AVANTE MEU TRICOLOR
·05 de agosto de 2026
À deriva, Olten oficializa nome de ex-presidente da CBF à sucessão de Massis; Oposição raiz reage e rebate

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·05 de agosto de 2026

O São Paulo tem extra-oficialmente o seu primeiro candidato para as eleições do final do ano que decidirão o sucessor de Harry Massis na presidência.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR revelou, um jantar realizada na noite desta terça-feira (4) definiu que o grupo político de Olten Ayres de Abreu, presidente do Conselho Deliberativo, e algumas alas apoiadoras, oficializaram o apoio a Rogério Caboclo, ex-presidente da CBF.
Em nota oficial, Olten confirmou ter participado de um jantar na residência de Caboclo e ratificou seu apoio à pré-candidatura do executivo ao comando do Morumbi.
Segundo Olten, a decisão é fruto de um processo contínuo de diálogo entre integrantes do Conselho Deliberativo. O dirigente descartou que o encontro tenha servido para selar chapas completas, alianças definitivas ou loteamento de cargos corporativos, classificando tais versões como especulações de redes sociais.
A nota oficial detalhou que a participação de Cléo Prado, diretora do futebol feminino do clube, deu-se exclusivamente sob sua prerrogativa de conselheira, sem representar endosso da diretoria executiva são-paulina.
Olten Ayres também condenou ataques pessoais direcionados aos participantes do jantar e defendeu a legitimidade das articulações políticas internas.
Paralelamente ao movimento de Olten, a coordenação do grupo político Salve o Tricolor Paulista, formado por nomes da chamada ‘oposição raiz’ à gestão Massis, emitiu comunicado para se distanciar da eventual candidatura de Rogério Caboclo:
Desautorização de vídeos: O grupo afirmou que conteúdos que ligam a ala de oposição a Caboclo não possuem o respaldo de seus coordenadores.
Candidatura própria: A ala reiterou a intenção de lançar o conselheiro vitalício Marcelinho Portugal Gouvêa como o nome ideal para disputar a presidência do Tricolor no pleito de 2026.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR revelou em maio, a coalizão formada pelos principais grupos políticos oposicionistas a Harry Massis no São Paulo se reuniu na ocasião e chegou a algumas conclusões.
Depois de se considerarem traídos por Vinícius Pinotti por sua atitude de anunciar no último final de semana o nome de Rogério Caboclo como pré-candidato às eleições do final do ano, o que não pegou nada bem nem internamente nem externamente, o grupo decidiu afastar o ex-diretor de futebol das tomadas de decisões.
Ele mesmo um antigo aspirante à presidência, Pinotti agora ficará restrito às opiniões e financiamentos da campanha. O ex-dirigente teria reconhecido que pisou na bola, já que o próprio Caboclo, ex-presidente da CBF, não teria interesse em concorrer ao pleito de dezembro, conforme apurou o AVANTE MEU TRICOLOR.
Uma comissão criada com representantes de todas as chapas oposicionistas foi criada. Será esse grupo o responsável pela comunicação, digamos assim, das decisões tomadas. E o primeiro serviço foi feito: a divulgação do novo postulante nas eleições para presidente.
Marcelinho Portugal Gouvêa é filho do histórico presidente entre 2002 e 2006 e mandatário nos tri da Libertadores e Mundial de Clubes.
Nome bem visto pela torcida e com certa penetração em grupos de conselheiros independentes, principalmente com os cardeais, orbita a oposição desde 2013, quando rompeu com Juvenal Juvêncio, antigo aliado do pai. Usualmente aparece dando entrevistas sobre a situação política e financeira do clube.
O nome de Marcelinho, indicado pela chamada ‘oposição raiz’, formada por quem está contra a gestão desde Julio Casares, ainda depende de aprovações de alguns aliados recentes, entre eles correligionários de Olten Ayres de Abreu, presidente afastado do Conselho Deliberativo.
Antes, o empresário Dáurio Speranzini era tratado como a principal opção para liderar o bloco. No entanto, a viabilidade de seu nome perdeu força diante da crescente resistência entre sócios e conselheiros.
Integrantes do grupo admitem que embora Speranzini seja considerado preparado para a função, o desgaste político em torno da revelação do envolvimento de seu nome na Operação Lava-Jato, em 2018, quando chegou a ser preso, inviabilizou a construção de uma candidatura competitiva. Críticas recorrentes ao empresário nos bastidores do clube passaram a influenciar diretamente o colégio eleitoral. Uma decisão tomada no início do ano passado pelo Supremo Tribunal Federal, no entanto, o absolveu, por falta de provas.
O nome de Caboclo não foi bem recebido nas redes sociais, por conta justamente das denúncias de quando presidia a CBF. Na época, áudios de uma conversa imprópria com ela foram divulgados pela ‘TV Globo’. O dirigente classificou suas falas como “brincadeiras inadequadas”. Ele sempre negou as acusações e foi absolvido na Justiça no início de 2024.
O ex-presidente da CBF é conselheiro vitalício, mas pouco ativo no São Paulo. Os registros da participação de sua família no clube remontam aos anos 1960 e seu pai, por exemplo, participou a gestão de Henri Aidar, no início da década seguinte.







































