A Atalanta foi esmagada pelo rolo compressor do Bayern nas oitavas da Champions League | OneFootball

A Atalanta foi esmagada pelo rolo compressor do Bayern nas oitavas da Champions League | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Calciopédia

Calciopédia

·11 de março de 2026

A Atalanta foi esmagada pelo rolo compressor do Bayern nas oitavas da Champions League

Imagem do artigo:A Atalanta foi esmagada pelo rolo compressor do Bayern nas oitavas da Champions League

Na noite em que recebeu o Bayern de Munique nas oitavas de final da Champions League, a Atalanta acabou esmagada por aquilo que há anos define o clube bávaro no imaginário europeu: um verdadeiro rolo compressor. A Dea já sabia que teria vida dura nesta fase do torneio, pois os bávaros ou o Arsenal estariam em seu caminho. Porém, a goleada por 6 a 1 na New Balance Arena foi além de qualquer expectativa: através de controle territorial e um exercício contínuo de pressão, os Roten evidenciaram o abismo que construíram em relação a grande parte de seus adversários no continente e o atropelo praticamente selou a eliminação dos nerazzurri, que dependem de uma reação histórica no sul da Alemanha para tentarem seguir em frente.

A Atalanta chegava ao confronto carregando o status de representante resiliente da Serie A no torneio continental, habituada a confrontos duros e reviravoltas improváveis. Nos playoffs, a Dea já havia passado por um adversário alemão, o Borussia Dortmund, com derrota na ida e reação na volta. Mas desta vez o panorama rapidamente se mostraria diferente, até inalcançável. O Bayern de Munique entrou em campo com uma máquina ofensiva em pleno funcionamento – já eram 134 gols na temporada antes mesmo do duelo em Bérgamo – e impôs um ritmo impossível de acompanhar, construindo um massacre desde os instantes iniciais.


Vídeos OneFootball


Raffaele Palladino tentou surpreender Vincent Kompany com mudanças estruturais em sua equipe. A Atalanta iniciou em um 4-4-2 que ainda não havia sido usado desde o primeiro minuto, com Hien e Kolasinac formando a dupla de zaga à frente de Carnesecchi, De Roon e Pasalic no meio, Sulemana e Zalewski pelos lados e a dupla Krstovic-Scamacca no ataque. A proposta era encurtar linhas e facilitar perseguições individuais. Do outro lado, o belga resolveu a principal dúvida da véspera deixando Kane no banco – juntamente com Musiala – e apostando em Jackson como referência ofensiva. O senegalês foi apoiado por Olise, Gnabry e Díaz. Com Neuer lesionado, o jovem Urbig apareceu como titular no gol bávaro. Todas essas opções ratificavam o tamanho do abismo entre os times.

Na prática, porém, o plano de compactar o campo e transformar a partida em uma sucessão de duelos individuais rapidamente se revelou contraproducente. A marcação homem a homem foi levada a extremos curiosos, com Kolasinac acompanhando Gnabry até a intermediária ofensiva alemã ou Hien perseguindo Díaz próximo à bandeirinha de escanteio do próprio Bayern. O efeito foi devastador: enorme desgaste físico para os jogadores nerazzurri e um sistema que retirava da Atalanta seus mecanismos habituais, especialmente a liberdade dos alas para atacar os corredores. Enquanto isso, o time alemão continuava jogando como sempre joga – com circulação veloz, troca constante de posições e ocupação inteligente de todos os espaços livres.

Imagem do artigo:A Atalanta foi esmagada pelo rolo compressor do Bayern nas oitavas da Champions League

O Bayern começou o massacre nos minutos iniciais e já tinha vantagem de 3 a 0 pouco após a metade da primeira etapa (Getty)

Nos primeiros minutos até houve uma centelha de esperança. Sulemana e Krstovic conseguiram infiltrações que sugeriam algum equilíbrio inicial. Durou pouco. Bastaram quatro minutos para o Bayern começar a impor sua lógica. Carnesecchi já precisou intervir em uma das primeiras investidas alemãs, prenunciando uma noite longa para a defesa italiana. A diferença de execução e qualidade técnica rapidamente se transformou em um monólogo.

O primeiro gol saiu aos 12 minutos, em lance que simbolizou a desatenção da Atalanta. Em cobrança de escanteio da direita, a defesa italiana ficou estática, quase como figuras de presépio observando a jogada. Olise encontrou Stanisic livre na pequena área, e o lateral apenas empurrou para o gol vazio. Um erro grosseiro para o nível da competição. O Bayern de Munique não precisava de presentes, mas soube aproveitá-los.

A avalanche continuou poucos minutos depois. Aos 22, Olise recebeu aberto pela direita, livrou-se de Bernasconi com facilidade e finalizou de fora da área para ampliar. Aos 25, Gnabry marcou o terceiro após assistência do próprio Olise, aproveitando o atraso de Kolasinac na cobertura. O domínio alemão era absoluto, e a Atalanta parecia incapaz de encontrar soluções para interromper o fluxo ofensivo adversário. Com cerca de um quarto de jogo disputado, a eliminatória já aparentava estar resolvida.

Ainda antes do intervalo, o Bayern de Munique seguiu criando chances. Kolasinac salvou um gol praticamente certo em cima da linha, e Gnabry ainda acertou o travessão. Do lado italiano, as tentativas foram raras: um cabeceio torto de Scamacca em posição favorável e um chute de Krstovic bloqueado por Urbig. Os números da primeira etapa resumiam o abismo: 71% de posse para os alemães, 343 passes certos contra apenas 93 da Atalanta e 14 finalizações contra duas.

Imagem do artigo:A Atalanta foi esmagada pelo rolo compressor do Bayern nas oitavas da Champions League

O tamanho do abismo: o Bayern tirou Musiala do banco e poupou Kane contra a Atalanta (AP)

Palladino tentou reagir no intervalo. Retirou Scamacca e colocou Djimsiti para restaurar a defesa a três característica da equipe. O ajuste elevou ligeiramente o bloco italiano no campo, mas não resolveu o problema central: a incapacidade de acompanhar a mobilidade ofensiva do Bayern. A defesa continuou perdendo duelos e sendo arrastada por movimentações constantes.

O quarto gol veio aos 52, em contra-ataque iniciado por Díaz e concluído por Jackson. A partida já estava decidida, mas os bávaros mantiveram a intensidade. Aos 64, Olise voltou a marcar – desta vez com um belo chute colocado – confirmando a grande atuação individual da noite. Três minutos depois, Musiala completou cruzamento de Jackson e anotou o sexto.

Mesmo diante da goleada histórica, a torcida da Atalanta continuou cantando até o fim da partida, um gesto de apoio que contrastava com a impotência em campo. Nos acréscimos, aos 93 minutos, Pasalic aproveitou um contra-ataque e marcou o gol de honra que evitou um placar ainda mais severo.

O 6 a 1 final deixa o Bayern de Munique com vantagem praticamente irreversível para o jogo de volta e reafirma o clube alemão como um dos principais candidatos ao título continental. Para a Atalanta, resta reagir rapidamente. O calendário não permite lamentações longas: no fim de semana seguinte a equipe terá um compromisso duríssimo contra a Inter em San Siro. Além da eliminação iminente na Champions League, o time acumula agora quatro partidas consecutivas sem vitória e se afastou do G4 na Serie A – um momento delicado que exigirá respostas imediatas para uma equipe já acostumada a disputar competições europeias.

Saiba mais sobre o veículo