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·10 de abril de 2026

A Fiorentina foi atropelada pelo Crystal Palace e está quase fora da Conference League

Imagem do artigo:A Fiorentina foi atropelada pelo Crystal Palace e está quase fora da Conference League

Sem choro nem vela: a Fiorentina saiu de campo desnorteada após o jogo de ida das quartas de final da Conference League contra o Crystal Palace. Derrotada por 3 a 0 em Selhurst Park, a equipe italiana até escapou de um placar mais elástico, mas o resultado a deixou a um passo da eliminação de qualquer forma. Amplamente dominados fora de casa, os gigliati jogaram mal e ainda viram um de seus principais nomes, o brasileiro Dodô, assumir o papel de protagonista negativo em dois lances decisivos.

Fiorentina e Crystal Palace voltavam a se enfrentar 53 anos depois do seu único duelo – um empate por 2 a 2 pela Coppa Anglo-Italiana. O confronto desta quinta colocava frente a frente duas equipes que não haviam conseguido classificação direta entre as oito melhores da fase de liga da Conference League e que chegaram até este ponto após dificuldades no mata-mata. O Crystal Palace fez 3 a 1 no Zrinjski Mostar nos playoffs e depois eliminou o AEK Larnaca com um triunfo por 2 a 1 na prorrogação, enquanto a Fiorentina oscilou ante poloneses: atropelou o Jagiellonia Bialystok na Polônia, mas sofreu no Artemio Franchi, avançando após tempo extra e 5 a 4 no agregado. Depois mostrou maior controle ao eliminar o Raków Czestochowa com duas vitórias por 2 a 1.


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Em Londres, a Fiorentina entrou em campo com uma formação que tinha muitos titulares, mas algumas adaptações devido às lesões de Kean, Parisi e Solomon. Piccoli e Harrison foram escalados entre os titulares, enquanto Paolo Vanoli surpreendeu ao deixar Mandragora inicialmente no banco. Do outro lado, o Crystal Palace de Oliver Glasner apresentaria uma equipe mais física e vertical, explorando o lado direito com Muñoz e a presença constante de Guessand no flanco oposto.

O início foi relativamente equilibrado, mas já indicava os caminhos da partida. Aos 14, a Fiorentina conseguiu sua primeira aproximação: Dodô encontrou Fabbian pela direita, o cruzamento voltou para a entrada da área e Gosens finalizou de primeira, mas para fora. Três minutos depois, o Crystal Palace respondeu com muito mais perigo. Muñoz cruzou, Guessand devolveu a jogada e, na segunda bola, finalizou sem deixar a bola cair. A pelota saiu raspando a trave, num aviso claro de que a defesa viola teria dificuldades para lidar com a movimentação inglesa.

O jogo mudou definitivamente aos 21 minutos. Guessand recebeu pela esquerda, finalizou muito mal e, na sequência do lance, foi atingido por Dodô em uma entrada desajeitada. O árbitro Donatas Rumsas não hesitou: pênalti. Na cobrança, Mateta deslocou De Gea e abriu o placar, consolidando um momento de superioridade que já vinha sendo construído pelo time da casa.

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Depois de um primeiro tempo bastante fraco, a Fiorentina viu a eliminatória contra o Crystal Palace começar a lhe escapar (Getty)

A Fiorentina não conseguiu reagir de forma consistente. Faltava coordenação no meio-campo, faltava presença entre linhas e, sobretudo, faltava controle emocional após o gol sofrido. O Palace, ao contrário, manteve intensidade e organização.

Aos 31 minutos, então, veio o segundo golpe. Mateta finalizou de dentro da área e obrigou De Gea a uma defesa difícil. No rebote, Mitchell apareceu livre para marcar. O lance expôs novamente problemas estruturais da Fiorentina: linha defensiva desorganizada, cobertura tardia e, mais uma vez, participação negativa de Dodô, que não saiu junto com a última linha e manteve Muñoz em condição legal na origem da jogada.

Até o intervalo, o panorama não se alterou. O Crystal Palace seguiu confortável, controlando o ritmo e explorando transições. A Fiorentina, por sua vez, acumulava erros técnicos e decisões precipitadas. Dodô ainda correu risco de expulsão ao segurar Guessand, sendo poupado de um segundo cartão amarelo.

A volta para o segundo tempo teve um atraso inusitado, já que torcedores do Crystal Palace atiraram papel higiênico na baliza defendida por De Gea, o que adiou o reinício da partida para a limpeza da área pelos funcionários de Selhurst Park. Quando a bola tornou a rolar, a Fiorentina apresentou uma leve melhora – algo que era necessário. Entretanto, embora mais ativo, o ataque violeta não seria capaz de alterar os rumos da partida.

Aos 51 minutos, ocorreu a melhor chance dos italianos. Em jogada trabalhada pela direita, Dodô acionou Harrison e recebeu de volta antes de cruzar rasteiro para Fabbian, que finalizou de primeira e acertou o travessão. Foi o momento mais próximo de reação real.

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O time inglês dominou a partida em Selhurst Park e poderia ter construído placar ainda mais elástico (Getty)

Nos minutos seguintes, a equipe de Florença conseguiu empurrar o adversário para trás. Harrison cruzou para Gudmundsson, que obrigou Henderson a defender em dois tempos. Pouco depois, Piccoli também finalizou com perigo, novamente exigindo intervenção esperta do goleiro inglês.

Era, no entanto, uma pressão sem continuidade plena. Faltava precisão no último passe e maior presença na área. O Crystal Palace, mesmo recuando em alguns momentos, permanecia perigoso nas transições. Aos 79 minutos, o time inglês quase ampliou. Pino puxou contra-ataque e encontrou Sarr, que cruzou para Mateta. Livre dentro da pequena área, o atacante desperdiçou uma chance clara ao cabecear para fora.

O terceiro gol, no entanto, era apenas uma questão de tempo. Já aos 90 minutos, Kamada levantou da direita e Sarr apareceu para cabecear com precisão, vencendo De Gea e fechando o placar em 3 a 0. Um resultado que refletia com fidelidade o que se viu em campo. Nos acréscimos, o Palace ainda criou mais duas oportunidades claras. Pino encobriu o goleiro espanhol, mas Dodô cortou quase sobre a linha, e Sarr voltou a aparecer em posição perigosa, mas sem conseguir concluir o cruzamento rasteiro.

O apito final consolidou um cenário preocupante para a Fiorentina. A equipe até ensaiou uma reação no início do segundo tempo, mas, no geral, foi dominada física, tática e mentalmente. O resultado poderia, inclusive, ter sido mais amplo – ainda que já cheire a definitivo. A Conference League, que nas últimas três temporadas havia se tornado um local de afirmação europeia para a Viola, que sempre alcançou ao menos as semifinais e foi vice-campeã duas vezes, se transformou em um front praticamente perdido. A reversão do placar exigirá um nível de desempenho que os gigliati não apresentaram até aqui na competição.

Diante disso, o foco tende a se deslocar para a Serie A, onde a Fiorentina ainda busca consolidar uma recuperação e afastar de vez qualquer risco de rebaixamento – hoje, a distância para a zona de descenso é de cinco pontos e a queda voltou a ser improvável. Resta, ao menos, um alento para a torcida violeta: a péssima temporada vivida pela Viola está perto de acabar.

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