3 meias ou 3 atacantes, como Roger Machado pode montar o São Paulo | OneFootball

3 meias ou 3 atacantes, como Roger Machado pode montar o São Paulo | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Blog do São Paulo

Blog do São Paulo

·11 de março de 2026

3 meias ou 3 atacantes, como Roger Machado pode montar o São Paulo

Imagem do artigo:3 meias ou 3 atacantes, como Roger Machado pode montar o São Paulo

São Paulo anunciou Roger Machado como novo treinador da equipe. O gaúcho chega para substituir Hernán Crespo, que foi demitido na manhã da última segunda-feira


Vídeos OneFootball


Siga o canal SÃO PAULO FC – NOTÍCIAS no WhatsApp: https://l1nk.dev/whatsappgrupospfc

Imagem do artigo:3 meias ou 3 atacantes, como Roger Machado pode montar o São Paulo

As diferenças entre Crespo e Roger: Exemplo claro disso é o estilo de marcação: enquanto o argentino constroi suas equipes com perseguições individuais, os times de Roger Machado, tradicionalmente, trabalham com marcação em zona.

Outra mudança a ser analisada é a estrutura-base do time. Antes, o Tricolor atuava entre duas formações: o 4-3-1-2 e o 3-5-2. Em ambas, a ideia consistia em um trio de meio-campista de mais controle e uma dupla de ataque, permitindo a escalação de Lucas Moura, Luciano e Jonathan Calleri juntos.

Roger, por sua vez, optou por escalar equipes em 4-2-3-1 em esmagadora parte de sua carreira. Isso indica a manutenção de um meio de campo mais cheio, mas indica uma não-utilizacão de dois atacantes, em detrimento de dois jogadores abertos.

Em seu último trabalho, no Internacional, o técnico optou por essa formação, com protagonismo ofensivo aos laterais. Ao contrário disso, o São Paulo cresceu de rendimento recente com impacto menos agudo de seus laterais.

Como o São Paulo pode jogar

Caso mantenha sua filosofia, Roger deve escalar o time em um sistema de 4-2-3-1. Assim, é pouco provável a manutenção do trio ofensivo (Lucas, Luciano e Calleri). Isso, pois, um deles teria que ser improvisado como meia-atacante ou meia-atacante pelos lados.

Imagem do artigo:3 meias ou 3 atacantes, como Roger Machado pode montar o São Paulo

Caso opte por isso, utilizando Luciano como camisa 10, o técnico gaúcho terá que abdicar do trio de mei0-campistas, que rendeu bons frutos com Damián Bobadilla, Danielzinho e Marcos Antônio.

Em seu início no Internacional, Roger conseguiu que a formação e seu estilo de jogo funcionassem com segurança defensiva e capacidade de pressionar alto. No Colorado, postava o time em 4-1-3-2 sem bola, com ajustes de altura a depender do posicionamento dos adversários.

Imagem do artigo:3 meias ou 3 atacantes, como Roger Machado pode montar o São Paulo

O São Paulo de Roger Machado pode se posicionar em 4-1-3-2 sem bola

Desse modo, construiu um time que permitia poucas ações adversárias por posse de bola, o que também contribuiu para ataques rápidos já no campo ofensivo. Entretanto, o jogo do seu Inter não se limitava a isso.

Em construção ofensiva com posse mais lenta, durante última passagem por Porto Alegre, Roger construiu modelo que partia em saída de bola com um dos volantes junto dos dois zagueiros, liberando os laterais. Passou, assim, a sustentar a construção e encher o campo ofensivo.

Imagem do artigo:3 meias ou 3 atacantes, como Roger Machado pode montar o São Paulo

Como o São Paulo pode se posicionar em ataque sob comando de Roger

À frente, o segundo volante e o meia (usualmente Alan Patrick) controlavam a posse, com os laterais alternando com os meias-abertos em amplitude. Essa escolha favorece combinações pelos lados, resultando em jogadas com boas condições de cruzamento – fator que pode vir a favorecer Calleri.

O que Roger Machado pensa de futebol?

Lateral-esquerdo de sucesso nos anos 1990, especialmente no Grêmio, clube pelo qual conquistou a Libertadores de 1995. Também brilhou pelo Fluminense, ao fazer o gol do título da Copa do Brasil de 2007.

Roger começou a sua carreira como treinador no futebol gaúcho, em clubes como o Juventude, Novo Hamburgo e Grêmio. Fora do Rio Grande do Sul, o treinador teve passagens por Atlético-MG, Palmeiras e Bahia.

Nos últimos anos, Roger voltou ao Tricolor Gaúcho na Série B, em 2022, e se destacou no Juventude em 2024. O último trabalho do técnico foi no Internacional, entre julho de 2024 e setembro de 2025. Acabou demitindo meses depois de ser campeão gaúcho.

Em entrevista exclusiva à edição 1520 de PLACAR, publicada em fevereiro de 2025, Roger falou sobre o que pensa de futebol. Confira respostas:

Você se considera um cara fora da caixa, mesmo? Acho que todos nós temos um pouco de estranheza em alguma parte de nossos raciocínios (risos). Penso que, se não criei, adotei uma forma de ver o jogo que foge um pouco do convencional. Ou, se não foge, pode levantar alguns questionamentos.

E como é isso? Parte da minha busca foi resgatar o futebol brasileiro. Enxergo uma partida de futebol como um grande círculo gigante. Digo aos atletas: “Vocês vão adorar o meu modelo, porque é o que mais gostam de fazer durante a semana”. Tento unir a roda de bobinho e o rachão, acredito que essas duas coisas são o futebol da forma como eu entendo, que são sete caras pela periferia e três caras por dentro. E é preciso manter essa forma circular, com esses caras por dentro, andando no campo.

O círculo não pode estar tão aberto para que as linhas de passe não fiquem muito longas. E não pode estar tão fechado para que os que estão dentro do bobo tenham mais facilidade de roubar [a bola]. Desenvolvi a minha metodologia de atividades baseada nisso. Meus treinos vão buscar sempre a mesma ideia: conseguir manter a forma circular do jogo, que para mim remete à ancestralidade, que é um pouco da mitologia africana, do círculo como elemento central. Então, se isso é pensar fora da caixa, me considero assim. Os jogadores assimilam todo esse conceito bem? Sim, com tranquilidade. Por: Guilherme Azevedo, Placar

Saiba mais sobre o veículo