que já vinha desenhando nas derradeiras semanas. Com quatro triunfos nos últimos cinco compromissos, os neroverdi mostraram mais uma vez que, quando Berardi, Pinamonti e Laurienté estão conectados, o nível sobe consideravelmente. O placar começou a ser construído ainda na reta final do primeiro tempo: Pinamonti guardou o primeiro após receber passe de Laurienté, que aproveitou o vacilo de Bella-Kotchap na saída de bola, e pouco depois Berardi ampliou em cobrança de pênalti. Montipò até defendeu, mas, no rebote, o camisa 10 empurrou a bola para a rede.
Na volta do intervalo, o Verona tentou adiantar suas linhas, mas acabou oferecendo o cenário perfeito para o contra-ataque. Em uma escapada puxada por Laurienté, Berardi recebeu em campo aberto, conduziu com tranquilidade e finalizou para marcar o terceiro, assinando sua doppietta e decretando a superioridade dos comandados de Fabio Grosso. Do outro lado, as tentativas de Bowie e companhia não foram suficientes para mudar o rumo da partida, enquanto Garcia apareceu bem quando exigido. O Hellas ainda teve Al-Musrati expulso no fim da peleja.
Além do impacto na tabela, o resultado reforçou o protagonismo do camisa 10 neroverde: com os dois gols, Berardi ultrapassou nomes lendários como Rivera e Shevchenko na artilharia histórica da Serie A, com 129 tentos, consolidando ainda mais seu peso na história recente do campeonato. Para o Sassuolo, a vitória confirma um momento consistente e embala a equipe na parte intermediária da classificação; já o Verona, lanterna da competição, acumula mais um revés e vê a permanência na elite se tornar cada vez mais distante.
Caprile (Cagliari); Akanji (Inter), Troilo (Parma), Ndicka (Roma); Vojvoda (Como), Da Cunha (Como), Perrone (Como), Cristante (Roma), Dimarco (Inter); Berardi (Sassuolo), Laurienté (Sassuolo). Técnico: Cesc Fàbregas (Como).









































